Matthew Locke (1630-1677), The Consort of fower parts, Jordi Savall & Hespèrion XX

ES9921

Antes de se tornar compositor dilecto do rei Charles II Stuart, Mathhew Locke viveu os tempos conturbados e normativos do Puritanismo de Cromwell - personagem por quem Clara Schumann não sente particular estima, mas isso são outras músicas… - e, nesse período, aproveitou para aprofundar a art of consort music, adjudicando ritmos de dança franceses.

O resultado foi a manutenção de uma brilhante tradição polifónica inglesa, cujas ressonâncias ainda se encontram em Henry Purcell.

Matthew Locke (1630-1677), The consort of fower parts, Jordi Savall & Hespèrion XX

1. Ste I in d: Fantazie
2. Ste I in d: Courante
3. Ste I in d: Ayre
4. Ste I in d: Saraband
5. Ste II in d: Fantazie
6. Ste II in d: Courante
7. Ste II in d: Ayre
8. Ste II in d: Saraband
9. Ste III in F: Fantazie
10. Ste III in F: Courante
11. Ste III in F: Ayre
12. Ste III in F: Saraband
13. Ste IV in F: Fantazie
14. Ste IV in F: Courante
15. Ste IV in F: Ayre
16. Ste IV in F: Saraband
17. Ste V in g: Fantazie
18. Ste V in g: Courante
19. Ste V in g: Ayre
20. Ste V in g: Saraband
21. Ste VI in G: Fantazie
22. Ste VI in G: Courante
23. Ste VI in G: Ayre
24. Ste VI in G

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Clara Schumann

Johannes Brahms (1833-1897) - Sinfonia Nº 4, Op. 98

1. Symphony No.4 In E Minor, Op.98: Allegro non troppo
2. Symphony No.4 In E Minor, Op.98: Andante moderato
3. Symphony No.4 In E Minor, Op.98: Allegro giocoso - Poco meno presto -Tempo I
4. Symphony No.4 In E Minor, Op.98: Allegro energico e passionato- Piu allegro

Composed by Johannes Brahms
Performed by Vienna Philharmonic Orchestra
Conducted by Leonard Bernstein

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Luciano Berio (1925-2003) – Sinfonia

Tentar definir a música - que em todo caso não é um produto mas um processo - é quase como tentar definir a poesia, ou seja: trata-se de uma operação felizmente impossível, considerando a futilidade de querer estabelecer uma fronteira entre o que é música e o que não é, entre poesia e não-poesia. Talvez a música seja justamente isto: a procura de uma fronteira constantemente deslocada. (Luciano Berio)

Sinto-me tentado a pensar na 2ª sinfonia de Mahler como um produto da sinfonia de Berio e não o contrário, cambalhota perversa da lei da causalidade. (Sérgio Azevedo)

A famosa Sinfonia (1968) de Berio está por toda a rede. São centenas de artigos que analisam a obra musical mais importante do vanguardismo musical do século XX. Ela foi dedicada à Leonard Bernstein, que a estreou, mas na verdade homenageia toda a história da música, principalmente em seu terceiro movimento em que ouve-se claramente Mahler, Mahler, Mahler mas também Debussy, Bach e Schoenberg.

Ao ouvinte com pouca vivência em mpusica moderna, sugiro começar a audição pelo terceiro movimento. Ali está o cerne da Sinfonia. O texto principal deste movimento é formado por fragmentos: trata-se de The Unnamable de Samuel Beckett. A segunda parte de Sinfonia é um tributo à memória de Martin Luther King. As oito vozes remetem simplesmente os sons que constituem o nome do mártir negro até a enunciação completa e inteligível do seu nome.

