.: interlúdio :.

11 de setembro é um dia de tristeza, perda.

Ora, faz um ano que Joe Zawinul nos deixou.

Já citei diversas vezes aqui no blog o apreço que tenho pelo pianista austríaco, sempre com seu respeitável bigodão. Não apenas eu; Zowy ganhou mais de 30 (sim, trinta) vezes o prêmio de ‘best keyboardist’ dos críticos da DownBeat. Um dos mais queridos músicos do jazz e muitas vezes homenageado com músicas por seus pares, militou em diversas frentes de vanguarda do jazz - incluindo vários sabores de bop, fusion (o seu Weather Report será sempre a referência) e também third stream, que é o disco desta postagem.

Também já falamos sobre third stream aqui, na postagem do Modern Jazz Quartet. E como é complexo definir esse desejado ponto de encontro entre música clássica e jazz, que o criador do termo diga o que não é:

It is not jazz with strings.
It is not jazz played on ‘classical’ instruments.
It is not classical music played by jazz players.
It is not inserting a bit of Ravel or Schoenberg between be-bop changes–nor the reverse.
It is not jazz in fugal form.
It is not a fugue played by jazz players.
It is not designed to do away with jazz or classical music.

Este Rise and Fall of the Third Stream foi gravado em 1965, durante a passagem de Zawinul pelo quinteto de Cannonball, e antes de seu encontro definitivo com o fusion - nas gravações com Miles a partir de 69. Lançado pela pequena Vortex, é sua segunda gravação como líder. Sua saída para contar a história do third stream foi aliar-se a William Fischer, maestro, arranjador e compositor. Fischer trouxe, além das composições, uma pequena seção de cordas para somar à jazz band, e o resultado é sublime. Música clássica? Eu não saberia dizer onde. Ouve-se jazz modal; sem a presença de temas, é verdade. Há poucos improvisos, e a maior parte das canções foi escrita; mas eles existem. Em muitos momentos até lembra o free jazz, em outras o cool, e também se ouve o elec piano que se tornou marca registrada da sonoridade de Zawinul (especialmente em “The Soul of a Village” - que, atentem, tem as duas partes unidas no mp3 trazido aqui). E o swing afro/black que o tornou famoso.

Rótulos à parte, temos aqui um gênio em formação, experimentando formatos e a si mesmo. Jamais deixaria de ser inquieto, até que um raro câncer de pele o impedisse de tocar. Apreciem. Zowy fazia música longa vida.

Joe Zawinul - The Rise and Fall of the Third Stream (256)
Joe Zawinul: piano, electric piano
William Fischer: tenor sax, arrangements
Jimmy Owens: trumpet
Alfred Brown, Selwart Clarke, Theodore Israel: violins
Kermit Moore: cello
Richard Davis: bass
Roy McCurdy, Freddie Waits: drums
Warren Smith: percussion

download aqui - 67MB
01 Baptismal (Fischer) 7′37
02 The Soul of a Village Part I (Fischer) 2′13
03 The Soul of a Village Part II (Fischer) 4′12
04 The Fifth Canto (Fischer) 6′55
05 From Vienna, With Love (Gulda) 4′27
06 Lord, Lord, Lord” (Fischer) 3′55
07 A Concerto, Retitled (Fischer) 5′30

Boa audição!

Blue Dog

Vários Compositores - Lord Herbert of Cherbury´s Lute Book - Harmonia Mundi - 50 years of music exploration - CD 16 de 29

(Só PQP Bach dá a você um porre não programado de alaúde. É o terceiro post consecutivo em que tal instrumento é protagonista. Como vemos, o alaúde está na crista da onda… Há coisas que só aqui mesmo! Um dia, ainda vamos programar um ciclo de viela de roda!)

Quem mora no sul do Brasil sabe que Odete é um nome típico de nossas respeitadas trabalhadoras de prostíbulos. Então, creio que nosso alaudista Paul O`Dette teria sérios problemas se tivesse nascido em nosso ambiente cheio de preconceitos para com estas trabalhadoras — as quais preferem transferir-se para Portugal e arredores. Uma lástima.

Lord Herbert of Cherbury (1582-1648) era tudo o que Alexandre Soares Silva gostaria de ser. Era um verdadeiro homem da Renascença. Gentleman, diplomata (bem, então não serve para ser um sonho de ASS, pois trabalhava un peau), poeta, historiador, teólogo, soldado (opa!), compositor e alaudista, é mais lembrado por sua controversa autobiografia. Ele foi amigo dos grandes alaudistas e compositores franceses de sua época. Para os momentos de lazer, tinha um caderninho onde anotava suas pecinhas. Ah, também foi professor da Rainha Henriette-Marie na corte da Inglaterra. Neste ponto, cessam minhas informações históricas e peço ajuda à Clara Schumann para descobrir que Rainha é esta. Eu apenas suponho que Lord Herbert tinha um caso amoroso com ela. Ah, mais: ele tratou de importar o alaudista Jacques Gaultier para seu país. Após intensas negociações, Luís XIII vendeu o passe do atleta.

