.:interlúdio:. Chick Corea Akoustic Band - Live from The Blue Note - Tokio

Eis uma boa oportunidade para serem feitas algumas comparações entre estes dois gênios do piano, Keith Jarrett e Chick Corea. Não quero com isso estabelecer placar, dizendo que ciclano é melhor que beltrano, ou algo do gênero, apenas peço que se comparem estilo, improvisão, etc.

A formação é semelhante a qualquer Piano Jazz Trio, a saber, um piano, um contrabaixo acústico e uma bateria. Chick Corea nesta gravação está ao lado de seu fiel escudeiro, o baixista John Patittucci e do baterista Vinnie Collaiuta. Para quem conhece estes nomes, sabe que só tem gente grande aqui, para os que não conhecem, fica a oportunidade de conhecerem dois dos melhores músicos da atualidade em seus instrumentos, acompanhando o piano de Corea.

A lista das músicas trás um clássico do repertório do próprio Corea, “Humpty Dumpty”, o clássico de Coltrane “Chasin´ the Train”, e dois standards, por sinal também gravados por jarrett, “With a Song in My Heart” e a sensacional e única “Autumm Leaves”, que dispensa comentários.

Chick Corea Akoustic Band - Live from The Blue Note - Tokio

01 - Humpty Dumpty
02 - New Waltse
03 - With A Song In My Heart
04 - Chasin’ The Train
05 - Summer Night
06 - Tumba
07 - Autumn Leaves

Chick Corea - Piano
John Patitucci - Bass
Vinnie Colaiuta - Drums

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FDP Bach

The Dmitri Shostakovich Edition (CD 7 de 27)

IM-PER-DÍ-VEL!!!

CD 7

Sinfonia Nº 11, Op. 103 – O Ano de 1905 (1957)

Esta sinfonia talvez seja a maior obra programática já composta. Há grandes exemplos de músicas descritivas tais como As Quatro Estações de Vivaldi, a Sinfonia Pastoral de Beethoven , a Abertura 1812 de Tchaikovski, Quadros de uma Exposição de Mussorgski e tantas outras, mas nenhuma delas liga-se tão completa e perfeitamente ao fato descrito do que a décima primeira sinfonia de Shostakovich.

Alguns compositores que assumiram o papel de criadores de “coisas belas”, vêem sua tarefa como a produção de obras tão agradáveis quanto o possível. Camille Saint-Saëns dizia que o artista “que não se sente feliz com a elegância, com um perfeito equilíbrio de cores ou com uma bela sucessão de harmonias não entende a arte”. Outra atitude é tomada por Shostakovich, que encara vida e arte como se fosse uma coisa só, que vê a criação artística como um ato muito mais amplo e que inclui a possibilidade do artista expressar – ou procurar expressar – a verdade tal como ele a vê. Esta abordagem foi adotada por muitos escritores, pintores e músicos russos do século XIX e, para Shostakovich, a postura realista de seu ídolo Mussorgsky foi decisiva. A décima primeira sinfonia de Shostakovich tem feições inteiramente mussorgkianas e foi estreada em 1957, ano do quadragésimo aniversário da Revolução de Outubro. Contudo, ela se refere a eventos ocorridos antes, no dia 9 de janeiro de 1905, um domingo, quando tropas czaristas massacraram um grupo de trabalhadores que viera fazer um protesto pacífico e desarmado em frente ao Palácio de Inverno do Czar, em São Petersburgo. O protesto, feito após a missa e com a presença de muitas crianças, tinha a intenção de entregar uma petição - sim um papel - ao czar, solicitando coisas como redução do horário de trabalho para oito horas diárias, assistência médica, melhor tratamento, liberdade de religião, etc. A resposta foi dada pela artilharia, que matou mais de cem trabalhadores e feriu outros trezentos.

O primeiro movimento descreve a caminhada dos trabalhadores até o Palácio de Inverno e a atmosfera soturna da praça em frente, coberta de neve. O tema dos trabalhadores aparecerá nos movimentos seguintes, porém, aqui, a música sugere uma calma opressiva.

