Ludwig van Beethoven (1770-1827) - Cello Sonatas 1 - 5

Dois CDs para ninguém colocar defeito. Todo aquele mundo mágico de sensibilidade e razões humanizantes a se juntarem. Ouvir Beethoven é acercar-se de uma experiência, de um enlevo, que nos permite construir uma ponte sobre o abismo do mistério, que é existir. A música soa como um badalo que traz as cores do arco-íris e nos faz verbalizar razões sonhadoras. Beethoven nos faz entender que a vida é dura, é trágica, mas vale a pena ser vivida. Não é sábio despediçá-la. É preciso agarrar-se a cada fiapo que ela revela e nos oferece. Convido-o a ouvir estes dois belos CDs com as obras para violoncelo e piano do mestre Beethoven. Em Beethoven podemos encontrar paixão, heroísmo, angústia, humor, alegria, todos os altos ingredientes de uma grande experiência espiritual verdadeira. Vá direto, por exemplo, ao primeiro movimento da sonata número 2 encontrada no primeiro CD. Isso corrobora com o que estou falando. Boa apreciação!

Ludwig van Beethoven (1770-1827) - Cello Sonatas 1 - 5

DISCO 1

Sonata No.1 in F major, op.5 no.1
1. Adagio sostenuto
2. Allegro
3. Rondo- Allegro vivace

Sonata No.2 in G minor, op.5 no.2
4. Adagio sostenuto e espressivo
5. Allegro molto e piu tosto presto
6. Rondo- Allegro

DISCO 2

Sonata No.3 in A major, op.69
o1. Allegro ma non tanto
o2. Scherzo- Allegro molto
o3. Adagio cantabile
o4. Allegro vivace

Sonata No.4 in C major, op.102 no.1
o5. I. Andante
o6. II. Allegro vivace
o7. III. Adagio
o8. IV. Tempo d’andante
09. V. Allegro vivace

Sonata No.5 in D major, op.102 no.2
10. Allegro con brio
11. Adagio con molto sentimento d’affetto
12. Allegro

Lynn Harrell, cello
Vladimir Ashkenazy, piano

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Carlinus

Franz Schubert (1797-1828) - Sinfonias nos. 4, 5, 8 e Fragmentos Sinfônicos (CDs 3 e 4 de 6)

Mais dois extraordinários CDs com esta fenomenal integral das sinfonias de Schubert com Neville Marriner. Diga-se de passagem, o quarto CD traz uma das mais monumentais peças do repertório Romântico - a Sinfonia No. 8, também conhecida como “Inacabada”. Sempre que tenho a oportunidade de postá-la, repito com todas as palavras que foi com ela que o mundo da música clássica surgiu para mim. A fita que eu tinha com a peça quase estragou de tanto eu escutar. Ouçamos mais estes dois CDs. Bom deleite!

Franz Schubert (1797-1828) - Sinfonia No.4 em Dó Menor, D.417 - ‘Trágica’, Sinfonia No.5 em Si bemol maior, D.485, Sinfonia No. 8 em Si Menor, D.759 e Fragmentos Sinfônicos em Ré maior, D.708a

DISCO 3

Sinfonia No.4 em Dó Menor, D.417 - ‘Trágica’
01. I. Adagio Molto-Allegro Vivace
02. II. Andante
03. III. Menuetto (Allegro Vivace)
04. IV. Allegro

Sinfonia No.5 em Si bemol maior, D.485
05. I. Allegro
06. II. Andante Con Moto
07. III. Menuetto (Allegro Molto)
08. IV. Allegro Vivace

DISCO 4

Sinfonia No. 8 em Si Menor, D.759
01. I. Allegro Moderato
02. II. Andante Con Moto
03. III. Scherzo (Allegro)
(completado e orquestrado por Brian Newbould)
04. IV. Allegro Molto Moderato
(extraído de aus Rosamunde)

Fragmentos Sinfônicos em Ré maior, D.708a
05. I. (Allegro Vivace)
06. II. (Andante Con Moto)
07. III. (Scherzo. Allegro Vivace)
08. IV. (Presto)

Academy St. Martin in the Fields
Neville Marriner, regente

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Carlinus

Anton Bruckner (1824-1896) - Sinfonia No.4 in E Flat major, WAB 104 - “Romântica”

Uma das grandes dádivas acerca do ser humano é que ele muda. Assim como a relidade é resultado de um devir constante, as concepções frágeis que vamos alimentando pela vida afora acabam sendo esfareladas pelo peso das horas, dos dias, dos meses. Oscar Wilde disse certa vez num aforismo extraordinário: “A única coisa de que podemos ter certeza acerca da natureza humana é que ela muda”. Nietzsche também diz que “há intuições que são admitidas com o tempo”. Ou seja, a questão é que há fatos e acontecimentos para as quais não estamos preparados em dado momento. Machado de Assis diz em Esaú e Jacó, que “o tempo dá um habeas corpus para que Deus haja”. Devaneei dessa forma para mostrar que há algum tempo Bruckner era alguém  que eu via com maus olhos. Hoje, compositor tornou-se uma figura admirada, benfazeja.  Daqui há alguns dias iniciarei uma série de postagens com 12 CDs com obras de Bruckner regidas por Sergiu Celibidache. Ou seja, um Bruckner lento, pesadão, mastodôntico, mas que eu gosto bastante. Por enquanto, boa apreciação desse extraordinário CD.