Escrevo todo este besteirol enquanto ouço o CD, que é muito bom. Finalizando aproveito para fazer uma saudação a O`Dette. Belo sobrenome, meu amigo!

LORD HERBERT OF CHERBURY’S LUTE BOOK – Paul O’Dette, lute

CD 16
Lord Herbert of Cherbury’s Lute Book - Various Composers - 76′32

Anônimo
1. ‘En Me Revenant’ - Paul O’Dette
Jacques Gaultier
2. Courante - Paul O’Dette
3. Courante ‘Son Adieu’ - Paul O’Dette
4. Courante Sur ‘J’Avois Brise Mes Fers’ - Paul O’Dette
Anônimo
5. Chacogne - Paul O’Dette
Luc Despond
6. ‘Filou’ - Paul O’Dette
Daniel Bacheler
7. Prelude - Paul O’Dette
8. Fantasie - Paul O’Dette
9. Galliard Upon a Galliard By John Dowland - Paul O’Dette
Robert Johnson
10. Pavin - Paul O’Dette
11. Almaine - Paul O’Dette
Lorenzini di Roma
12. Fantasia - Paul O’Dette
Diomedes Cato
13. Fantasia Sopra ‘La Canzon Degli Uceli’ - Paul O’Dette
Cuthbert Hely
14. Fantasia - Paul O’Dette
15. Fantasia - Paul O’Dette
Robert Johnson
16. Fantasie - Paul O’Dette
Jacob Polonais
17. Ballet - Paul O’Dette
Julien Perrichon
18. Courante - Paul O’Dette
Jacob Polonais
19. Courante Sur Le Courante De Perrichon - Paul O’Dette
20. Sarabande - Paul O’Dette
Cuthbert Hely
21. Fantasia - Paul O’Dette
22. Sarabrand - Paul O’Dette
Daniel Bacheler
23. Pavin - Paul O’Dette
24. Courante - Paul O’Dette
25. Courante - Paul O’Dette
26. Courante - Paul O’Dette
27. ‘La Jeune Fillette’ - Paul O’Dette
28. Pavan - Paul O’Dette

Paul O’Dette, Alaúde

BAIXE AQUI -DOWNLOAD HERE

John Dowland (1563-1626) - The English Orpheus, Emma Kirkby (musa de FDP Bach), voice, Anthony Rooley, lute.

Há artistas que iluminam a Arte, quer pela sua mestria na sua mesma, quer pelo seu  magnetismo na performance: é o caso de Emma Kirkby, cuja fotografia que ostenta a capa do cd enaltece a sua figura, colhida de um quadro de um pintor pré-rafaelita, talvez Dante Gabriel Rossetti, remetendo-a para ambiente medieval e/ou Renascentista. (Confiram a capa do cd, por favor!)
Emma Kirkby posssui um registo vocal verdadeiramente dramático que, a meu ver, se adequa à liquidez langorosa deste conjunto. Considero, a título de exemplo, que Can she excuse my wrongs with virtue’s cloack? paradigmático para uma evocação renascentista (atentem no meu golpezinho perspicaz: evocar, cuja ressonância do radical transporta já uma concentração da transpiração dessa mesma voz renascentista..Sim, cum grano salis do meu humor inglês do sul, er… )
Relembro que já dissertei sobre tópico da melancolia como uma marca indelével no paradigma Dowlandiano, sobre a forma de patologia independente (conforme arquétipo Renascentista), quando postei uma edição da Naxos, neste blog, pelo que, se considerarem este texto pouco credível, poderão, sempre, confirmar com a face mais grave dos meus juízos muiiiiiiito acutilantes.

John Dowland (1563-1626) - The English Orpheus, Emma Kirkby, voice, Anthony Rooley, lute, London: EMI Classics, 1992.

The first booke of songes or ayres

01. Awake, sweet love
02. Can she excuse my wrongs?
03. All ye whom love
04. Dear, if you change
05. Semper Dowland semper dolens (orpharion)
06. Mister Dowland’s midnight (orpharion)

The second booke of songs or ayres

07. Sorrow, stay!
08. Die not before thy day
09. Mourn! mourn!
10. Woeful heart
11. Now cease, my wandering eyes

The third and last booke of songs or ayres

12. Behold a wonder here
13. The lowest trees
14. Me, me, and none but me
15. Farewell, too fair
16. Earl of Derby his galliard (orpharion)
17. Mistress Winter’s jump (orpharion)

A pilgrim’s solace

18. Stay, time
19. Shall I strive
20. Thou mighty God

BAIXAR AQUI (DOWNLOAD)

Clara Schumann

J. S. Bach (1685-1750) - Obras para alaúde

As peças de papai para alaúde eram tanto composições específicas para o instrumento como transcrições para violino ou violoncelo solo. As que foram concebidas para o alaúde foram a Suíte BWV 997 e o Prelúdio BWV 999, enquanto a Suíte BWV 995 foi transcrita da Suíte para cello BWV 1011 e a Fuga BWV 1000 foi tomada da Sonata para violino BWV 1001. Os executantes reclamam das dificuldades. Muitas destas peças seriam desconfortáveis para tocar, parecendo terem sido compostas para o cravo. Sei lá. A coisa se complica mais aqui, pois Andreas Martin escolheu tocá-las na tiorba ou alaúde baixo, o qual é mais utilizado no baixo contínuo de formações barrocas.