O segundo movimento mostra a multidão abordar o Palácio para entregar a petição ao czar, mas este encontra-se ausente e as tropas começam a atirar. Shostakovich tira o que pode da orquestra num dos mais barulhentos movimentos sinfônicos que conheço.

O terceiro movimento, de caráter fúnebre, é baseado na belíssima marcha de origem polonesa Vocês caíram como mártires (Vy zhertvoyu pali) que foi cantada por Lênin e seus companheiros no exílio, quando souberam do acontecido em 9 de janeiro.

O final – utilizando um bordão da época – é a promessa da vitória final do socialismo e um aviso de que aquilo não ficaria sem punição.

Symphony No. 11 in G minor Op. 103 “The Year 1905″
1. The Palace Square (Adagio)
2. January 9th (Allegro)
3. In Memoriam (Adagio)
4. Tocsin (Allegro non troppo)

WDR Sinfonieorchester,
Rudolf Barshai

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PQP

Capiba (Lourenço da Fonsêca Barbosa) (1904-1997) - Grande missa armorial

Aproveitando a vibe de missas de viés etnográfico, contribuo com esta aqui, que pode não ser tão importante quanto à Kewere de Marlui Miranda ou a Crioula de Ariel Ramirez, mas que se destaca entre as obras sacras brasileiras por quebrar de modo respeitoso o excesso de sobriedade que às vezes irrefletidamente cerca a música litúrgica, mostrando que o serviço (a missa) pode ser uma celebração de júbilo do início ao fim e se aproximar das manifestações da cultura de seus fiéis.

Digo isso porque a missa de Capiba é, exceto pelo terno Benedictus, toda calcada em ritmos de forró (xote, xaxado e baião), como prescreviam as diretrizes da estética armorial, embora o texto usado seja em latim - pois os compositores armoriais não simpatizaram muito naquela época com o Concílio Vaticano II.

No final do ano passado postei a Grande missa nordestina, de Clóvis Pereira, num CD duplo do festival Virtuosi (vide categoria Música armorial). Enquanto a missa de Clóvis é sinfônica (requer uma orquestra mozartiana), esta de Capiba, de 1982, é camerística e quase usa a formação-tipo da Orquestra Armorial: cordas, duo de flautas, percussão pé-de-serra (zabumba, caixa e triângulo) - faltou somente o cravo.

Completa o CD a suíte Sem lei nem rei, de 1970, inspirada num romance armorial de Maximiniano Campos, pai do atual governador de Pernambuco, Eduardo Campos.

Convém esclarecer que a Orquestra Armorial neste álbum - gravado em 1994, para celebrar os 90 anos de Capiba (que apesar de ser um notório compositor de frevos escreveu lá suas peças eruditas) - é um revival daquela que surgiu e atuou na década de 70, ainda que regida pelo mesmo Cussy de Almeida.

O coral, os solistas e a orquestra podem estar longe do ideal, mas bem sabemos que as grandes obras de arte passam por cima dos desvios acidentais. Espero que apreciem.

***

Capiba 90 anos

1-7. Grande missa armorial
I. Kyrie
II. Gloria
III. Credo
IV. Et Incarnatus est
V. Sanctus
VI. Benedictus
VII. Agnus Dei

8-10. Suíte Sem lei nem rei
I. Chamada (Moderato)
II. Aboio (Largo)
III. Galope esporeado (Allegro)

Coro e Orquestra Armorial, regidos por Cussy de Almeida
Maestro do coro: Henrique Lins
Cantores solistas: Julie Cássia (soprano), Alexandre Borba (tenor) e Eduardo Xavier (barítono)

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CVL

.:interlúdio:. - Wynton Marsalis Septet - Citi Movement

Esta postagem é em homenagem ao Milton Ribeiro (que fez aniversário semana passada), e que recomendou um cd deste mesmo Wynton Marsalis Septet em seu blog, “In This House, In this Morning”. Na verdade, estou arriscando com esta postagem, sem saber se ele possui esse CD, mas deixo ao critério dos senhores a devida apreciação, que posso definir da seguinte forma, sendo curto e grosso: é do caralho, com o perdão da expressão. Impossível ficar indiferente com esse tour de force, já que a obra é tocada em um fôlego só, sem pausas.