Anton Bruckner (1824-1896) - Sinfonia No.4 in E Flat major, WAB 104 - “Romântica”.

I. Bewegt, nicht zu schnell
II. Andante quasi Allegretto
III. Scherzo. Bewegt - Trio. Nicht zu schnell. Keinesfalls schleppend - Scherzo
IV. Finale. Bewegt, doch nicht zu schnell

Lucerne Festival Orchestra
Claudio Abbado, regente

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Carlinus

A música na região do Rio das Mortes: Manuel Dias de Oliveira (1735-1813) & Joaquim de Paula Souza “Bonsucesso” (c.1760-c.1820)

Abrangendo uma considerável área da capitania das Minas no século XVIII, a região denominada ‘Rio das Mortes’ compreendia, principalmente, as vilas de São João Del Rey, São José do Rio das Mortes (hoje Tiradentes) e Prados. Estas três localidades destacaram-se não apenas pela significativa produção artística e musical, mas também pelo fato de terem feito sobreviver através dos tempos uma considerável parte desta tradição musical. Ainda hoje, em finais do século XX, estas cidades mantém um fenômeno cultural único no Brasil e somente comparável na America Latina ao dos índios ‘chiquito’, no Paraguai, que até hoje executam obras de Domenico Zípoli, compostas na primeira metade do século XVIII. No caso da região do Rio das Mortes, as orquestras bicentenarias da “Lira Sanjoanense” (fundada em 1776) e “Ribeiro Bastos” (fundada em 1791) mantém um acervo em seus arquivos de um repertório, em grandes parte de compositores locais, de fins do século XVIII e primeira metade do século XIX. Em Prados, encontra-se ainda atualmente a orquestra “Lira Ceciliana” que foi fundada em meados do seculo XIX.

Dentre os compositores que atuaram na região, podemos destacar três deles como sendo os mais importantes, tanto pela qualidade das obras encontradas quanto pela quantidade de manuscritos hoje disponíveis. São eles: Manoel Dias de Oliveira (1735-1813), Joaquim de Paula Souza (1780-1842) e Antonio dos Santos Cunha (17 …- 18 … ).

Antonio dos Santos Cunha teve importante atividade em São João Del Rey entre aproximadamente 1780 até 1815 quando, segundo documentação existente, encontrava-se “ausente para Lisboa”. Sua música, fortemente influenciada pelo virtuosismo vocal vindo da ópera italiana do inicio do sec. XIX, ainda é bastante executada pela Orquestra Ribeiro Bastos nos dias de hoje, especialmente durante a semana santa.

Na Vila de São José, Manuel Dias de Oliveira foi um importante músico e compositor. Segundo o historiador Olinto Rodrigues dos Santos Filho, Manoel Dias nasceu em 1735, tendo se casado com Ana Helaria, 19 anos mais moça que ele e teve com ela cinco filhos, sendo que um deles, Francisco de Paula Dias, também foi músico. O nome do compositor aparece associado à música litúrgica em documentos a partir de 1769, quando atuava frente a um grupo de músicos que prestava seus serviços a várias irmandades locais. O prestígio da música nas várias festas do ano, especialmente na Semana Santa, pode ser atestado pelo fato de, na década de 1780, a música chegar a receber a remuneração de 100 oitavas de ouro.

Ainda segundo a documentação levantada por Olinto Rodrigues, Manuel Dias de Oliveira atuou também em São João Del Rey, Prados e até no Arraial de Congonhas do Campo, onde compôs a música para o jubileu do Bom Jesus de Matozinhos. Várias cópias de suas obras têm sido localizadas em diversas localidades de Minas e de São Paulo atestando assim, a fama e o prestígio do compositor ao longo do sec. XIX. Sua obra, que muitas vezes tem sido objeto de grande polêmica, devido ao fato de o compositor ter sido um excelente copista e calígrafo, apresenta características bem típicas do estilo praticado em Minas no final do sec. XVIII, ou seja a homofonia coral acompanhada por um pequeno conjunto instrumental com nítida influência napolitana, via Portugal, na orquestração. No aspecto formal, suas obras são extremamente concisas quanta à duração dos trechos estróficos e a polifonia, ainda eventualmente presente na música dos compositores portugueses da época, quase inexistente.

De suas composições encontradas até o momento, de autenticidade comprovada, podemos destacar: Tractus, Paixão e Bradados de 4ª Feira Santa (1788); Liturgia de Sábado Santo, que inclui o “Magnificat” em Ré Maior; “Magnificat” em Ré Maior (obra diferente da anterior); Motetos dos Passos para 2 coros e instrumentos; Motetos de NSrª das Dores a 8; Miserere para coro, contralto solo e contínuo (órgão) e Te Deum alternado em Lá Menor.