As performances de Andreas Martin são limpas e notavelmente expressivas, com o tom mais pesado e grave da tiorba. Outro dia, posto a obra completa para alaúde, mas, por ora, fiquem com este extraordinário CD.

Atenção para a belíssima fuga — faixa 8 — da Suíte BWV 997!

Bach - Obras para alaúde

1. Suite for lute in G minor, BWV 995
- Prelude
2. Suite for lute in G minor, BWV 995
- Allemande
3. Suite for lute in G minor, BWV 995
- Courante
4. Suite for lute in G minor, BWV 995
- Sarabande
5. Suite for lute in G minor, BWV 995
- Gavotte
6. Suite for lute in G minor, BWV 995
- Gigue
7. Suite for lute in C minor, BWV 997 (BC L170)
- Prelude
8. Suite for lute in C minor, BWV 997 (BC L170)
- Fuga
9. Suite for lute in C minor, BWV 997 (BC L170)
- Sarabande
10. Suite for lute in C minor, BWV 997 (BC L170)
- Gigue
11. Prelude for lute in C minor, BWV 999 (BC L171)
12. Fugue for lute in G minor, BWV 1000

Andreas Martin, tiorba

BAIXE AQUI - DOWNLOAD HERE

PQP

Maurice Ravel (1875-1937) - Concerto para piano em G Maior, Gaspard de la Nuit, Sonatine

Não sou (ou melhor, não somos) de atender tão prontamente a um pedido feito a nosso SAC, mas como se trata de um cd já postado, estou quebrando este galho. E é um cd que gosto muito, com a gigante Martha Argerich tocando Ravel. Primorosa gravação, ainda dos anos 60, 1967, para ser mais exato, com uma jovem Martha ao lado de um jovem Abbado. Sangue novo … a gravação das obras para piano solo são de 1975.

Quando postei pela primeira vez este cd, ainda não tínhamos de colocar o selo da amazon, e nem tínhamos ligação alguma com o pessoal do O Pensador Selvagem. Eu, FDP, PQP e Clara nem imaginávamos que a coisa iria ficar tão grande… e hoje já somos seis colaboradores…

Bem, eis Ravel.. um grande concerto, uma pianista em começo de carreira mas já mostrando todo seu potencial, e um maestro também se consolidando entre os grandes: todos os ingredientes estão aí, para nos proporcionar uma grande audição.

01 Klavierkonzert G-dur - 1. Allegramente

02 Klavierkonzert G-dur - 2. Adagio assai

03 Klavierkonzert G-dur - 3. Presto

04 Gaspard de la Nuit - 1. Ondine. Lent

05 Gaspard de la Nuit - 2. Le Gibet. Très lent

06 Gaspard de la Nuit - 3. Scarbo. Modéré

07 Sonatine - 1. Modéré

08 Sonatine - 2. Mouvement de Menuet

09 Sonatine - 3. Animé

Martha Argerich - Piano

Berliner Philarmoniker

Claudio Abbado - Conduktor

BAIXE AQUI - DOWNLOAD HERE

FDP

Heitor Villa-Lobos (1887-1959) – Magdalena (primeira gravação mundial)

Todo mundo pensava que meu pai tinha morrido sem deixar sucessores. Todavia, ele teve casos amorosos fortuitos por aí afora e eu vim a ser fruto de um deles. Não interessam, nesse momento, mais detalhes: minha história vai ser revelada bem aos poucos. Estou aqui para mostrar o quanto a música clássica brasileira e americana [das três Américas] tem oferecido ao resto mundo obras tão dignas de serem ouvidas e apreciadas quanto às do resto do mundo.

Não vou ficar chamando meu pai de “pai”, senão vão dizer que entrei neste blog por amizade nepotista entre ele e o genitor de PQP, FDP e CDF. Além do mais, ele nunca soube de minha existência. Doravante, ele é o “Villa”, alcunha pelo qual todos o conhecem.

Meu presente de boas-vindas é este raro CD que vos posto: a primeira gravação mundial de Magdalena, com a desconhecida Orquestra New England e solistas mais desconhecidos ainda, lançada em 1988. Magdalena é uma obra sui generis dentro do catálogo villalobiano: nem uma ópera cômica, nem um musical parecido com os demais que conhecemos. E vocês podem perguntar: Villa-Lobos escreveu um musical? Sim.

