Ludwig van Beethoven - cd2 - Sonatas Opp. 7, 13 & 14 nr.2 - Emil Gilels


Minha troca de emails com o mano pqp tem uma característica interessante: o minimalismo. Muitas vezes ficamos semanas sem nos falar, e quando mando notícias, às vezes extensas, ele simplesmente responde com um Ok, ou então, quando informei que estava postando este Gilels ele respondeu simplesmente “já baixando”.

Quando ele me convidou para fazer parte deste blog, mal tinhamos trocado algumas mensagens no Orkut, mas entendíamos que nossa paixão pela causa era a mesma. Quase dois anos depois, temos a grata satisfação de ver os números: 60.000 mil acessos no mês de setembro. O que mais podemos fazer a não ser agradecer? E como ele falou, o retorno no investimento do blog está bem protegido destas quebradeiras do mercado financeiro internacional, não existe queda de bolsa nesta área. A quantidade de blogs existentes que tem a mesma finalidade quintuplicou, alguns peso pesadíssimos como é o caso do Avaxhome e do classicalheaven, entre milhares de outros, mas o PQP Bach resiste oferecendo antes de tudo, qualidade, e não quantidade (um amigo maluco do mano PQP acaba de postar 154 cds da coleção Bach 2000, que teve a direção do Harnoncourt e do Leonhardt no avaxhome, e no seu próprio blog, o Brainle de Champaigne, cujo link está aí ao lado). Jamais me passaria pela cabeça encarar tal desafio, pois o tempo despendido é imenso e, claro, nosso ADSL é uma piada de mau gosto, com suas velocidades ridículas. Se levo em média uma hora para upar um arquivo de 90 MB para o rapidshare, imagine 154 cds…

Mais um cd da coleção das Sonatas de Beethoven interpretadas por Gilels, entre elas a “Patétique”. Beethoven em excelentes mãos. Fiquei feliz com a recepção destes cds, já que se trata de outro bom velhinho já falecido, como comenta o mano pqp, ao defender seu Pollini. Gilels foi um gigante do teclado, não canso de repetir. Logo estarei postando sua gravação dos concertos de Brahms, incluídos na lista da Grammophone como uma das 100 melhores gravações de todos os tempos.

Ludwig van Beethoven (17670-1827) - Sonatas Opp. 7, 13 & 14 nr.2 - Emil Gilels

01 - Sonate No.4 Es-dur op.7 - 1. Allegro molto e con brio
02 - Sonate No.4 Es-dur op.7 - 2. Largo, con gran espressione
03 - Sonate No.4 Es-dur op.7 - 3. Allegro - Minore - Allegro
04 - Sonate No.4 Es-dur op.7 - 4. Rondo. Poco Allegretto e grazioso
05 - Sonate No.8 c-moll op.13 ‘Pathétique’ - 1. Grave - Allegro di molto e con brio
06 - Sonate No.8 c-moll op.13 ‘Pathétique’ - 2. Adagio cantabile
07 - Sonate No.8 c-moll op.13 ‘Pathétique’ - 3. Rondo. Allegro
08 - Sonate No.10 G-dur op.14 No.2 - 1. Allegro
09 - Sonate No.10 G-dur op.14 No.2 - 2. Andante
10 - Sonate No.10 G-dur op.14 No.2 - 3. Scherzo. Allegro assai

Emil Gilels - Piano

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Ludwig van Beethoven (1770-1827) -CD1 - Sonatas Op. 2-2 & 3, WoO 47-1 & 2 - Emil Gilels


Sim, eu sei que tinha prometido a mim mesmo dar um tempo nestas integrais, mas como ando pouco inspirado ultimamente, resolvi encarar a empreitada de postar mais uma integral, desta vez com as Sonatas de Beethoven pelas mãos maravilhosas de Emil Gilels. Meu projeto era colocar o Schubert de Brendel, o Schumann de Kempff, ou até mesmo o Beethoven de Brendel, mas sei que a loucura de final de ano nas aulas vai me deixar absolutamente sem tempo, por isso estou postando o que está mais próximo, esta integral de Gilels está disponível no meu HD, enquanto que as outras opções teriam de ser procuradas na bagunça de meus cds e dvds.Além do mais, não se trata de uma integral, pois faltam algumas sonatas, mas o importante aqui não é a quantidade, e sim a qualidade.