O texto abaixo foi tirado do encarte do CD:

“Citi Movement was written by Wynton Marsalis for Griot New York, a modern ballet choreographed by Garth Fagan. Its premier performance at the Brooklin Academy of Music in 1991 was received by cheering audiences and drew praising rewiews. With this recording the music stands quite tall alone and now does its own dances. The three-part composition uses jazz to render the feeling of a city, the waves and wages of history, and the emotional references connected to styles and rythmic grooves.

In keeping with the leasury, sequestered situations in wich jazz composers do their work, free of intrusians from the external world, this extended piece was written in a month, while the Marsalis band was on the road, performing every night and giving master classes in the daytime. Herb Harris was playing soprano anda tenor saxophones while Citi Movement was composed: ‘It was crazy. Amazing. We were working all these gigs and Wynton was giving this talks and instructions to students musicians during the day, running to get some food before the concert anda going into this room every night to compose. It shocked all of us. With all he had to do, you wouldn´t have expected him to come up with this kind of music. But there it is’. “

Bem, trata-se de música extremamente elaborada, pensada em cada detalhe,  que mostra um compositor ciente de sua capacidade e profundo conhecimento da linguagem jazzistica, e claro, musical, sem esquecer, seu profundo conhecimento da própria história do jazz. Como o Milton comenta em seu blog, o Septeto é simplesmente perfeito.

Não estou exagerando quando afirmo que se trata de um dos melhores cds de jazz que já tive a oportunidade de ouvir. Se fosse para escolher uma faixa com certeza ficaria com a última do primeiro CD, “Spring Yaoundé”, que traz Eric Reed ao piano e o próprio Marsalis num dueto de arrepiar…

Interlúdio - Wynton Marsalis Septet - Citi Movement

CD 1
1. Hustle Bustle
2. City Beat
3. Daylight Dinosaurs
4. Down The Avenue
5. Stop And Go
6. Nightlife-Highlife (Yas, Yas)
7. How Long?
8. I See The Light (Vocal Version)
9. I See The Light (Instrumental Version)
10. Duway Dialogue
11. Dark Heart Beat
12. Cross Court Capers
13. Bayou Baroque
14. Marthaniel
15. Spring Yaoundé

CD 2
1. The End
2. The Legend Of Buddy Bolden
3. Swingdown, Swingtown
4. Highrise Riff
5. Modern Vistas (As Far As The Eye Can See)
6. Curtain Call

Wynton Marsalis - Trumpet
Todd Williams - Tenor & Soprano Saxophones
Wes Anderson - Alto Saxophone
Wycliffe Gordon - Trombone
Reginald Veal - Bass
Herlin Riley - Drums
Eric Reed - Piano
Herb Harris - tenor sax in “I see the Light (Instrumental) and “Curtain Call
Marthaniel Roberts - Piano on “Marthaniel”, “The End”, “Swingdown, Swintown” and “Curtan Call”.

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FDP Bach

Philip Glass (1937) – White Raven, ópera de 1991

Sei lá como esta gravação chegou até mim. Parece registro de um concerto gravado por um espectador na terceira fila, meio escondido. Pura pirataria, coisa que detesto. A música é legítimo Glass; ou seja, é um ventilador legalzinho, mas só serve para dias muito quentes. A curiosidade é que é falada em português de Portugal. Os caras falam de navegações, mares, etc. Uma curiosidade. Quem são os executantes? Ah, meu amigo…

Philip Glass – White Raven (ópera)

01 - Knee Play 1 (El Escritor con los dos Cuervos)
02 - Acto I, 1 (Corte Portuguesa)
03 - Knee Play 2 (El Escritor con los dos Cuervos)
04 - Acto I, 2 (El Viaje)
05 - Acto I, 3 (Africa)
06 - Acto I, 4 (India)
07 - Acto II, 1 (Exploracao Submarina)
08 - Acto II, 2 (Exploracao de Agujeros Negros en el Cielo)
09 - Acto III (Prologo)
10 - Acto III, 1 (Corte Portuguesa)
11 - Knee Play 3 (El Escritor Como Cuervo)
12 - Acto III, 2 (Visiones Nocturnas)
13 - Acto IV (Scherzo)
14 - Knee Play 4 (El Escritor con una Mesa de Agua y una Pluma Voladora)
15 - Act V (Brasil)
16 - Epilogo