Histórico

Robert Wright e George Forrest, dois letristas da Broadway tinham realizado uma bem sucedida adaptação de uma opereta de Grieg para os palcos nova-iorquinos e queriam lançar um espetáculo que tivesse como cenário a América do Sul. Não tinham uma história pronta, somente os personagens principais, e decidiram procurar Villa-Lobos por sua fama. Foram até pra França aprender francês in loco porque sabiam que ele não falava nada de inglês, só no idioma de Debussy, Chopin e Lully.

Voltaram para os States e tentaram viajar de Nova Iorque pro Rio umas três ou quatro vezes, mas sempre dava pau no avião e eles desistiram, até que souberam que o Villa tava indo pra lá com Mindinha e José Vieira Brandão. Wright e Forrest não queriam uma composição original, mas fazer uma adaptação de obras já existentes de Villa-Lobos. Por isso vocês vão reconhecer o Coral da Bachianas n° 4, Remeiros do São Francisco, peças do Guia prático (A maré encheu, Na corda da viola e Garibaldi foi à missa), a Impressões seresteiras do Ciclo brasileiro etc.

Magdalena estreou sob ótimas críticas em 1948 – quando o Villa estava sendo operado pela primeira vez para tratar do câncer de bexiga que iria vitimá-lo mais tarde – e foi apresentada em Los Angeles, San Francisco e Nova Iorque durante cerca de três meses. Todos os detalhes que envolvem o nascimento da obra estão no encarte, em inglês, narrados pelos próprios libertistas.

Enredo

Pedro e Maria, habitantes da tribo dos muzos, vivem às margens do Magdalena, maior rio da Colômbia, no ano de 1912. Ela é a chefe da tribo e leal devota de Padre José, que parte para uma missão evangelizadora e deixa sob guarda dela a imagem de Nossa Senhora que protege a tribo. Os muzos, que trabalham na mina de diamantes do General Carabaña, entram em greve e o Major Blanco, supervisor da mina, viaja à França para reportar a situação ao seu superior bon vivant, que mora em Paris e se cuja nobre razão de viver se resume a incrementar sua invejável adega. Pedro presenteia Maria com uma esmeralda que ambos acharam quando crianças.

General Carabaña passa a maior parte do tempo no Moulin Rouge de Teresa, o Little Black Mouse Café. A triunfal entrada da cafetina, digo, da empresária é um dos momentos mais engraçados da obra do Villa – méritos para a solista que a interpreta, de comicidade vocal única (pra não dizer que ela tem uma voz bem esquisita).

Major Blanco transmite as más notícias ao patrão e este tenta seduzir Teresa a partir para a Colômbia junto consigo, prometendo-lhe um colar com cem diamantes. Ela reluta em se desfazer do querido café, mas ele persuade Zoogie, astrólogo de Teresa, a convencê-la e ela cai na lábia do antepassado de Walter Mercado. No Magdalena, enquanto o patriarca dos muzos canta as belezas do rio, Pedro e os demais índios botam um jukebox defeituoso pra funcionar aos socos e pontapés. A tática dá certo, até o aparelho se espatifar de vez e deixar que o velho índio termine sua canção.

Maria e os muzos preparam uma festa para receber o patrão. Pedro, rebelde e nada fã do General Carabaña, chega com o ônibus lotado de índios bêbados da tribo chivor e a confraternização acaba em pancadaria. Pedro leva Maria para dançar na floresta e os chivores aproveitam o descuido para roubar a imagem de Nossa Senhora. Ela descobre que Pedro forjou o plano. Ele pede perdão e se declara para ela, propondo o casório para quando Padre José retornar à tribo.

O General proíbe qualquer assembléia até que a greve esteja acabada, mas os muzos se rebelam. Enquanto isso, ele prepara um grande baile em sua fazenda, para o qual Teresa ficou encarregada de organizar o banquete. Ela descobre que o General negociou a paz com seus subordinados aceitando se casar com Maria, o que o impede de explorá-los como vinha fazendo, e decidiu dar à chefe dos muzos o colar de diamantes outrora prometido à mestre-cuca. Teresa planeja, então, matá-lo empanturrado de comida, literalmente.

Após o baile, Teresa emenda um quitute atrás do outro até General Carabaña morrer de ataque cardíaco com a pièce de resistance e ela se apossar do desejado colar. Padre José volta à aldeia e Maria lhe conta tudo o que ocorreu na ausência dele. O ônibus de Pedro se despedaça num desfiladeiro e ele escapa da morte pelas preces da amada, mas ela desiste do amor dele por sua recusa em reconhecer o milagre que o salvou. Ele se arrepende e chega à aldeia com a imagem de Nossa Senhora em seus braços, pedindo Maria em casamento. Padre José abençoa a união e todos os muzos entoam em coro o grand finale.