Gilels com certeza é um dos gigantes do piano do Século XX. Suas interpretações de Beethoven e Tchaikovsky estão entre as mais importantes, e isso numa época em que a concorrência era grande e pesada (basta lembrarmos de Rubinstein, Sviatoslav Richter, Wilhelm Kempff, para citar alguns).Foi um dos primeiros artistas soviéticos, junto com outro gigante, David Oystrakh, a excursionar pela Europa, em um período em que isso era pouco comum de acontecer, lembrando que falamos do período stalinista. Comecemos com as sonatas da juventude de Beethoven.

01 - Sonate No.2 A-dur op.2 No.2 - 1. Allegro vivace
02 - Sonate No.2 A-dur op.2 No.2 - 2. Largo appassionato
03 - Sonate No.2 A-dur op.2 No.2 - 3. Scherzo. Allegretto
04 - Sonate No.2 A-dur op.2 No.2 - 4. Rondo. Grazioso
05 - Sonate No.3 C-dur op.2 No.3 - 1. Allegro con brio
06 - Sonate No.3 C-dur op.2 No.3 - 2. Adagio
07 - Sonate No.3 C-dur op.2 No.3 - 3. Scherzo. Allegro
08 - Sonate No.3 C-dur op.2 No.3 - 4. Allegro assai
09 - Sonate Es-dur WoO 47 No.1 - 1. Allegro cantabile
10 - Sonate Es-dur WoO 47 No.1 - 2. Andante
11 - Sonate Es-dur WoO 47 No.1 - 3. Rondo vivace
12 - Sonate f-moll WoO 47 No.2 - 1. Larghetto maestoso - Allegro assai
13 - Sonate f-moll WoO 47 No.2 - 2. Andante
14 - Sonate f-moll WoO 47 No.2 - 3. Presto

Emil Gilels - Piano

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J. S. Bach (1685-1750) - Concerto Italiano, 4 Duetos e Abertura em estilo francês

ATENÇÃO!!! A nome das faixas que consta na capa deste CD — que está na minha frente — está errado! Para completar, todos os sites copiaram a capa e estão da mesma forma errados. E, pior ainda, a Gracenote mandou para meu iTunes o nome das faixas também conforme a capa. A ordem correta é a que publico abaixo no post, OK?

Mireille Lagacé é uma extraordinária cravista, organista e regente canadense, nascida em 1935. O registro que ora posto é de 1980 e mostra a cravista em excelente forma, interpretando o famoso Concerto Italiano para cravo solo, a injustamente pouco divulgada Abertura Francesa e os 4 Duetos, obra que insiste em finalizar muitos CDs, mas que neste está separando as outras duas obras, muito mais belas e importantes. O Concerto Italiano é talvez a música mais presente em meu cérebro desde que este o ouviu pela primeira vez e a Abertura Francesa já foi repetidamemente solicitada através de súplicas em comentários aqui no PQP Bach.

Pela raridade de se ouvir a lindíssima Abertura Francesa e pela qualidade da intérprete (esposa de Bernard Lagacé), este é mais um CD imperdível!

Concerto in the Italian style, ‘Italian Concerto’ in F, BWV 971
1. (Allegro)
2. Andante
3. Presto

4 Duets, BWV 802-5
4. Mi menor
5. Fá maior
6. Sol maior
7. Lá menor

Overture (Partita) in the French style in B minor, BWV 831
8. Overture
9. Courante
10. Gavottes I & II
11. Passpieds I & II
12. Sarabande
13. Bourées I & II
14. Gigue
15. Echo

Mireille Lagacé, cravo

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PQP

.:interlúdio:. Stefano Bollani - Carioca

Stefano Bollani é um brilhante pianista italiano de jazz. Nascido em Milão no ano de 1972, é como muitos italianos, apaixonado pelo Brasil e costuma tocar nossa música em suas apresentações ao lado de composições suas. Conhecido por sua vasta cultura tanto sobre a música erudita moderna quanto jazzística, Bollani — conhecido por ser um workaholic — chega a assustar com a intimidade que demonstra com nossa música, chegando ao ponto de cantar “Trem das onze”, no único equívoco do disco pois ele está longe de ser um cantor. O CD foi gravado no Rio de Janeiro com músicos brasileiros e é muito bom.