Existem, ainda hoje, uma série de compromissos de irmandades que foram redigidos por Manuel Dias, tais como o da Irmandade de NSrª das Mercês dos Pretos Crioulos da Vila de São José e o da Irmandade de NSrª da Boa Morte de Barbacena. Há ainda uma referência de 1795, onde está mencionado que o compositor tinha 2 escravos e um agregado preto forro.

M. D. de Oliveira faleceu em 1813, tuberculoso, tendo sido sepultado na Capela de São João Evangelista dos Homens Pardos, na campa de número 2, aos pés do nicho de Santa Cecília, Padroeira dos Músicos. Na ocasião, os músicos da Vila entoaram um ofício de defuntos.

O Te Deum alternado em lá menor aquí registrado apresenta características comuns à sua época. Todos os trechos compostos tratam o texto homofônicamente, com raras exceções de breves momentos limitativos. O acompanhamento instrumental consiste de VL.I, VL.II e Baixo Contínuo. Todos os “Te Deum” encontrados em Minas, até o momento, desta época apontam para uma prática alternada com gregoriano, com uma tendência de se manter uma proporçãoo de duração aproximada entre os versos cantados em gregoriano e os originalmente compostos. A escola da tonalidade de lá menor pode ser atribuída à utilização do “Te Deum” gregoriano em modo eolio, fazendo com que os compositores modulem imediatamente para o tom maior adequado.

Joaquim de Paula Souza, denominado em vários manuscritos como o “Bonsucesso”, nasceu em Prados em 1780. Os detalhes sobre a sua vida não são conhecidos. O arraial de Prados, na época, contava com uma população de cerca de 730 habitantes. A produção musical do compositor, encontrada até o momento, é a seguinte: - Missa Pequena em Dó Maior; Missa em Dó Maior (diferente da anterior); Missa Grande em Sol Maior (1823); Credo em Dó Maior (1799); Ladainha em Dó Maior; Ladainha em Fá Maior; Ladainha em Sol Maior; Responsórios Fúnebres e Antífona de São Joaquim (1833). Os manuscritos referentes a estas obras encontram-se em diversas localidades mineiras, atestando assim, que foi um compositor bastante conhecido e executado. Joaquim de Paula Souza faleceu em 1842.

A Missa grande em Sol Maior foi composta provavelmente em 1823, data constante no manuscrito existente no Museu da Música de Mariana. A obra apresenta trechos virtuosísticos que contrastam com a homofonia coral. Tanto o “Laudamus” e o “Qui sedes” para solo de soprano, quanto “Quoniam” para solo de baixo, apresentam uma estrutura formal característica das árias “da capo” e “da bravura”. O uso da orquestra segue o hábito do sec. XVIII, onde sua função era basicamente de acompanhamento. No caso da Missa em Sol maior, as partes de primeiro violino apresentam uma linha frequentemente muito ornamentada, enquanto a utilização da viola é bastante original no final do “Cum Sancto Spiritu”, onde figuras de semi-colcheias repetidas criam um clima de expectativa para os acordes finais.

O Credo em Dó Maior, datado de 1799, é uma obra coral que segue os moldes do sec. XVIII. Os eventuais solos são simples e sempre altemados com o coro. O “Crucifixus’ para coro a capela,é um trecho de grande força dramática que faz-nos lembrar de práticas polifônicas que remontam ao sec. XVII.

A orquestração tanto da Missa em Sol, quando do Credo em Dó, consiste-se em Ob.I, Ob.II, Fl.I, Fl.II, Vl.I, Vl.II, Via e Baixos.

O “Te Deum” em lá menor de Manuel Dias de Oliveira e a “Missa em Sol Maior” foram reconstituídos por Sérgio Dias a partir dos manuscritos depositados no Museu da Música de Mariana e na entidade “Pão de Santo Antonio” de Diamantina. O “Credo em Dó Maior” foi reconstituído por Aluísio Viegas com base em cópias provenientes de várias fontes em Minas.
(Harry Lamot Crowl, Jr. , extraído do encarte)

Joaquim de Paula Sousa “Bonsucesso” (Prados, c. 1760 - idem, c. 1820)
01. Missa Grande em Sol Maior - 1. Kyrie
02. Missa Grande em Sol Maior - 2. Christe
03. Missa Grande em Sol Maior - 3. Kyrie
04. Missa Grande em Sol Maior - 4. Gloria
05. Missa Grande em Sol Maior - 5. Laudamus
06. Missa Grande em Sol Maior - 6. Gratias
07. Missa Grande em Sol Maior - 7. Domine Deus
08. Missa Grande em Sol Maior - 8. Qui Tollis
09. Missa Grande em Sol Maior - 9. Qui Sedes
10. Missa Grande em Sol Maior - 10. Quoniam
11. Missa Grande em Sol Maior - 11. Cum Santco Spiritu, Amen
12. Credo em Dó - 1. Credo
13. Credo em Dó - 2. Et Incarnatus Est
14. Credo em Dó - 3. Crucifixus
15. Credo em Dó - 4. Et Ressurretix
16. Credo em Dó - 5. Et Expecto
17. Credo em Dó - 6. Et Vitam Venturi Saeculi, Amen
18. Credo em Dó - 7. Sanctus
19. Credo em Dó - 8. Hosanna
20. Credo em Dó - 9. Benedictus
21. Credo em Dó - 10. Hosanna
22. Credo em Dó - 11. Agnus Dei