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PQP

Gioacchino Antonio Rossini - Seis Aberturas, Giuseppe Verdi - Três Prelúdios - Abbado

Fuçando meus cds, encontrei esta gravação misteriosa, que traz Claudio Abbado regendo aberturas de óperas de Rossini, além de Prelúdios de Óperas de Verdi. Lembro que comprei esse cd em banca de revista, pertence a uma coleção intitulada “Deutsche Grammophon Collection”, e na verdade, creio tratar-se de uma montagem da editora, pois nem no site da DG encontrei tal cd. De qualquer forma, o cd que está indicado aí ao lado no link da amazon traz apenas as aberturas de Rossini.
Sabemos que Claudio Abbado é um grande especialista no repertório operístico italiano, e se encontra em seu elemento quando está regendo Rossini e Verdi.
Esse cd traz algumas das mais famosas aberturas de óperas de Rossini, entre as quais poderíamos destacar, é claro, “Il Barbieri di Siviglia”, “La Cenerentola”, “La Gazza Ladra”.
Trata-se de um cd leve, que traz toda a beleza da música destes dois grandes compositores italianos, amados por uns, odiados por outros, e creio que serviu de porta de entrada para muita gente no tal mundo da música erudita.
Uma postagem para relaxar, sem maiores pretensões. É para divertir e entreter.

Gioacchino Antonio Rossini - Seis Aberturas, Giuseppe Verdi - Três Prelúdios - Abbado

01 Il Barbieri di Siviglia
02 La Cerenterola
03 La gazza ladra
04 L’italiana in Algeri
05 Signor Bruschino
06 L’assedio di Corinto
07 Macbeth
08 Un ballo in maschera
09 Aida

London Symphony Orchestra
Coro e Orquestra do Teatro alla Scala
Claudio Abbado - Conductor

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.: interlúdio :. Keith Jarrett Trio - At the Blue Note - CD 3

Este terceiro cd da série do Keith Jarrett Trio tocando na Blue Note é um dos mais inspirados da série, apesar de ser complicado afirmar isso, devido à qualidade dos outros cds.

Adoro Autumm Leaves, e não sei quantas versões já ouvi, mas devo confessar que Keith Jarrett se supera nesta sua leitura mais do que pessoal. Vinte e seis minutos e quarenta e três minutos de pura inspiração, de puro improviso, e os  méritos claro que não são só dele. Jack DeJohnette e Gary Peacock para variar estão perfeitos, e o que estes três excepcionais músicos fazem com o tema principal de Autumm Leaves é de arrepiar. Abafa o resto do cd, que tem outro clássico logo em seguida, “Days of Wine and Rose”. Quando ouvi esse cd pela primeira vez, o repeti por umas três ou quatro vezes, e uma centena de audições depois, continuo fascinado e impressionado. Um absurdo.

Chega de repetir o óbvio, e vamos ao que interessa.

Interlúdio - Keith Jarrett Trio - At the Blue Note - CD 3

1 Autumn Leaves
2 Days Of Wine And Roses
3 Bop-Be
4 You Don’t Know What Love IsMuezzin
5 When I Fall In Love

Keith Jarrett - Piano
Gary Peacock - Double Bass
Jack DeJohnette - Drums

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FDP Bach

Chick Corea (1941): Septet

Na minha opinião, este é um grande CD de autêntica música erudita. Creio que seja melhor, inclusive, que aquele outro de CC que o grande mano FDP Bach postou dia desses. Aqui, Chick Corea percorre facilmente aquele pequeno caminho que une o jazz à música erudita.

Sempre fico com um sentimento de pena quando leio aqueles comentaristas que dizem que o blog PQP Bach decaiu por este ou aquele motivo e depois tascam o verdadeiro problema: vocês postam jazz! Se há algo não nos afeta é esta pequena afirmação. Eu nem respondo a estas opiniões porque elas demonstram tanto preconceito (ou desconhecimento) e tal incompreensão da “coisa musical” que não merecem resposta.