É, indiscutivelmente, em disco de jazz, mas ouçam a naturalidade com que Bollani enfrenta um chorinho! Uma curiosidade digna de ser ouvida.

Stefano Bollani - Carioca - 2008

1 Luz negra (Nelson Cavaquinho)
2 Ao romper da aurora (Ismael Silva - Lamartine Babo - Francisco Alves)
3 Choro sim (Ismael Silva)
4 Valsa brasileira (Edu Lobo - Chico Buarque)
5 A voz no morro (Zé Keti)
6 Hora da razão (J. Luna - Batatinha)
7 Segura ele (Pixinguinha)
8 Doce de coco (Jacob do Bandolim)
9 Folhas secas (Nelson Cavaquinho - Guilherme de Brito)
10 Il domatore di pulci (Stefano Bollani)
11 Samba e amor (Chico Buarque)
12 Tico-tico no fubá (Zequinha de Abreu)
13 Caprichos do destino (Pedro Caetano - Claudionor da Cruz)
14 Na Baixa do sapateiro (Ary Barroso)
15 Apanhei-te cavaquinho (Ernesto Nazareth)
16 Trem das onze / Figlio unico (João Rubinato / Riccardo del Turco)

Stefano Bollani piano, arrangements, vocal
Marco Pereira guitar
Jorge Helder bass
Jurim Moreira drums
Armando Marcal percussions
Zé Nogueira soprano sax
Nico Gori clarinet and bass clarinet
Mirko Guerrini tenor sax
Zé Renato vocal
Monica Salmaso vocal

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PQP

Z.Preisner (1955 - ) – Requiem for my friend, Rewakowicz, Kasprzyk, Sinfonia Varsovia.

Caros leitores, anunciei Preisner e estou a cumprir com o prometido. Porém, um breve excurso: tal como o meu amigo e colega FDP Bach, ando descontente com certos comentários proferidos no blog; a esses comentários, faço minhas as palavras do nobre colega: a minha colaboração é feita no sentido de divulgar uma paixão que – tal como os meus cinco quatro colegas, já para não mencionar esse grande cão, Blue Dog… – nutro, a música clássica, nas suas vertentes de erudita e contemporânea.
Uma segunda razão está na origem da minha colaboração com este blog: como portuguesa, é sempre bom o motivo que possa comprimir e estreitar os laços de dois povos separados pelo ingente oceano Atlântico. Se é verdade que temos motivos para nos orgulharmos com a receptividade do blog no Brasil – neste momento, contabiliza-se 60.000 acessos, certamente contamos com a presença de muitos bloggers portugueses que também fazem questão de visitar o PQP, dada a sua qualidade. E os links que o PQP ostenta nalguns blogs portugueses também são um cabal e indefectível facto de júbilo.
Recentemente, ouvi uma grande actriz brasileira, Natália Thimberg, afirmar que Brasil e Portugal são um só: Falamos a mesma língua, somos da mesma escola, afirmava a veterana actriz.
Por isso, ilustres visitantes, este trabalho é feito, altruisticamente, em nome de uma paixão, a música, sem nenhum dividendo; tendo em conta esse facto, também os nossos comentários reflectem e reflectirão sempre os nossos afectos pela plêiade de compositores dilectos (ou não), mas não somos engenheiros de almas, como aventava Estaline sobre a missão dos escritores – os nossos escritos não são tecnicistas, mas sempre e apaixonadamente amadores. Disse.
Já falei num ingrediente necessário para se entender a música dos polacos: o misticismo e a religiosidade que caracterizam este povo, não? Preisner não é excepção, mas, por’ora, quero elencar (santo deus, este verbo parece que é de minha propriedade!) alguns dados contextuais, que estão na génese da minha descoberta de Preisner.
Polónia, terra de surpreendentes contrastes: tutelada por duas potências dois blocos, ex aequo, União Soviética e Alemanha (e mesmo hodiernamente, pós-integração na União Europeia, não escamoteemos esse tão impolítico, mas correcto facto!), foi pátria fértil de artistas que adoro, especificamente, no cinema, com Wadja e Kieslowski.
Kieslowski foi uma descoberta dos meus 17 anos, com a sua – hoje – consensual trilogia Bleu, Blanc, Rouge, uma homenagem aos ideais republicanos franceses e que (parte de supremíssima inportância para o público masculino) revelou ou consolidou ícones dramáticos femininos como Juliette Binoche e Irène Jacob (quanto a mim, plástica e dramaticamente superior a Binoche, mas you’re the boss, preclaro público). O impacto desse realizador foi de tal sorte grande na minha pessoa que, recorrendo a um esquema de des-va-lo-ri-za-ção do meu capital de então, adquiri os três filmes, importando os mesmos de França, na defunta versão VHS… estando os mesmos ainda em cartaz!
Z. Preisner consegue, a meu ver, matar “três coelhos com uma só cajadada” (olhem só a subtileza das minhas metáforas, alicerçadas em ditos populares…), com esta obra:
a) Exprimir o sentimento de religiosidade/misticismo que é o ADN do imaginário polaco, lui – même,  – e isso está patente na própria estrutura  e função que preside ao  Requiem;
b) Fazer uma síntese de uma genealogia, de uma brilhante genealogia, da sua genealogia musical polaca e não só, transmitindo para a sua obra a influência flagrante de Gorécki,, visível nas duas versões da Lacrimosa, de Pendérecki – notem bem o violino arrepiante do Offertorium  e até do meu Rasputine musical, Pärt, nos sinos do mesmo Offertorium e ecos da Berliner Messe, em Dies Irae;