Manoel Dias de Oliveira (São José del Rey [Tiradentes], 1735-1813)
23. Te Deum -Alternado - 1. Te Deum Laudamus
24. Te Deum -Alternado - 2. Te Aeternum Patrem
25. Te Deum -Alternado - 3. Tibi Cherubim Et Serafim
26. Te Deum -Alternado - 4. Pleni Sunt Caeli et Terra
27. Te Deum -Alternado - 5. Te Prophetarum Laudabilis Numerus
28. Te Deum -Alternado - 6. Te Per Orbem Terrarum Sancta Confititur Ecclesia
29. Te Deum -Alternado - 7. Veneradum Tuum Verum
30. Te Deum -Alternado - 8. Tu Rex Gloriae Christe
31. Te Deum -Alternado - 9. Tu ad Liberandum Suscepturus Hominum
32. Te Deum -Alternado - 10. Tu ad Dexteram Dei Sedes, in Gloria Patris
33. Te Deum -Alternado - 11. Aeterna Fac cum Sanctis Turism Gloria Numerari
34. Te Deum -Alternado - 12. Et Rege Eos et Extoille Illos Usque in Aeternam
35. Te Deum -Alternado - 13. Et Laudamus Nomem Tuum in Saeculum
36. Te Deum -Alternado - 14. Miserere Nostri Domini, Miserere Nostri
37. Sepulto Domino

5º Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga de Juiz de Fora - 1994
Orquestra e Coral do Festival. Regente: Sérgio Dias - Missa em Sol Maior e Credo em Dó
Orquestra de Câmara e Coral Pró-Música. Regente: Nelson Nilo Hack - Te Deum (Alternado)
Coral Pró-Música. Regente: André Pires - Sepulto Domino

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320 kbps - 175.0 MB - 1,0 h
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Boa audição.

Avicenna

Clara Wieck Schumann (1819-1896) e Carl Maria von Weber (1786-1826): Concertos para Piano

Este disco marca a estreia de Clara Wieck Schumann no PQP, não? Ela é uma tremenda personagem e não sei como não é mais explorada pela literatura e pelo cinema. Mas este CD é… insignificante. Weber é uma bosta e o concerto de Clara não fica muito além. Os intérpretes fazem de tudo para tornar a coisa interessante, mas é complicado.

Clara Wieck Schumann: Piano Concerto in A minor, Op. 7
1. Piano Concerto in A minor, Op. 7: Allegro maestoso
2. Piano Concerto in A minor, Op. 7: Romanze: Andante non troppo, con grazia
3. Piano Concerto in A minor, Op. 7: Finale: Allegro non troppo

Carl Maria von Weber: Piano Concerto No. 1 in C major, J. 98 (Op. 11)
4. Piano Concerto No. 1 in C major, J. 98 (Op. 11): No. 1, Allegro
5. Piano Concerto No. 1 in C major, J. 98 (Op. 11): No. 2, Adagio
6. Piano Concerto No. 1 in C major, J. 98 (Op. 11): No. 3, Finale. Presto

Carl Maria von Weber: Piano Concerto No. 2 in E flat major, J. 155 (Op. 32)
7. Piano Concerto No. 2 in E flat major, J. 155 (Op. 32): No. 1, Allegro maestoso
8. Piano Concerto No. 2 in E flat major, J. 155 (Op. 32): No. 2, Adagio
9. Piano Concerto No. 2 in E flat major, J. 155 (Op. 32): No. 3, Rondo. Presto

Elizabeth Rich, piano
Janácek Philharmonic Orchestra
Dennis Burkh

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PQP

Anton Bruckner (1824-1896): Sinfonia Nº 9

Günter Wand (1912-2002) foi, junto com Jochum, o maior especialista em Bruckner. Gravou toda a obra. Regravou tudo e nada de morrer. Ao contrário, parecia cada vez mais vivo, ativo e competente. Gostava de andamentos rápidos — um anti-Celibidache — e acelerava Bruckner, para desespero de alguns. Posso dizer que adoro o jeitinho dele (Wand). Ao final de sua produtiva existência, era um velhinho curvado que demonstrava uma energia de Madonna quando ouvia os primeiros acordes de uma orquestra. Suas integrais de Schubert e Brahms também são referência. Há em DVD e você deveria ver tudo isso.