Apêndice

Adquiri o Little Black Mouse Café na década de 1940 e o rebatizei lusitanamente de Café do Rato Preto (“Ratinho Preto” não soaria bem). A posteriori, expandi o negócio e abri franquias em todo o mundo. Aqui no Brasil, há filiais em São Paulo, Rio de Janeiro, Campinas, Recife, Porto Alegre, Belém, Curitiba, João Pessoa, Salvador, Brusque (SC) e Brasília. Desde já, vocês estão convidados a dar um pulo no Café do Rato Preto mais próximo e passar horas agradáveis discutindo música, jogando bilhar e fumando um bom charuto.

Heitor Villa-Lobos (1887-1959) – Magdalena (primeira gravação mundial)

1. The Jungle Chapel: a) Women Weaving b) Peteca! c) The Seed Of God - Charles Damsel/Muzo Indians
2. The Omen Bird - Faith/Women
3. My Bus And I - Kevin Gray/Children/Passengers/Muzos
4. The Emerald - Kevin Gray/Faith Esham
5. The Civilized People - Charles Repole/The Astrologer/George Rose/Habitues & Staff Of Teresa’s Little Black Mouse Cafe
6. Food For Thought - Judy Kay/Habitues
7. Colombia Calls: a) Come To Columbia b) Plan It By The Planets… - Keith Curran/George Rose/Charles Repole/Judy Kay/Habitues & Staff
8. The River Port: a) Magdalena b) The Broken Pianolita (A Dance) - The Old One/Indian youths
9. Festival Of The River: a) River Song b) Pedro Wrecks The Festival (A Dance) - Faith Esham/Children/Muzos/Tribal Elder/Kevin Gray/Chivor Indian Men
10. Guarding The Shrine OF The Madonna: s) The Forbidden Orchid b) The Theft (A Dance) - Faith Esham/Kevin Gray/Chivor Men
11. The Shining Tree - Kevin Gray/Faith Esham/Muzos
12. Lost - Faith Esham/Kevin Gray
13. Freedon! - Kevin Gray/Muzos
14. In The Kitchen - Judy Kay/George Rose
15. A Spanish Waltz - Carabana’s Guests
16. Piece De Resistance - Judy Kay/Carabana’s Guests
17. Teh Madonna’s Return: a) The Emerald Again (Reprise) b) Finale: The Seed Of God - Faith Esham/Kevin Gray/Charles Repole/Kevin Gray/Children/Muzos

Orchestra New England

Regência: Evans Haile

Com: Judy Kaye, George Rose, Faith Esham, Kevin Gray e Jerry Hadley

BAIXE AQUI

CVL

Gustav Mahler (1860-1911) - Sinfonia Nº 1 e Canções de um Viandante (CD 1 de 16)

Como meu coração é mesmo grande, nele cabem muitos compositores que adoro com igual paixão. Mahler é um deles e já estava na hora de voltar a ele. FDP Bach já postou anteriormente a integral de suas sinfonias, mas vou refazê-la por um simples motivo: tenho a integral das sinfonias em 320 Kbps e sabemos: Mahler tem de ser ouvido em detalhes, com os pianissimi quase inaudíveis e os fortissimi de fazer as janelas gemerem, senão perde a graça. Mais: seus principais ciclos de canções — including A Canção da Terra — estão nesta coleção de 16 CDs da DG. O regente escolhido é o mesmo que FDP escolheu. Por que mudaria se concordo com ele?

A Sinfonia Nº 1 era originalmente um poema sinfônico baseado na péssima novela “Titan”, de Jean Paul. Depois, tornou-se Sinfonia Titan. O primeiro movimento é pura expectativa e energia. Bernstein o trata de modo estranho, cheio de maneirismos pouco comuns em outros regentes. Após este início, a coisa entra nos eixos. E como! O terceiro movimento é curiosamente uma variação em tom menor da canção Frère Jacques e descreve o enterro de um caçador, promovido pelos animais que ele costumava matar. Abaixo, deixo para vocês o texto da Wikipedia a respeito:

Histórico

A estréia da sinfonia ocorreu no dia 20 de Novembro de 1889, em Budapeste, sob a regência do próprio Mahler. Na ocasião, a sinfonia não foi bem recebida pelo público.

A Sinfonia 1 em Ré Maior é escrita para uma orquestra composta pelos seguintes instrumentos: 4 flautas (2 piccolos), 4 oboés (um corne inglês), 4 clarinetes, 3 fagotes (um contrafagote), 7 trompas, 4 trompetes, 3 trombones, 1 tuba, 4 tímpanos, pratos, triângulo, tam-tam, bombo, 1 harpa, 1 quinteto de cordas formado por: violinos, violas, cellos e baixos.