No Septeto, Corea só retoma seu sotaque de jazz na última peça — The Temple Of Isfahan –, uma parente próxima da extraordinária La Fiesta, do disco Return to Forever, talvez ainda o melhor de Mr. Armando. Nas peças restantes, Corea sente-se inteiramente à vontade escrevendo uma peça erudita moderna e de excelente nível. Ele comprova que, assim como Mingus, é um compositor erudito que gosta de jazz. Ouçam com atenção porque este disco é de raro brilho.

Baita CD em 320 kbps!!!

Chick Corea: Septet

1. 1st Movement
2. 2nd Movement
3. 3rd Movement
4. 4th Movement
5. 5th Movement

6. The Temple Of Isfahan

Chick Corea: piano
Ida Kavafian: violin
Theodore Arm: violin
Steven Tenenbom: viola
Fred Sherry: cello
Steve Kujala: flute
Peter Gordon: French horn

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PQP

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) - Wind Concertos - Wind Concertos Serenades & Divertimenti - CD 3-7


Mais uma postagem feita a toque de caixa. Enquanto mano PQPBach tem postado música russa, sem nenhum motivo aparente, estou postando Mozart, também sem nenhum prévio planejamento.

Mais três obras primas mozartianas nas excepcionais mãos desta excepcional orquestra, Orpheus Chamber Orchestra. São obras que não precisam apresentação, são conhecidíssimas, e além disso, existem diversas gravações delas. Aqui mesmo no blog já devem ter sido postadas umas três ou quatro versões, mas quem se importa? É Mozart. E para este sábado frio, pelo menos aqui pelo Vale do Itajaí, nada como Mozart para aquecer o espírito e alma. Claro que com a ajuda de um bom vinho.

Um bom domingo para todos.

Wolfgang Amadeus Mozart - Wind Concertos Serenades & Divertimenti - CD 3-7

01 - Konzert fur Oboe und Orchester C-dur KV 314 - Allegro aperto
02 - - Adagio no troppo
03 - - Rondo Allegretto
04 - Konzert fur Flote und Orchester Nr
05 - - Adagio ma non troppo
06 - - Rondo Tempo di Menuetto
07 - Konzert fur Flute, Harfe und Orchester C-dur KV 299 - Allegro
08 - - Andantino
09 - - Rondeau Allegro

Randall Wolfgang - Oboe
Susan Palma-Nidel - Flute
Nancy Allen - Harp
Orpheus Chamber Orchestra

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FDPBach

Nicolai Rimsky-Korsakov (1844-1908): Scherazade e A Grande Páscoa Russa

Sem planejamento nenhum, estou promovendo um verdadeiro Festival Russo no blog. Como disse, é casual; deve ser uma fase.

Na casa de meu pai, o toca-discos estava sempre ligado. Como mais ouvidos estavam Chopin, Concertos para Piano de Mozart, o Beethoven da middle age e duas músicas que meu amava loucamente: Quadros de uma Exposição e Scherazade. É absolutamente alto o número de vezes que ouvi esta obra do grande compositor e maior ainda orquestrador Rimsky-Korsakov em várias gravações, pois meu pai comprava discos como garrafas de leite. Por isso, talvez possa garantir que Ozawa trata muito bem uma das histórias da princesa que narrava para não morrer.

Lembrei que ainda não postei um disco espetacular de outro do Grupo dos Cinco: um de quartetos de Borodin. Os membros do nacionalista Grupo dos Cinco eram Rimsky-Korsakov, Mily Balakirev, Borodin, César Cui e Modest Mussorgsky. Acho que tanto Rimsky-Korsakov como Borodin era militares… É um mundo estranho e morto…

Grande CD!