Symphony No. 9 em Ré Menor de Anton Bruckner (Ed. Nowak)
1. Symphonie Nr. 9 d-moll: 1. Feuerlich, misterioso
2. Symphonie Nr. 9 d-moll: 2. Scherzo. Bewegr, lebhaft - Trio, Schnell
3. Symphonie Nr. 9 d-moll: 3. Adagio. Langsam, feierlich

Günter Wand
Berlin Philharmonic Orchestra

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John Adams (1947) - Harmonielehre, The Chairman Dances - Foxtrot for Orchestra, Tromba Lontana e Short Ride in a Fast Machine - Fanfare for orchestra

John Adams é um dos grandes nomes da composição na atualidade. Com os pés fincados no minimalismo - e, para alguns, no pós-minimalismo -, Adams é uma promessa. Particularmente, o pouco que ouvi do compositor despertou em mim uma curiosidade positiva. Por exemplo, a peça Harmonielehre, que leva o nome do famoso livro escrito por Schoenberg (Teoria da Harmonia), é uma maravilha. Muitas das minhas concepções sobre a música do século XX mudaram após a leitura do livro O Resto é Ruído de Alex Ross. Quando analisava a música do século passado antes da leitura do livro, enxergava apenas niilismo. O fato é que a música do século XX é um desafio. É desconstrução. Busca de novas possibilidades através de horizontes nunca antes vislumbrados. Ela atinge os sentidos de modo diverso ao do Romantismo ou do Barroco, por exemplo. Claro, nomes como Cage, Xenakis, Stockhausen e outros ainda constituem um desafio  para mim. Mas, estou aberto a novas sonoridades e isso é positivo. Boa apreciação desse fantástico e desafiante post!

John Adams (1947) - Harmonielehre, The Chairman Dances - Foxtrot for Orchestra, Tromba Lontana e Short Ride in a Fast Machine - Fanfare for orchestra

Harmonielehre
01. Part I
02. Part II - The Anfortas Wound
03. Part III - Meister Eckhardt and Quackie

The Chairman Dances - Foxtrot for Orchestra
04. The Chairman Dances - Foxtrot for Orchestra

Tromba Lontana
05. Tromba Lontana

Short Ride in a Fast Machine - Fanfare for orchestra
06. Short Ride in a Fast Machine - fanfare dor orchestra

Birmingham Symphony Orchestra
Simon Rattle, regente

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Carlinus

Sergei Rachmaninov (1873-1943) - Symphonic Dances, Op. 45, Dances from ‘Aleko’ e Capriccio bohemien Op. 12

As Danças Sinfônicas de Rachmaninov, Op. 45, constituem uma suíte orquestral, composta em três movimentos. Rach terminou o trabalho em 1940, três anos antes de sua morte. É a última peça a ser escrita pelo russo. O trabalho sintetiza a produção musical do compositor. Gosto bastante da peça. Talvez, alguns virem o nariz para o CD e digam: “Eca!”. Estou postando, porque ouvi e gostei. Ela possui um quê de melancolia e frieza típica da música de Rach. É o romantismo tardio do compositor. Entretanto, o trabalho é bastante convicente e agradável. Em outro tempo, eu não daria importância ao trabalho. Mas, hoje, após amadurecer bastante a minha audição e me colocar em tom de humildade em relação ao compositor, acho os trabalhos de Rach muitos bons. Não deixe de ouvir. Boa audição!

Sergei Rachmaninov (1873-1943) - Symphonic Dances, Op. 45, Dances from ‘Aleko’ e Capriccio bohemien Op. 12

Symphonic Dances, Op. 45
01. I. Non allegro
02. II. Adante con moto (Tempo di valse)
03. III. Lento assai - Allegro vivace

Dances from ‘Aleko’

Women’s Dance
04. Tempo di valse

Men’s Dance
05. Vivo - meno mosso, alla zingana - poco a poco accelerando - Presto furioso

Capriccio bohemien Op. 12
06. Allegro vivace

The Philharmonia
Neeme Järvi, regente

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Carlinus

Witold Lutoslawski (1913 - 1994): Concerto for Orchestra

Não há nada mais complexo e difícil que ouvir. Quando paramos de falar (um grande passo, aliás), não necessariamente paramos para ouvir. A mente continua sua tagarelice até entrar em uníssono com o interlocutor. Para os mais incontidos, frases rápidas são exclamadas para ressaltar as idéias do outro (que na verdade são também do ouvinte). No fim, tudo continua como começou. O prazer que sentimos na concordância desfaz qualquer possibilidade de aprendermos algo diferente.
A música, no entanto, nos faz aprender um bocado sobre essas deficiências. Ouvindo a música de Haydn, por exemplo, consigo ver minhas limitações, principalmente quando o mestre me prega aquelas surpresas: tudo levando a um caminho e, pronto! Dou de cara com um caminho inusitado e nunca imaginado por mim. No futebol, a experiência foi a mesma. Lembro de ter sido um jogador razoável na minha infância, mas ficava puto da vida com os dribles que um fedelho me dava. Ouvir, assim como viver, é confrontar nossas fraquezas. E quem está disposto a isso com frequência?
Outro compositor que mostra muito como é limitada minha imaginação é o polonês Witold Lutoslawski. Sua linguagem não é fácil, mas tem uma unidade e coerência que ajuda o ouvinte a seguir adiante. No fim tenho a sensação de que ganhei muito com meu silêncio.

cdf

Faixas:

1. Con: I. Intrada (Allegro Maestoso)
2. Con: II. Capriccio, Notturno E Arioso (Vivace)
3. Con: III. Passacaglia, Toccata E Corale (Andante Con Moto - Allegro Giusto)
4. Jeux Venitiens
5. Livre Pour Orchestre
6. Mi-parti

Performed By Polish Radio NSO
Witold Lutoslawski

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.:interlúdio:. A primeira explosão jazzística de uma estudante de piano clássico: Nina Simone, Little Girl Blue (1958)

Little Girl Blue http://i37.tinypic.com/34sp5ac.jpgDeve fazer uns 10 dias que não posto - eu que nunca me satisfazia com menos de duas postagens por semana - e a razão principal é “estafa de computador”.