c) oferecer um tributo que se nega a tributo a Kieslowski, com a primeira parte, o Requiem per si, - ah, sim, o piano e a flauta de Kai Kairos a evocar a dita trilogia – e a segunda parte, “Life”, a assegurar os lçaos indestrutíveis  (ou  parceria indestrutível) entre os dois amigos.

Z.Preisner (1955 - ) – Requiem for my friend, Rewakowicz, Kasprzyk, Sinfonia Varsovia, Varsóvia: Erato, 1999.

1. Part One Requem: Officium
2. Part One Requem: Kyrie Eleison
3. Part One Requem: Dies Irae
4. Part One Requem: Offertorium
5. Part One Requem: Sanctus
6. Part One Requem: Agnus Dei
7. Part One Requem: Lux Aeterna
8. Part One Requem: Lacrimosa
9. Part One Requem: Epitaphium
10. Part Two Life: Meeting
11. Part Two Life: Discovering The World
12. Part Two Life: Love
13. Part Two Life: Kai Kairos
14. Part Two Life: Ascende Huc
15. Part Two Life: Veni Et Vidi
16. Part Two Life: Qui Erat Et Qui Est
17. Part Two Life: Lacrimosa - Day Of Tears
18. Part Two Life: Prayer

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Clara Schumann

Jean-Philippe Rameau (1682- 1764) - Aberturas

Aqui acaba a breve chateação couperiana. Para tirar o gosto da postagem anterior, posto um dos melhores CDs já gravados de música barroca francesa, um verdadeiro espanto. Curvo-me ante Christophe Rousset. Quem faz um registro deste nível merece os maiores elogios. Nada menos que genial. Sete compradores analisaram o disco na Amazon e, nem precisaria conferir, todos deram-lhe a nota máxima. Temos aqui 17 aberturas de óperas de Rameau, algumas de óperas cômicas, outras de tragédias, outras de “pastorais heróicas”.

Rameau foi um grande gênio não apenas na música, mas também na matemática. Como tal, deu especial atenção à estrutura das coisas que compunha, algo que certamente fugiu ao irritante Couperin — do qual declaro-me inimigo desde a audição do CD postado abaixo… (Por que meu pai gostava de Couperin, meu Deus?) Bem, voltemos ao grande Rameau. Ele escreveu um famoso tratado de harmonia. Era também muito conhecido como professor de cravo e sua técnica só foi modificada por Johann Sebastian Bach — dá-lhe papai! No final de sua vida, tornou-se “compositor do rei”. Ao falecer, teve todas as honras da nobreza e funeral público com grande pompa.