Scheherazade, Op. 35

1. Rimsky-Korsakov - The sea and Sindbad’s ship (9:52)
2. Rimsky-Korsakov - The story of the Calendar Prince (11:34)
3. Rimsky-Korsakov - The young prince and the young priness (9:21)
4. Rimsky-Korsakov - Festival at Bagdad - The sea - The ship goes to pieces against a rock surmounted by a bronze warrior (The shipwreck) (12:33)

Russian Easter Festival Overture, Op. 36
5. Rimsky-Korsakov - Russion Easter, Op. 36 - Overture on sacred Russian themes (14:58)

Rainer Honeck, violin
Wiener Philharmoniker
Seiji Ozawa

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PQP

Peter Lieberson (1946) - Neruda songs

Foi uma surpresa pra mim encontrar em pleno século XXI canções compostas com o mesmo brilhantismo das Canções da Auvérnia de Canteloube ou das Quatro últimas canções de Richard Strauss.

As Canções de Neruda, escritas entre 2003 e 2004 sob encomenda conjunta da Filarmônica de Los Angeles e da Sinfônica de Boston, estrearam em 2005 e foram gravadas no ano seguinte, pouco antes do falecimento de Lorraine Hunt Lieberson, segunda esposa de Peter.

Lorraine, meio-soprano de extremo domínio técnico e excepcional tessitura, ganhou o Grammy póstumo de melhor performance vocal feminina em 2007 por conta deste CD. Ela lutou durante os últimos anos contra um câncer de garganta, que fortunadamente não lhe afetou a voz durante a estreia mundial e a gravação das Canções de Neruda - inspiradas pela paixão comum que o casal tinha pelo poeta chileno.

Ambos chegaram a passar um tempo em Abadiânia, Goiás, quando do início da composição das canções. Atualmente, é Peter que se encontra recolhido por conta de um linfoma.

Não tenho o costume de dar notas aos álbuns, mas esse [para os fãs de lieder] é dez.

***

Lorraine Hunt Lieberson sings Peter Lieberson ‘Neruda Songs’

1. Si no fuera porque tus ojos tienen color de luna…
2. Amor, amor, las nubes a la torre del cielo
3. No estes lejos de mi un solo dia
4. Ya eres mia. Reposa con tu sueno en mi sueno
5. Amor mio, si muero y tu no mueres

Performer: Lorraine Hunt Lieberson
Orchestra: Boston Symphony Orchestra
Conductor: James Levine

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CVL

Maurice Ravel (1875-1937) - Piano Concerto in G major, Piano Concerto in D major (for the left hand) - Achille-Claude Debussy (1862-1918) - Fantasy for Piano and Orchestra


Faz tempo que não se faz uma postagem de obras de Maurice Ravel, por isso resolvi trazer este belo cd com os concertos para piano do compositor francês, em uma excelente interpretação do sempre inspirado Zoltán Kocsis, acompanhado pela excelente Budapest Festival Orchestra dirigida por Iván Fischer.
Este Concerto em Sol Maior já foi postado aqui no blog, assim como o Concerto para a Mão Esquerda, mas vai aí uma outra gravação.
A curiosidade do cd fica por conta de uma obra de Debussy da qual nem eu nem mano PQPBach tinhamos ouvido falar, uma Fantasia para Piano e Orquestra. Procurei outra gravação para essa obra mas não encontrei. Se alguém tiver, me avise.

Maurice Ravel - Piano Concerto in G major, Piano Concerto in D major (for the left hand) - Achille-Claude Debussy - Fantasy for Piano and Orchestra
01. Ravel Piano Concerto in G major 1. Allegramente
02. Ravel Piano Concerto in G major 2. Adagio assai
03. Ravel Piano Concerto in G major 3. Presto
04. Ravel Piano Concerto in D major (for the left hand) Lento
05. Ravel Piano Concerto in D major (for the left hand) Allegro
06. Ravel Piano Concerto in D major (for the left hand) Tempo I
07. Debussy Fantasy for Piano and Orchestra 1. Andante ma non troppo - Allegro giusto
08. Debussy Fantasy for Piano and Orchestra 2. Lento e molto espressivo
09. Debussy Fantasy for Piano and Orchestra 3. Allegro molto

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FDP Bach

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1796) - The Wind Concertos - CD 2-7

Depois de toda a polêmica sobre a postagem do colega Marcelo Stravinsky, trago mais um belo cd com obras de Mozart.