Não sei se chamam assim, mas é isso. Parece ser uma síndrome comuníssima hoje em dia, porque dois médicos de diferentes linhas mal me ouviram começar a história e sentenciaram: provavelmente não é preciso nada além de algumas horas a mais longe do computador todo dia, movimentando-se - e sem isso não tem outra coisa que resolva; ou então - disseram e eu sinto que é verdade - a minha máquina pessoal hora dessas desliga de repente na frente da de lata, que decerto ficará rindo.

Como não quero dar o gosto dessa vitória por nocaute ao time das máquinas, minhas postagens serão um pouco menos freqüentes por uns tempos.

E já que o negócio é variar, resolvi fazer minha primeira incursão no jazz neste blog. Como o PQP disse de si, não sou nenhum entendido nesse gênero, nem pensem em discutir comigo detalhes de estilos, gravações, nomes - mas tenho minhas paixões… E esta é provavelmente a maior. Não estranhem, portanto, que se trate de alguém que chegou por uma porta lateral ou dos fundos, ou que fez qualquer caminho que não o mais usual em qualquer coisa: quase todas as minhas paixões são assim!

Nina Simone http://i33.tinypic.com/2rgjpsn.jpgMiss Simone, ou melhor, Eunice Kathleen Waymon (com 36 anos na foto ao lado), começou com o piano aos 3 anos e fez um caminho de aprendizado clássico, como se nota das inflexões chopinianas da faixa 9 e sobretudo nas bachianas por toda parte, e em especial na faixa 7.

Acontece que os recursos para bancar os estudos, pra variar um pouquinho, eram escassos, e Miss Waymon começou a levantar uns trocos tocando e cantando na noite - coisa que a senhora sua mãe pastora metodista fundamentalista não podia saber de jeito nenhum, pois apesar de não haver lido Drummond jamais consideraria isso uma solução, apenas uma quase-rima: com DEMON.

Foi assim que nasceu uma nova pessoa: Nina Simone - que levou uma vida tão cheia de aventuras e desventuras (pelo Caribe, África e França, inclusive impedida - acreditem - de voltar aos EUA por razões legais) que vocês deveriam procurar ler sobre ela em algum lugar.

Em 1958 sai então o primeiro disco dessa figura, então com 25 anos: Little Girl Blue. Estou dizendo porque todas as fontes dizem, mas não estranho se vocês duvidarem como eu duvidei: “isso não pode ser um disco de estréia!”

Não ouso dizer que seja um dos melhores discos da história do jazz porque, como já disse, não sou especialista e poderia ser apedrejado. Mas para mim, meu sentir pessoal, é um dos discos mais belos da história, ponto. Sim, yes, ja, oui: outros podem sentir diferente, mas eu sinto isso, digo há tempos e a impressão não parece querer mudar.

Mas como cada um é cada um, sugiro que vão sem nenhuma expectativa - como, aliás, acho que a gente devia ir sempre a qualquer coisa nova, não?

Nina Simone: Little Girl Blue (1958)
01 - Mood Indigo
02 - Don’t Smoke In Bed
03 - He Needs Me
04 - Little Girl Blue
05 - Love Me Or Leave Me
06 - My Baby Just Cares For Me
07 - Good Bait
08 - Plain Gold Ring
09 - You’ll Never Walk Alone
10 - I Loves You Porgy
11 - Central Park Blues
12 - He’s got the whole world in his Hands
13 - For All We Know
14 - African Mailman
15 - My Baby just cares for me (extended version)

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Ranulfus

Ata Formal do 3º ou 5º Encontro Internacional e Intergaláctico do PQP Bach

Rapidamente, de memória e em ordem alfabética, digo que este blog é feito por:

Avicenna,
Blue Dog,
Carlinus,
CDF Bach,
CVL (Ciço Villa-Lobos),
FDP Bach,
itadakimasu,
Marcelo Stravinsky,
PQP Bach e
Ranulfus.

Esqueci alguém? Destes, eu, PQP Bach, conhecia pessoalmente apenas o Blue Dog – que mora em Porto Alegre como eu. Porém, no fim da semana passada estive em São Paulo e finalmente (re)conheci Avicenna e Ranulfus. Foi um encontro tão bom quanto educado, tão educado como informativo e tão informativo quanto maluco, pois é muito estranho, como disse Ranulfus, quando alguém, cuja existência foi por anos virtual, subitamente se materializa na nossa frente.

Não interessa a nenhum leitor-ouvinte do blog, mas faço questão de dizer quão feliz fiquei durante e após nosso jantar. O Avicenna é um ser humano finíssimo, modestíssimo e muito tranquilo ao lado de Lady White, sua mulher após um interregno de 31 anos.

.:interlúdio explicativo:.

