Eu não gosto de Rachmaninov. Sofri silenciosamente enquanto mano FDP publicava seus Concertos para Piano, Variações sobre Paganini (ESSES DOIS SE MERECEM), Sinfonias e outros horrores. Mas, sabe como é, eu respeito meu irmão. Rach é um romântico tardio, um chato, um mela-cueca, um discursivo, um pentelho. Só que nesta semana ele se de mim vingou com juros.

Um pouco surpreso com os elogios histéricos que este CD de Ashkenazy e do Concertgebouw recebia por todos os cantos, resolvi voltar a enfrentar o ogro pegajoso. Deu tudo errado. Eu simplesmente amei! Como o ouvi tarde da noite, fui dormir com a perturbadora sensação de ter recebido FDP em meu corpo — nada físico, bem entendido; tudo espiritual. Achei que uma noite de sono me curaria da tragédia de ter gostado de obras de Rach. No outro dia, de estômago cheio e em CNTP, ouvi novamente a coisa. Olha, não cheguei a desmilingüir (essa trema some na unificação ortográfica), mas… É muito bom. É tri bom. Bom demais. Que maravilha.

Se vocês quiserem ler elogios mais abalizados, cliquem sobre o selo da Amazon acima. Há nove caras babando ali.

Vá lá, é imperdível.

Rachmaninov: The Isle of the Dead, Op.29 / Symphonic Dances, Op.45

01 - Die Toteninsel
02 - Symphonische Taenze - Non Allegro
03 - Symphonische Taenze - Andante Con Moto [Tempo Di Valse]
04 - Symphonische Taenze - Lento Assai - Allegro Vivace

Vladimir Ashkenazy
Concertgebouw Orchestra Amsterdam

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PQP