CD absolutamente imperdível!

Jean-Philippe Rameau (1682- 1764) - Aberturas

1. Les fêtes de Polymnie - Overture 2:41
2. Les indes galantes - Overture 4:05
3. Zaïs - Overture 5:16
4. Castor et Pollux - Overture 4:16
5. Naïs - Overture 3:49
6. Platée [ou Junon jalouse] - Overture 3:40
7. Les fêtes d’Hébé - Overture 4:22
8. Zoroastre - Overture 4:04
9. Dardanus - Overture 4:08
10. Les Paladins - Overture - Menuet - Air gai 3:59
11. Hippolyte et Aricie - Overture 2:54
12. Le temple de la gloire - Overture 3:53
13. Pygmalion - Overture 4:36
14. Les surprises de l’Amour - Prologue (le Retour d’Astrée) 2:29
15. Les Fêtes de l’Hymne et de l’Amour (ou Les Dieux d’Egypte) - Overture 4:04
16. Les surprises de l’Amour / Act 1 (Enlèvement d’Adonis) - Ouverture - II Adagio - III - 5:20
17. Acante et Céphise, ou La sympathie - Overture: Voeux de la Nation

Les talens lyriques
Christophe Rousset

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PQP

François Couperin (1688-1733) - Les Nations

Ah, esses franceses. Costumo gostar muito dos discos do Musica Antiqua de Köln, mas algo deu errado aqui. Couperin, sem dúvida! Achei o CD sem graça, fiquei indiferente. É tudo moderadamente bonitinho e bastante homogêneo. Meio chato. Trata-se de um “barroco estático”… Há quem goste. Para tirar o gosto ruim deste CD, daqui a pouco posto um Rameau salvador, OK?

Couperin: Les Nations, 1726

Premier Ordre: La Francoise

01. Sonata [6:18]
02. Allemende. Sans lenteur [3:37]
03. Premiere Courante. Noblement [1:23]
04. Seconde Courante. Un peu plus viste [1:18]
05. Sarabande. Gravement [2:00]
06. Gigue. Gayement [1:15]
07. Chaconne ou Passacaille. Moderement [2:33]
08. Gavotte [0:56]
09. Menuet [1:08]

[20'15"]

Second Ordre: L’Espagnole

10. Sonata [7:45]
11. Allemande. Gracieusement [2:55]
12. Courante. Noblement [1:42]
13. Second Courante. Un peu plus vivement [1:37]
14. Sarabande. Gravement [1:41]
15. Gigue louree. Moderement [2:16]
16. Gavotte. Tendrement, sans lenteur [0:56]
17. Rondeau. Affectueusement [2:28]
18. Bourree. Gayement [0:51]
19. Double de la Bourree precedente [0:53]
20. Passacaille. Noblement et marque [4:30]

[27'30"]

Troisieme Ordre: L’Imperiale

01. Sonata [9:49]
02. Allemande. Sans lenteur [2:21]
03. Courante [1:26]
04. Seconde Courante. Plus marquee [1:31]
05. Sarabonde. Tendrement [2:16]
06. Bourree. Gayment [1:01]
07. Gigue. D’une legerete moderee [1:10]
08. Rondeau. Gayement [2:07]
09. Chaconne [4:31]
10. Menuet [1:07]

[27'10"]

Quatrieme Ordre: La Piemontoise

11. Sonata [8:16]
12. Allemande. Noblement et sans lenteur [2:37]
13. Courante [1:24]
14. Seconde Courante. Un peu plus gayement [1:50]
15. Sarabande. Tendrement [2:31]
16. Rondeau. Gayement [2:02]
17. Gigue. Affectueusement, quoy que legerement [1:56]

[20'36"]

Performers:
Reinhard Goebel, Hajo Bas (violin);
Wilbert Hazelzet, Philippe Suzanne (flute);
Jaap ter Linden (viola da gamba);
Henk Bouman (harpsichord)

Musica Antiqua Koln
Reinhard Goebel, dir.