Pois ele, como Florentino Ariza, namorou-a na adolescência e tomou um pé na bunda. Depois, os dois casaram-se com intrusos, separaram-se e se reencontraram agora. Aos 36 anos de idade… Não, o nome real dela não é Fermina Daza.

.:fim do interlúdio explicativo:.

Avicenna veio com uma parruda versão da São Mateus de Bach, gravada por Karl Richter em 1958. O vinil histórico é de propriedade do Ranulfus, o qual é totalmente diferente. Não que não seja fino e educado, é que outras características se sobrepõem. É agitado e sua inteligência está sempre ameaçando sair pelos olhos, tão presente se mostra. Apesar da origem mais ao norte, o Ranulfus fala e age como um italiano. Veio com sua filha, a bonita e crespa Eva Sideral de la Revolución.

.:novo interlúdio explicativo:.

Pois a mãe de Eva, uma venezuelana, teve seis filhos, dois com Ranulfus. O outro de Ranulfus chama-se Lênin Fidel Che Gramsci Chávez Mao da Silva.

.:fim do novo interlúdio explicativo:.

Como tenho outro blog e alguma experiência nesses encontros, garanto que são normalmente muito satisfatórios e eu saí eufórico e muito feliz de nossa reunião. Já vi casos de pessoas saírem perdidamente apaixonadas. Não foi nosso caso. Há outro encontro, mais numeroso, marcado para o feriadão de 12 de outubro e que seria o 4º ou 6º, mas acho que não poderei ir porque estarei desfalcado em casa e é quase certo que terei de dar cobertura. Mas veremos! Até lá muita coisa pode mudar.

PQP

A Baroque Christmas

É Natal! Jesus nasceu e todos estão felizes fazendo compras como se o mundo fosse acabar.

Bem, sei, melhor me acalmar. Um CD delicadíssimo e de alto nível artístico este da Nonesuch Records. Não é aquele barroco cheio de vigor, é tranquilo e autenticamente camarístico. As melhores obras do CD são as de Charpentier, o que não deixa de ser uma surpresa; afinal, Marc-Antoine é francês… Os americanos que o interpretam também são muito bons… Melhor rever meus conceitos (e preconceitos). Música sacra da melhor qualidade!

Feliz Natal!

A Baroque Christmas

1. A minuit fut fait un réveil / Anonymous (France), 17th century
2-6. Noëls pour les instruments/ Marc-Antoine Charpentier (1634-1704)
7. Hodie christus natus est/ Gregorian
8. Nun jauchzet mit hellem Ton / Johannes Schein (1586-1630)
9. Laudate dominum/ Claudio Monteverdi (1547-1643)
10. Non recedet laus tuus/ Gregorian
11. Salve Regina/ Claudio Monteverdi
12. The Blessed virgin’s expostulation/ Henry Purcell (1659-1695)
13-18. Messe de minuit sur des airs de Noël/ Marc-Antoine Charpentier

THE BOSTON CAMERATA
Anne Azéma, soprano
Elizabeth Weigle, soprano
Richard Duguay, tenor
Dan McCabe, baritone
Arizeder Urreiztieta, bass
Robert Mealy (concertmaster), baroque violin
Katherine Sutherland, baroque violin
Harold Lieberman, baroque viola
Carol Lewis, viola da gamba
Jesse Lepkoff, flute, recorder
Kathie Roth, flute
Owen Watkins, recorder
Michael Dolbow, violone
Olav Chris Henriksen, theorbo, baroque guitar
Frances Conover Fitch, organ

assisted by THE SCHOLA CANTORUM OF BOSTON
Frederick Jodry, director

Alice Dampman, Sandra Stuart, sopranos
Rob Dobson, Frederick Jodry, altos
John Delorey, Arthur Rawding, tenors
John Holyoke, bariton
Gregory Mancusi-Ungaro, bass

Joel Cohen, Director

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PQP

.: interlúdio - Mouse on the Keys :.

Seguindo o giro pelo Japão à procura das novas possibilidades do jazz, peço que parem por quatro minutos e assistam ao vídeo abaixo, preferencialmente em tela cheia.

Sob o singelo nome de Mouse on the Keys, um duo de pianos e um baterista vem fazendo uma daquelas espécies de música difíceis de caracterizar. Tem instrumental e improv de jazz, usa as estruturas leves do post-rock, e alterna momentos de força e velocidade com outros de swing, ou até atmosfera rarefeita. A marcação firme do baterista permite aos pianistas que concentrem-se na alternância entre baixo e solo; o resultado é absolutamente instigante.

Nem todos os momentos são perfeitos; sendo um projeto recente, há ainda que lapidar, com uma inspiração mais cultivada, a criatividade transbordante. Isso não significa que sejam menos dignos de serem ouvidos; é inovador e de poucos paralelos, e isso por si só já justifica a audição (e a torcida). Esta postagem traz os dois discos já lançados. “Sezession” é um EP, e tem composições mais vigorosas, recordando (de alguma forma) os momentos mais agressivos de Stanley Jordan; já no álbum “An Anxious Object” há mais espaço para mostrar a variação, e a evolução, dos estilos que compõem os ‘ratos nas teclas’.