Sinfonia (para 8 vozes amplificadas e orquestra)

Composed by Luciano Berio
with Orchestre National de France and Swingle Singers
Conducted by Ward Swingle and Pierre Boulez

1. Sinfonia For eight Voices And Orchestra: I -
2. Sinfonia For eight Voices And Orchestra: II - O King
3. Sinfonia For eight Voices And Orchestra: III - In ruhig fliessender Bewegung
4. Sinfonia For eight Voices And Orchestra: IV -
5. Sinfonia For eight Voices And Orchestra: V -

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Jean Sibelius (1865–1957) - Concerto para Violino e Orquestra, Op.47

Existem violinistas e violinistas, ou generalizando, músicos e músicos. Alguns com certo talento até conseguem sucesso, de público e crítica. Mas assim como eles vêm, vão. São vários os casos de pequenos mozarts se transformarem em zé-ninguéns, a indústria fonográfica investe em jovens talentos, para no final eles caírem no ostracismo. Por culpar de quem? Não sei… talvez da voragem da mesma, da exigência do público e da crítica, ou incompressão de todos… sei lá. Digo isso pois a postagem que coloco a seguir é a de um grande violinista - que também foi um pequeno Mozart virtuose, e para muitos o maior de todos os tempos - tocando uma música maravilhosa, porém, inexplicavelmente pouco executada. O resultado dessa soma de talentos é algo excepcional. Já se discutiu aqui à exaustão a questão do gosto nas execuções, mas existem as unanimidades. E Jascha Heifetz é uma unanimidade. Pode-se criticar sua forma de tocar quase cerebral, insensível (?????), se preocupando apenas com a exatidão, com a precisão, muito meticuloso, e se esquecendo de expor a alma da música (particularmente considero isso tudo bobagem, mas quem sou eu para criticar?). Mas não se pode negar sua paixão por aquilo que fazia… e como fazia.

Dentro da idéia de duelo que propus em postagem anterior, Heifetz/Oistrack estou postando abaixo o concerto para violino de Sibelius, peça de um encanto único, um retrato da longínqüa Finlândia, e executado aqui com maestria e exuberância por Jascha Heifetz, esse gigante do violino do século XX. Deixo a critério de vocês a análise da obra e da execução. Nessa gravação ele é acompanhado pela Orquestra Sinfônica de Chicago, regida por Walter Hendl. Fico devendo a informação sobre o ano dessa gravação.

Concerto para Violino e Orquestra, Op. 47, de Jean Sibelius

1. Conc in d, Op. 47: Allegro Moderato - Chicago SO/Walter Hendl
2. Conc in d, Op. 47: Adagio Di Molto - Chicago SO/Walter Hendl
3. Conc in d, Op. 47: Allegro/Ma Non Tanto - Chicago SO/Walter Hendl

Performer: Jascha Heifetz (Violin)
Conductor: Walter Hendl
Orchestra: Chicago Symphony Orchestra
Period: Romantic
Written: 1903-1905; Finland
Date of Recording: 01/1959
Venue: Orchestra Hall, Chicago
Length: 26min43s

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François Couperin (1668-1733) et alii, Leçons de Ténèbres, René Jacobs & Concerto Vocale

1951133 G

Para o ouvinte de música clássica, François Couperin será nome de pouca-valia - algumas peças bonitas para cravo… - se exceptuarmos o brilhantismo, a genialidade destas leçons, destinadas a celebrar, de uma forma lírica, dramática, a Paixão.
Aqui reside a substancial diferença entre a celebração da paixão de Bach e a feita por Couperin: Bach faz uma música que exalta os eventos vividos na (e com) a Paixão, enquanto que Couperin sublima a música ao serviço da teatralidade da mesma.
(P.Q.P Bach cortará a goela, certamente, a Clara Schumann, devido ao despautério desta, but who cares, right?…)
Resta, ainda, fazer um pequeno excurso sobre a interpretação das leçons feitas pelo Concerto vocale, liderado pelo contra-tenor René Jacobs… Sim, eu sei que há Alfred Deller - um assomo de espiritualidade vocal!, Jordi Savall, Montserrat Figueras e Marie-Christine Kiher…
Talvez o presente cd não represente mais do que uma idiossincracia de Clara Schumann, legando o ambiente musical do séc.XVII.

François Couperin, Leçons de Ténèbres, Arles: Harmonia Mundi,1982.