Um caso de amor do compositor durante sua juventude provavelmente serviu de inspiração para a criação da sinfonia. Contudo, ela é mais do que isso conforme explica o próprio Mahler numa carta para Max Marschalk, em 26 de Março de 1896: Gostaria que ficasse enfatizado ser a sinfonia maior do que o caso de amor que se baseia, ou melhor, que a precedeu, no que se refere à vida emocional do criador. O caso real tornou-se razão para a obra, mas não em absoluto, o significado real da mesma. (…) Assim como considero uma vulgaridade inventar música para se ajustar a um programa, também acho estéril dar um program para uma obra completa. O fato de a inspiração ou base de uma composição ser uma experiência de seu autor não altera as coisas.

Originalmente ela foi concebida para ser um grande poema sinfônico.

Mahler escreveu um programa para a sinfonia, após as primeiras apresentações, embora dissesse em várias ocasiões que acreditava que a música deveria falar por si mesma, sem a necessidade do apoio de um texto explicativo.

Características

Como costumava fazer com outras obras suas, Mahler revisou a Sinfonia 1, entre os anos de 1893 e 1896. A mudança mais significativa foi retirada de um movimento andante chamado “Blumine”, sobra de uma música incidental que Mahler tinha escrito para Der Trompeter von Säkkingen (1884). Em 1894, depois de três apresentações, Mahler descartou o movimento e só permaneceram as referências a ele no segundo motivo do finale.

O movimento “Blumine” só foi redescoberto em 1966, por Donald Mitchell. Benjamin Britten conduziu a primeira apresentação da Sinfonia 1 com o movimento “Blumine”, desde que ele tinha sido executado pela última vez por Mahler em Aldeburgh. As maiorias das apresentações modernas da sinfonia não incluem o “Blumine”, ainda que seja possível não raramente se deparar com execuções do movimento em separado. De forma análoga, poucas gravações da sinfonia 1 incluem o movimento.

A obra inclui vários temas de um ciclo de canções composto por Mahler entre 1883 e final de 1884 chamado: Lieder Eines fahrenden Gesellen (Canções de um Viajante). Existem influências também de Das klagend Lied (A Canção da Lamentação), completada por Mahler em 1 de Novembro de 1880 para participar de um concurso de 1881 conhecido como Prêmio Beethoven.

A Sinfonia 1 de Mahler é uma sinfonia primaveril, semelhante em alguns aspectos com a Sinfonia 1 de Robert Schumman. Ela não é contudo uma simples descrição visual da natureza. Ela reflete uma natureza sob os inocentes olhos de uma criança, que ao mesmo tempo toma consciência da fragilidade e da morbidez inerentes à condição humana.

Os movimentos

Na sua forma final a sinfonia, cuja duração aproximada é de 55 minutos, é formada por quatro movimentos distribuídos da seguinte forma:

1. Langsam, schleppend - Devagar, arrastando (~ 16 minutos)
2. Scherzo, Kraeftig bewegt - Poderosamente agitado (~ 8 minutos)
3. Feierlich und gemessen, ohne zu schleppen - Solene e moderado, sem se arrastar (~ 11 minutos)
4. Stuermisch bewegt - Agitado (~ 20 minutos)

A sinfonia inicia de forma misteriosa no primeiro movimento. Sons do cuco e de outros pássaros, representados musicalmente, anunciam o despertar da natureza e dão fim à tensão e às dúvidas. Um tema lírico segue.

O segundo movimento é um Landler-scherzo, parecido com os landlers de Anton Bruckner e de Haydn.

O terceiro movimento causou uma certa polêmica na época devido a sua aparente bizarrice. Adaptada como marcha fúnebre, é usada de forma paródica uma melodia infantil bastante conhecida, chamada em alguns países de Frère Jacques e em outros de Bruder Martin. A seu respeito Mahler escreveu no programa para os concertos em 1893 e 1894:

A idéia dessa peça veio ao autor por intermédio de uma gravura paródica conhecida por qualquer criança da Alemanha do Sul e intitulada “Os funerais do caçador”. Os animais da floresta acompanham o caixão do caçador morto; lebres empunham uma bandeira; à frente uma trupe de músicos boêmios acompanhados por instrumentistas gatos, corujas e corvos… Cervos, corças e outros habitantes da floresta, de pêlo ou pena, seguem o cortejo com fisionomias afetadas. A peça, com uma atmosfera ora ironicamente alegre, ora inquientante, é seguida de imediato pelo último movimento “d’all Inferno al Paradiso”, expressão súbita de um coração ferido no mais profundo de si…

O silêncio do terceiro movimento é abruptamente interrompido, de forma histérica, pela orquestra no quarto movimento. Conta-se que durante uma das primeiras apresentações da Sinfonia 1, uma senhora espantou-se e derrubou todos os objetos que carregava na mão.