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PQP

Arnold Schoenberg (1874 - 1951): Lieder

Caros amigos, confesso minha total displicência com vocês. Tenho tanta coisa para oferecer, mas como o tempo parece favorecer assuntos burocráticos e sem importância, sucumbo ao silêncio. Mas o fã das minhas intervenções sabe que a espera é sempre recompensadora. Não direi o que pretendo colocar no futuro, mas a cipoada de discos raros que pretendo postar é absurdamente empolgante e digna deste digníssimo site. Claro que não esquecerei minhas dívidas com os senhores, os outros discos da coleção Webern vão sair em breve. Na verdade sigo um pouco a política do meu irmão mais velho, gosto de colocar aquilo que ouço no momento, e para Webern, a audição deve ser curtida em espaços longos.

Mas o belo disco de canções de Webern, postado anteriormente, motivou a audição de outro grande disco com canções de Schoenberg. Este precioso disco que vos trago é uma das pérolas de minha coleção. Canções tão belas e românticas, que podem ser ouvidas com suas amadas antes do ato sexual. Ao contrário de Webern, Schoenberg não esperou atingir sua maturidade para publicar seu opus 1. O mestre percebeu que aquelas canções, mesmo bem pouco originais, mereceriam sua assinatura final. Fez certo. Os ciclos de canções op.1, op.2, op.3 e op.6 são inesquecíveis e ganham uma ótima interpretação do grande pianista Glenn Gould com cantores desconhecidos. Ressalto que a parte dedicada ao pianista tem igual importância ao dos cantores. Aliás, a fascinação de Gould por estas jóias pode ser sentida em seus gemidos, muito bem capitados pelos microfones.

Das Buch der hängenden Gärten” op.15 é a principal obra do disco. São 15 canções compostas na fase decisiva na história da música, entre 1908 e 1909. Aqui já temos um outro compositor, menos espontâneo, contudo harmonicamente superior ao dos outros ciclos. Peças de um grande mestre que ainda não está seguro no caminho que vai seguir. Terminam de maneira evasiva e conflituosa, mas apontando para o inevitável fim da tonalidade. Glenn Gould é absolutamente perfeito nessas obras, e os cantores são bem competentes.

Disco 1:

1 - 2. Zwei Gesänge, Op. 1
3 - 6. Vier Lieder, Op. 2
7 - 21. “Das Buch der hängenden Gärten” op. 15

Disco 2:

1 - 6. Sechs Lieder, Op. 3
7 - 8. Zwei Balladen, Op. 12
9 - 11. Drei Lieder, Op. 48
12 - 13. Zwei Lieder, Op. 14
14 - 15. Zwei Lieder, Op. post.
16 - 23. Acht Lieder, Op. 6

CDF Bach

DISCO 1 - BAIXE AQUI - DOWNLOAD HERE

DISCO 2 - BAIXE AQUI - DOWNLOAD HERE

Leif Ove Andsnes

Só estou escrevendo esta postagem para deixar os senhores com um pouco de inveja.

O motivo de tanta felicidade é ter tido a oportunidade de ter assistido na última quinta feira, dia 2 de outubro, à apresentação deste que é considerado atualmente como o maior pianista de sua geração, o norueguês que tem um sobrenome mais parecido com uma sopa de letrinhas, Leif Andsnes. Obviamente que a felicidade também diz respeito a possibilidade de assistir e ouvir um espetáculo de tal grandeza, afinal de contas, não é sempre que nós, simples mortais residentes numa cidade do interior do estado de Santa Catarina, temos acesso à tal possibilidade.  Infelizmente, muitas vezes cheguei a pensar que era muita areia para o nosso caminhãozinho, o povo de minha cidade acha caro pagar R$50,00 no ingresso, e isso demonstra uma certa falta de familiaridade com este tipo de evento.

A última vez que eu havia tido a possibilidade de assistir a um espetáculo deste porte foi há muito tempo atrás, quando ouvi um Rachmaninov absolutamente maravilhoso interpretado por Vladimir Viardo, pianista russo com o qual não tive mais contato desde então. Precisão, rigor, paixão, e um virtuosismo absurdo me proporcionaram duas horas de satisfação plena.