Mouse on the Keys
Akira Kawasaki: drums, keyboards
Atsushi Kiyota: piano, keyboards
Daisuke Niitome: piano, keyboards


Sezession /2007 (V0)
download - 27MB [mediafire]
01 Saigo No Bansan
02 Toccatina
03 RaumKrankheit
04 A Sad Little Town


An Anxious Object /2009 (320)
download - 70MB [mediafire]
01 Completed Nihilism
02 Spectres de Mouse
03 Seiren
04 Dirty Realism
05 Forgotten Children
06 Unflexible Grids
07 Double Bind
08 Soil
09 Ouroboros

Boa audição!
Blue Dog

L’agonie Du Languedoc — Coleção Reflexe (Música medieval de primeira)

Já disse em minha última postagem: ando impossível. Tudo o tenho postado é absurdamente bom. Sim, é casual, pois estou apenas obedecendo a ordem dos CDs em minha pilha (crescente, crescente, sempre crescente). Este CD é tão bom que por anos foi objeto do desejo de mim e de meus amigos, isto desde os anos 70, quando apareceu a sensacional coleção REFLEXE, lançada pela EMI. Quando consegui o disco, fiquei louco de alegria. Baita LP (vinil) que, creio, nunca foi relançado em CD. Confiram a qualidade da coisa.

Languedoc foi uma antiga província da França que hoje integra parte da região Languedoc-Roussillon. No século XII, os habitantes do Languedoc, os Cátaros, foram considerados hereges pela Igreja Católica em razão de sua cultura singular, bem diferente da que a circundava: era uma área independente do Rei da França; nela falava-se o dialeto provençal, não o francês.

IM-PER-DÍ-VEL !!!!

L’Agonie du Languedoc

Pèire Cardenal:
1. Tartarassa ni voutor
2. Ben volgra
3. Razos es qu’ieu m’esbaudei

Guilhelm Figueira
4. D’un sirventes far

Tomier et Palazi
5. Si col flacs moins torneja

Pèire Cardenal:
6. L’afar del comte Guió

Pèire Bremon Ricas Novas:
7. Ab marrimen

Bernart Sicart Marjevols:
8. Ab greu cossire

Studio der frühen Musik:
Andrea von Ramm (voice, organetto)
Richard Levitt (voice, percussions)
Sterling Jones (bowed instruments)
Thomas Binkley (plucked instruments)
Claude Marti (chanteur, reader)
Benjamin Bagby (voice)
Harlan Hokin (voice)
Alice Robbins (bowed instruments)
Paul O’Dette (plucked instruments)
Thomas Binkley, dir.

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Robert Schumann (1810-1856) - Sinfonia em G menor - “Zwickau” WoO 29, Sinfonia em B flat menor - “Primavera”, Op. 39 e Abertura, Scherzo e Finale em Mi, Op. 52 (CD 1 de 3) - 200 anos!!!

Já há algum tempo que eu tencionava postar a integral das sinfonias de Schumann e a ocasião do bicentenário de seu nascimento é um bom ensejo para isso. Como estou bastante disposto nesta noite, resolvi principiar hoje mesmo. Confesso que não sou um conhecedor profundo do trabalho sinfônico de Schumann. Já ouvi bastante a Sinfonia No. 1, “Primavera”. É um trabalho bem ao gosto romântico. Pelo que parece, Schumann possuía certos receios em se iniciar pelo mundo das sinfonias. Somente após ter conquistado a fama com os lieder e com as peças para piano, o compositor construiu seu primeiro trabalho. Foi encorajado pela sua esposa Clara Schumann. A Sinfonia “Primavera” ficou pronta em um mês e teve sua estréia em 1841, sob à batuta de Mendelssohn. Outro trabalho sinfônico que gosto do compositor é a sua sinfonia no. 3, “Renana”, que não estará presente nesta primeira postagem. Serão ao todo três postagens. Ainda não ouvi Gardiner em ação, mas acredito que seja um trabalho respeitável. Assim, aparecem nesta postagem: A Sinfonia em Sol menor, Zwickau, que foi deixada incompleta; a Sinfonia No. 1, “Primavera” e a Abertura, Scherzo e Finale em Mi, que Schumann considerava a sua segunda sinfonia, mas que não ficou assim conhecida para a posteridade. Boa apreciação!

Robert Schumann (1810-1856) - Sinfonia em G menor - “Zwickau” WoO 29, Sinfonia em B flat menor - “Primavera”, Op. 39 e Abertura, Scherzo e Finale em Mi, Op. 52

Sinfonia em G menor - “Zwickau” WoO 29 (1832-33)
1. Moderato - Allegro
2. Andantino quasi allegretto - Intermezzo quasi Scherzo- Allegro assai - Anadantino

Sinfonia em B flat menor - “Primavera”, Op. 39(1841)
03. Andante un poco maestoso - Allegro molto vivace
04. Larghetto
05. Scherzo- Molto vivace
06. Allegro animato e grazioso

Abertura, Scherzo e Finale em Mi, Op. 52 (1841)
07. Overture- Andante con moto - Allegro
08. Scherzo- Vivo
09. Finale- Allegro molto vivace

Orchestre Révoluitionaire et Romantique
John Eliot Gardiner, regente

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Carlinus

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