O segundo cd da coleção da Orpheus Chambers Orchestra dedicada às obras para sopro de Mozart traz os belíssimos concertos para Trompa e Orquestra.  São peças conhecidas e muito gravadas, e a Orpheus mantém a tradição das grandes interpretações para estas obras.

Wolfgang Amadeus Mozart (1756 - 1791)

Bassoon Concerto in B flat, K.191

Cadenza by Frank Morelli
1 1. Allegro - Cadenza: Frank Morelli
2 2. Andante ma adagio - Cadenza: Frank Morelli
3.3  Rondo. Tempo di Menuetto - Cadenza: Frank Morelli

Frank Morelli, Orpheus Chamber Orchestra

Horn Concerto No.2 in E flat, K.417
Cadenza by William Purvis
4 1. Allegro maestoso
5 2. Adagio
6 3. Rondo. Allegro - Cadenza: William Purvis

William Purvis, Orpheus Chamber Orchestra

Allegro in D for Horn and Orchestra, K.412
7 1. Allegro
8 2. Rondo:Allegro

Orpheus Chamber Orchestra, David Jolley

Horn Concerto No.3 in E flat, K.447
Cadenza by William Purvis
9 1. Allegro - Cadenza: William Purvis
10 2. Romanze (Larghetto)
11 3. Allegro

William Purvis, Orpheus Chamber Orchestra

Horn Concerto No.4 in E flat, K.495

Cadenz by David Jolley after Dennis Brain
12 1. Allegro maestoso
13 2. Romanza (Andante)
14 3. Rondo (Allegro vivace)

David Jolley, Orpheus Chamber Orchestr

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FDP Bach

The Dmitri Shostakovich Edition (CDs 4, 5 e 6 de 27)

IM-PER-DÍ-VEL!!!

CD 4
Sinfonia Nº 7, Op. 60, Leningrado (1941)
De história riquíssima, a Sinfonia Nº 7 – dedicada à resistência da cidade de Leningrado cercada pelos nazistas - deve sua celebridade a uma transmissão de rádio feita para a cidade devastada e sitiada. Ela auxiliou as autoridades soviéticas a elevar o moral em Leningrado e no país. Várias outras performances foram programadas com intenções patrióticas na União Soviética e na Europa. Não é melhor sinfonia de Shostakovich, nem perto. A notável Sinfonia Nº 11, tão superior à sétima, é tão mais eficiente como musica programática de conteúdo histórico, que torna falso qualquer grande elogio à Sétima. De qualquer maneira, é esplêndido o primeiro movimento que descreve a marcha nazista. Também é importante salientar o equívoco do grande público que vê resistência e patriotismo numa obra sobre a devastação e a morte. Mas, como diria Lênin, o que fazer?

Symphony No. 7 in C major Op. 60 “Leningrad”
1. Allegretto
2. Moderato (poco allegretto)
3. Adagio
4. Allegro non troppo
WDR Sinfonieorchester,
Rudolf Barshai

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CD 5
Sinfonia Nº 8, Op. 65 (1943)
Esta enormidade musical é também muito admirada, mas é música que, apesar de não ser nada má, perderá para suas irmãs gêmeas compostas depois, dentro do mesmo espírito. Gosto muito da beleza austera do quarto movimento em 12 variações – uma passacaglia - e também dos dois primeiros, com destaque para o divertido diálogo entre o piccolo, o clarinete e o fagote do scherzo. O terceiro movimento, de efeito fácil e heróico, é divertido, mas tem aquela melodia entoada pelo trompete que… Sei lá, acho estranho uma sinfonia com dois Scherzi.

Symphony No. 8 in C minor Op. 65
1. Adagio. Allegro ma non troppo. Allegro. Adagio
2. Allegretto
3. Allegro non troppo
4. Largo
5. Allegretto. Allegro. Adagio. Allegretto. Andante
WDR Sinfonieorchester,
Rudolf Barshai

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CD 6
Sinfonia Nº 9, Op. 70 (1945)
Desde Schubert, com sua Sinfonia Nº 9 “A Grande”, passando pela Nona de Beethoven e pelas nonas de Bruckner e Mahler, que espera-se muito das sinfonias Nº 9. Há até uma maldição que fala que o compositor morre após a nona, o que, casualmente ou não, ocorreu com todos os citados menos Shostakovitch. Esta sinfonia – por ser a “Nona” - foi muito aguardada e, bem, digamos que não seria Shostakovitch se ele não tivesse feito algo inesperado.