François Couperin (1668-1733), Leçons de Ténèbres
1. Première Leçon
2. Deuxième Leçon
3. Troisième Leçon

Jeremiah Clarke (1673-1707)
4. Blest be those sweet regions

Henry Purcell (1659-1695)
5. A Divine Hymn
(Lord, what is man)

6. An Evening Hymn
(The night is come)

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Clara Schumann

Gustav Mahler (1860-1911) - Sinfonia Nº 7

Um belíssimo Scherzo, cercado por duas esplêndidas Canções da Noite, as quais têm, adjacentes a si, dois movimentos ásperos e duros, o primeiro e o último. Um compositor em crise pela morte de sua filha mais velha e pelos problemas que enfrentava na Ópera de Viena. Melancolia e ódio, a sétima de Mahler.

1. I: Langsam - Allegro Risoluto, Ma Non Troppo
2. II: Nachtmusik: Allegro Moderato
3. III: Scherzo. Schattenhaft
4. IV: Nachtmusik: Andante Amoroso
5. V: Rondo

Symphony No. 7 in E minor
Composed by Gustav Mahler
Performed by City of Birmingham Symphony Orchestra
Conducted by Simon Rattle

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Claude Debussy (1862-1918) - Nocturnes, La damoiselle élue e Le Martyre de Saint Sébastien

Os Nocturnes já tinham sido aqui postados com a gravação do Boulez. La Damoiselle élue é poema lírico baseado em um poema de Dante Gabriel Rosseti e Le Martyre de Saint-Sébastien são fragmentos sinfônicos, em 4 partes.

A Orquestra é a Filarmônica de Los Angeles com a regência do sempre competente Esa-Pekka Salonen. As solistas são Dawn Upshaw - soprano - e Paula Rasmussen - mezzo soprano. O Coral é o Women of the Los Angeles Master Chorale.

Belíssmo CD, que mostra toda a sensibilidade e delicadeza da música de Debussy.

Abraços e boa semana. F.D.P. Bach.

1. Nocturnes: I. Nuages
2. Nocturnes: II. Fetes
3. Nocturnes: III. Sirenes
4. La damoiselle élue: Poeme lyrique d’apres Dante Gabriel Rossetti
5. Le Martyre de Saint Sébastien: I. La Cour des lys. Prelude
6. Le Martyre de Saint Sébastien: II. Danse extatique et Final du 1er Acte
7. Le Martyre de Saint Sébastien: III. La Passion
8. Le Martyre de Saint Sébastien: IV. Le Bon Pasteur

Conductor: Esa-Pekka Salonen
Performer: Paula Rasmussen, Dawn Upshaw
Orchestra: Los Angeles Philharmonic Orchestra

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J. S. Bach (1685-1750) - Oratório da Páscoa e Cantata BWV 4

Estas duas notáveis obras situam-se, cronologicamente, em pólos opostos na produção de meu pai. A Cantata BWV 4 Christ lag in Todesbanden ou “Cristo esteve em ânsias de morte” ou “Cristo jaz amortalhado” (os tradutores que se entendam) foi composta entre os anos de 1708 e 1709, enquanto que Oratório da Páscoa, BWV 249, faz parte da produção seus últimos anos de vida.

O Oratório da Páscoa talvez seja mais bonito do que a Cantata BWV 4 (Cantata para o Domingo de Páscoa), porém esta me interessa muito mais. Raramente Bach compôs uma obra com os olhos tão decididamente voltados para o passado mostrando, ao mesmo tempo, características modernas. O texto é de Lutero e a música baseia-se numa melodia so século XII. A Cantata é composta sobre sete movimentos, todos eles apresentando trechos da melodia arcaica. Mesmo a sinfonia instrumental introdutória, no estilo de Buxtehude, emprega o “tema base”. Suas ásperas hamonias e as partes centrais dobradas das violas contribuem para a sonoridade arcaica, a qual assume um estilo de uma partita coral muito próxima a Böhm ou Pachelbel. É algo espantoso.

O Oratório também é excelente e gostaria que vocês ouvissem atentamente a arrepiante ária Sanfte Soll Mein Todeskummer, uma coisa de louco, perfeitíssima, a cargo do tenor.