Após alguns minutos a fúria inicial do último movimento é contida e cede lugar a uma melodia lírica. Os temas dos movimentos anteriores são lembrados. Perto do final, ocorre uma nova tempestade sonora, porém, ao contrário do início, que lembrava uma “luta”, agora o sentimento é de “triunfo”. Nesta parte Mahler pede para que os trompetistas da orquestra toquem de pé.

Na primeira postagem que fizemos da Sinfonia Nº 1, FDP Bach escreveu:

As opções de gravações das sinfonias de Mahler são inúmeras. Regentes como Bernstein chegaram a gravá-la duas vezes, enquanto outros não encaravam a totalidade, preferiam se concentrar em apenas algumas das sinfonias. Portanto, sei que muitos irão dizer que a “Titan” do Bernstein é superior à do Chailly, ou que a versão do Haitink é insuperável, ou que o atual menino de ouro da Filarmónica de Berlim, Simon Rattle é o cara, , ou que até mesmo a 9ª do Karajan, postada aqui há apenas alguns dias atrás é imbatível. Acatarei todas as opiniões, mas a versão que prevalecerá até o final é a do Bernstein, da DG. Os motivos que me levaram a escolhê-la são pessoais, mas baseados em diversas críticas altamente favoráveis, lidas nas mais variadas fontes. Até me dei ao trabalho de procurar uma biografia de Mahler entre as publicações brasileiras, mas infelizmente está tudo esgotado, até mesmo a autobiografia da Alma Mahler, publicada pela editora Martins Fontes nos anos 80, ou até mesmo a do Michael Kennedy, publicada pela Jorge Zahar Editor, também na mesma época. Em inglês as opções são múltiplas, basta fazer uma pesquisa no site da Livraria Cultura.

Esta introdução é necessária para alertá-los do tamanho da brincadeira a que estou me dedicando. Terei de conciliá-la com os estudos para um Concurso Público, para o qual estou me dedicando com total empenho. Portanto, se forem demorados os intervalos entre as postagens, peço para que considerem a situação a que os deixei cientes aí acima.

As gravadoras são pão-duras. Nas chamadas integrais destas sinfonias, as mesmas são divididas entre os cds. Exemplo: na versão do Chailly lançada pela DECCA, no final do cd em que se tem a primeira sinfonia, o espaço restante do cd é aproveitado para se colocar o primeiro movimento da 2ª, e assim por diante. Imagine como são os casos das sinfonias mais longas, como a 3ª, 6, 7, ou a 8ª… É uma confusão tremenda. E isso também acontece na gravação do Bernstein que irei postar.. Mas estou me dando ao trabalho de dividi-las devidamente (e viva o Sony Sound Forge). ´Seria sacanagem deixá-los esperando pela continuação num próximo cd. mas vamos ao que interessa.

CD1

Gustav Mahler - Sinfonia Nº 1 e Canções de um Viandante

Symphonie no. 1
01. Symphonie no. 1 - Langsam. Schleppend. Wie ein Naturlaut - Im Anfang sehr gemächlich
02. Kräftig bewegt, doch nicht zu schnell - Trio. Recht gemächlich
03. Feierlich und gemessen, ohne zu schleppen
04. Stürmisch bewegt

Concertgebouw Orchestra
Leonard Bernstein

Lieder eines fahrenden Gesellen (Canções de um Viandante)
05. Wenn mein Schatz Hochzeit macht
06. Ging heut morgen übers Feld
07. Ich hab ein glühend Messer
08. Die zwei blauen Augen

Thomas Hampson: baritone
Wiener Philarmoniker
Leonard Bernstein

BAIXE AQUI - DOWNLOAD HERE

PQP

Porque eles são o máximo

Sim, eles, Les Luthiers. Se quiser ouvir algo, clique acima em Mastropiero.

PQP

Richard Wagner -Der Ring des des Nibelungen - Karajan - Sigfried

Peço desculpas pela demora nas respostas, estive viajando durante a semana, e além disso tive de encarar as pilhas de provas sobre minha mesa. O problema é que ainda tenho bastante serviço. Mas não posso deixar os amigos pequepianos na mão, sei que tem muita gente ansiosa aguardando a continuação do ciclo.

Dentre as outras óperas pertencentes ao ciclo, confesso que Siegfried é a minha favorita. O que mais me chama a atenção nela é sua dinâmica.. não dá para dizer que existe um só minuto em que se possa respirar. O clima de tensão é constante, desde os primeiros acordes. Quando a ouço, muitas vezes fecho os olhos e imagino estar assistindo um filme, mas sem imagens, apenas a trilha sonora dele. É muito interessante a experiência.