Leonard Bernstein ria desta partitura, cujas muitas citações formam um todo no mínimo sarcástico. O compositor declarou que faria uma música que expressaria “a luta contra a barbárie e grandeza dos combatentes soviéticos”, mas os severos críticos soviéticos, adeptos do realismo socialista, foram mais exatos e apontaram que a obra seria debochada, irônica e de influência stravinskiana. Bingo! Na verdade é uma das composições mais agradáveis que conheço. O material temático pode ser bizarro e bem humorado (primeiro e terceiro movimentos), mas é também terno e melancólico (segundo e largo introdutório do quarto), terminando por explodir numa engraçadíssima coda. Barshai dá um andamento bastante lento e original à coda. Stálin assistiria e assistiu à estreia de uma Nona grandiosa…

Apesar dos cinco movimentos, é uma sinfonia curta, muito parecida em espírito com a primeira sinfonia “Clássica” de Prokofiev e com a Sinfonia “Renana” de Schumann, também em cinco movimentos.

Symphony No. 9 in E flat major Op. 70
1. Allegro
2. Moderato. Adagio
3. Presto
4. Largo
5. Allegretto. Allegro

Sinfonia Nº 10, Op. 93 (1953)
Este monumento da arte contemporânea mistura música absoluta, intensidade trágica, humor, ódio mortal, tranqüilidade bucólica e paródia. Tem, ademais, uma história bastante particular.

Em março de 1953, quando da morte de Stalin, Shostakovich estava proibido de estrear novas obras e a execução das já publicadas estava sob censura, necessitando autorizações especiais para serem apresentadas. Tais autorizações eram, normalmente, negadas. Foi o período em que Shostakovich dedicou-se à música de câmara e a maior prova disto é a distância de oito anos que separa a nona sinfonia desta décima. Esta sinfonia, provavelmente escrita durante o período de censura, além de seus méritos musicais indiscutíveis, é considerada uma vingança contra Stalin. Primeiramente, ela parece inteiramente desligada de quaisquer dogmas estabelecidos pelo realismo socialista da época. Para afastar-se ainda mais, seu segundo movimento – um estranho no ninho, em completo contraste com o restante da obra - contém exatamente as ousadias sinfônicas que deixaram Shostakovich mal com o regime stalinista. Não são poucos os comentaristas consideram ser este movimento uma descrição musical de Stálin: breve, é absolutamente violento e brutal, enfurecido mesmo, e sua oposição ao restante da obra faz-nos pensar em alguma segunda intenção do compositor. (Chego a pensar que, se este movimento fosse apresentado aos jogadores de Parreira, antes do jogo contra a França, trucidaríamos Zidane com ou sem cabeçadas e Roberto Carlos lembraria de qualquer coisa, menos de suas meias…) Para completar o estranhamento, o movimento seguinte é pastoral e tranqüilo, contendo o maior enigma musical do mestre: a orquestra pára, dando espaço para a trompa executar o famoso tema baseado nas notas DSCH (ré, mi bemol, dó e si, em notação alemã) que é assinatura musical de Dmitri SCHostakovich, em grafia alemã. Para identificá-la, ouça o tema executado a capela pela trompa. Ele é repetido quatro vezes. Ouvindo a sinfonia, chega-nos sempre a certeza de que Shostakovich está dizendo insistentemente: Stalin está morto, Shostakovich, não. O mais notável da décima é o tratamento magistral em torno de temas que se transfiguram constantemente.

Symphony No. 10 in E minor Op. 93
1. Moderato
2. Allegro
3. Allegretto
4. Andante. Allegro
WDR Sinfonieorchester,
Rudolf Barshai

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PQP

Morre Les Paul, 94

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