Christ lag in Todesbanden
1. 1. Sinfonia
2. 2. Versus I, Christ Lag In Todes Banden
3. 3. Versus II, Den Tod Niemand Zwingen Kunnt
4. 4: Versus III, Jesus Christus, Gottes Sohn
5. 5. Versus IV, Es War Ein Wunderlicher Krieg
6. 6. Versus V, Hie Ist Das Rechte Osterlamm
7. 7. Versus VI, So Feiren Wir Das Hohe Fest
8. 8. Versus VII, Wir Essen Und Leben Wohl

Oratório da Páscoa
9. 1. Sinfonia
10. 2. Adagio
11. 3. Chor, Kommt, Eilet Und Laufet
12. 4. Recitative, O Kalter Manner Sinn!
13. 5. Aria, Seele, Deine Spezereien
14. 6. Recitative, Hier Ist Die Gruft
15. 7. Aria, Sanfte Soll Mein Todeskummer
16. 8. Recitative, Indessen seufzen
17. 9. Aria, Saget, Saget Mir Geschwinde
18. 10. Recitative, Wir Sind Erfreut
19. 11. Chorus, Preis Und Dank

Conductor: Andrew Parrott
Performers: Emily van Evera [soprano], Charles Daniels [tenor], David Thomas [bass]

Taverner Consort and Players

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The Salieri Album, com Cecilia Bartoli

Antonio Salieri (1750 – 1825) não era Mozart, mas também não era um perna-de-pau. Vale a pena conhecer a música deste rival vienense de Mozart. Por outro lado, as interpretações da espevitada e espetacular Cecilia Bartoli são capazes de valorizar mesmo as mais bobas árias, o que aqui não é o caso.

A romana Bartoli, possuidora de uma rara auto-ironia num meio em que as cantoras costumam portar-se como se gozassem de precedência divina, diz que já nasceu cacarejando… Eu, P.Q.P. Bach, aprecio tanto sua voz e musicalidade que nem noto suas caretas em cena. Quem repara diz que são horríveis.

Neste CD, ela faz uma seleção de árias das óperas de Salieri.

The Salieri Album
1. Questo guajo mancava…Son qual lacera tartana (La secchia rapita)
2. Che dunque!…Or ei con Ernestina…Ah sia gia (La Scuola dei gelosi)
3. Vi sono sposa e amante (La Fiera di Venezia)
4. Voi Lusingate invano lo smarito cor mio…Misera abbandonata (Palmira, Regina di Persia)
5. E void a buon marito…Non vo gla che vi suonino (La Cifra)
6. Alfin son sola…Sola e mesta (La Cifra)
7. Dopo pranzo addormentata (Il Ricco d’un glorno)
8. No, non cacillera…Suelle mi temple (La secchia rapita)
9. Lungi da me sen vada quella veste fatal…Dunque anche il cielo…Contro un’alma sventurata (Palmira, Regina di Persia)
10. Se lo dovessi vendere (La Finta scema)
11. Eccomi piu che mai…Amor pletoso Amore (Il Ricco d’un Glorno)
12. La ra la (La Grotta di Trofonio)
13. E non degg’io seguirla!…Forse chi sa…Vieni a me sull’ali d’oro (Armida)

Composed by Antonio Salieri
Performed by Orchestra of the Age of Enlightenment [members of]
with Cecilia Bartoli, Claudio Osele
Conducted by Adam Fischer

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Giovanni Pierluigi Palestrina (1525-1594), Missa Papae Marcelli * Motets, Georg Ratzinger

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Música eufónica ao serviço da Contra-Reforma: não sei objectivar a causa, mas apercebi-me de que ando num processo de revivalismo harmónico Renascentista (uma época musical dilecta), reaudindo os meus cd’s do século passado (literalmente) . . .(Talvez por mera necessidade metafísica ou simplesmente por amar desmesuradamente a Música)Acompanhando-me, pelo sepulcro da noite, em horário laboral, a música (pós-) Renascentista produz um efeito de invulgar inteligibildade e de voluntária Sua crença…(Para quem não acreditar, permanece, porém, o supremo brilho estético.)

Giovanni P. Palestrina(1525-1594), Missa Papae Marcelli . Motets, Regensburger Domspatzen, Georg Ratzinger, Regensburg: DHM, 1995.

92020 02

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