Richard Wagner -Der Ring des des Nibelungen - Sigfried

CD 1

01. Vorspiel
02. Szene 1 “Zwangvolle Plage!”
03. Hoiho! Hoiho! Hau ein! Hau ein
04. Als zullendes Kind zog ich dich auf
05. Es sangen die Vöglein so selig im Lenz
06. “Einst lag wimmernd ein Weib”
07. Szene 2 “Heil dir, weiser Schmied!”
08. Wie werd’ ich den Lauernden los
09. Nun rede, weiser Zwerg (Wanderer, Mime)
10. Nun ehrlicher Zwerg, sag mir zum ersten (Wanderer, Mime)
11. Dreimal solltest du fragen (Wanderer)
12. Szene 3 “Verfluchtes Licht”

CD 2

01. Bist du es, Kind
02. “Fühltest du nie im finstren Wald”
03. Hättest du fleißig die Kunst gepflegt (Mime, Siegfried)
04. “Notung! Notung! Neidliches Schwert!”
05. Hoho! Hoho! Hohei! Schmiede, mein Hammer (…)
06. “Den der Bruder schuf”
07. Vorspiel
08. Szene 1 “In Wald und Nacht”
09. Wer naht dort schimmernd im Schatten (Alberich, Wanderer)
10. Mit Mime räng’ ich allein um den Ring (Alberich, Wanderer, Fafner)
11. Szene 2 “Wir sind zur Stelle!”
12. “Daß der mein Vater nicht ist”

CD 3

01. Siegfrieds Hornruf –
02. Wer bist du, kühner Knabe
03. Ist mir doch fast, als sprächen die Vöglein zu mir! (Siegfried, Stimme des Waldvogels)
04. Szene 3 “Wohin schleichst du”
05. “Willkommen, Siegfried”
06. “Neides Zoll zahlt Notung”
07. “Heiß ward mir von der harten Last!”
08. Nun sing, ich lausche dem Gesang
09. Vorspiel
10. Szene 1 “Wache, Wala!”
11. “Stark ruft das Lied”
12. Mein Schlaf ist Träumen (Erda, Wanderer)
13. Wirr wird mir, seit ich erwacht (Erda, Wanderer)
14. Weißt du, was Wotan will (Wanderer)
15. Szene 2 “Dort seh’ ich Siegfried nahn”
16. Was lachst du mich aus (Siegfried, Wanderer)

CD 4

01. Bleibst du mir stumm, störrischer Wicht
02. Orchesterzwischenspiel
03. “Seliger Öde auf wonniger Höh’”
04. “Das ist kein Mann!”
05. - Brünnhildes Erwachen Einleitung
06. Heil dir, Sonne! Heil dir, Licht!
07. Siegfried! Siegfried! Seliger Held! (Brünnhilde, Siegfried)
08. “Dort seh’ ich Grane”
09. “Sangst du mir nicht, dein Wissen sei das Leuchten der”
10. “Ewig war ich”
11. Dich lieb’ ich Oh liebtest mich du! (Siegfried, Brünnhilde)
12. Lachend muß ich dich lieben (Brünnhilde, Siegfried)

Jess Thomas - Siegfried
Gehard Stolze - Mime
Wanderer - Thomas Stewart
Zoltan Keleman - Alberich
Karl Ridderbusch -  Fafner
Oralia Domingues - Frda
Helga Dernesch - Brunhilde
Berliner Philarmoniker
Herbert von Karajan - Conductor

CD 1 - BAIXE AQUI - DOWNLOAD HERE
CD 2 - BAIXE AQUI - DOWNLOAD HERE
CD 3 - BAIXE AQUI - DOWNLOAD HERE
CD 4 - BAIXE AQUI - DOWNLOAD HERE

Como se não bastasse, mais um bastardo

Este fim-de-semana será diferente para os pequepianos por três ou mais motivos, mas vamos aos três que conhecemos:

- A postagem que Bluedog fez ontem de um CD que amo.
- Este extraordinário CD que acabei de postar e, last but not least…

Tcham, tcham, tcham, tcham.

(Música de metais em brasa e violinos ardentes! … apesar de que ouço mais violoncelos… Fanfarras!)

Tchárammmm!

- Pela chegada de um novo “postador” ao P.Q.P. Bach. Seu nome é Cícero Villa-Lobos, ou Ciço VL para os íntimos, o Prático filho bastardo de Heitor, que veio a se juntar ao 21º, 22º e 23º filhos de J.S. Bach, à esposa de Robert Schumann, Clara, e a um maravilhoso, pulguento e jazzístico cão sem dono. Nosso trabalho de polinização cultural dará espaço à música erudita brasileira e a de todas as Américas, todas tão esquecidas. Não é por acaso. Diz a história deste blog que os 3 CDs das Bachianas e um dos de Choros são os 4 CDs mais baixados e, sempre que postamos coisas próximas a nós, há interesse imediato.

Nosso SAC é uma merda, mas a gente tenta agradar nossos amados clientes corrigindo a orientação equivocada de quem pensa distribuir curtura. Então, durante a próxima semana, sem maiores avisos, o cabra Ciço VL estará aqui.

PQP

Página 6 de 84« Primeira...«456789»...Última »


eXTReMe Tracker