Leif Ove Andsnes é um gigante do teclado. Na apresentação de quinta feira, quem esteve presente no Teatro Carlos Gomes teve a oportunidade de ouvir um excepcional pianista, e que se joga de corpo e alma em suas interpretações .Seu  Schubert, através da Sonata D. 958, teve momentos de puro lirismo aliado a uma fúria contida. Seu Beethoven, através da Sonata ao Luar, também foi de um lirismo puro, porém o ímpeto de seu terceiro movimento, um Presto agitato, me fez ver enxergar na Sonata a alma perturbada de Beethoven, que estava começando a mostrar uma outra face, a do desespero, e Andsnes, em minha opinião, destacou esta perspectiva através de um ritmo quase lembrando uma cavalgada, como comentou um rapaz sentado ao meu lado. Parecia alguém desesperado correndo atrás de alguém inatingível.

Mas o melhor momento da apresentação foi um Mussorgsky simplesmente fantástico, um “Quadros de uma exposição” que nada deve a Ashkenazy (alguns podem lembrar de que não sou muito fã deste intérprete, mas para seu Mussorgsky tenho de tirar o chapéu), nem a Sviatoslav Richter (podem me apedrejar), para muitos, inclusive para o mano pqpbach, a interpretação definitiva desta obra. Andsnes se jogou de corpo e alma à obra, conseguindo capturar aquela alma russa que sempre busco nesta peça. Sombrio, lembrando em alguns momentos trilha sonora de filme de terror, temi em alguns momentos pelo bem estar do piano Steinway do teatro, pois o ímpeto do solista era tão grande que parecia que iria arrebentar suas teclas de um momento para outro.

Bem, talvez tenha me empolgado em minha descrição, mas para os que tiverem a oportunidade de assistir a este recital sugiro não perderem esta oportunidade. Vocês irão ver em ação um dos grandes pianistas da atualidade.

Ando meio relaxado com relação ao blog, e alguns comentários infelizes me deixaram aborrecido, e por isso deixo sempre a postagem seguinte para o próximo dia, e o tempo vai passando. Aliado a isso, a clássica e tradicional falta de tempo. Sei lá, posso postar amanhã, ou segunda, ou terça, ou na quarta… qualquer hora destas eu volto.

Um bom final de semana …

FDP Bach

Henry Purcell (1659-1695) - “Tis nature`s Voice” e outras canções e elegias

Um pouco de radicalismo nesta manhã quente em Porto Alegre: este é o melhor CD de obras de Purcell que possuo e é o ponto alto da carreira de René Jacobs como cantor. Tinha este CD em vinil e agora comprei-o num ultra “budget price” da Amazon. A gravação é de 1978 e, apesar de todas as Nancy Argentas, Emma Kirkbys e outra(o)s terem tentado — algumas mais de uma vez –, ninguém chegou perto do trio Jacobs - W. Kuijken - Junghänel deste registro da Accent. Mais um CD fundamental para quem ama o barroco.

As canções são extraordinárias. Minhas preferidas são Musick for a While — é óbvio –, Retir’d from any mortal’s sight, Ah! cruel nymph!, as grandiosas Incassum, Lesbia, Young Thirsis’ fate e talvez todas as outras. É surpreendente que Purcell tenha sua melhor produção na música para o teatro e que, contrariamente à grande maioria, sua obra sacra seja menor.

Imperdível!

Henry Purcell - “Tis nature`s Voice” e outras canções e elegias

01 Tis Nature’s voice
02 Musick for a While (from “Oedipus”), song, Z. 583/2
03 Retir’d from any mortal’s sight (from “The History of King Richard II”), song, Z. 581/1
04 Since from my dear Astrea’s sight (from “Prophetess”), aria for soprano, Z. 627/App2
05 Pious Celinda goes to prayers, song, Z. 410
06 Incassum, Lesbia, incassum rogas (The Queen Epicedium), song, Z. 383
07 Ah! cruel nymph! you give despair for soprano & continuo, Z. 352
08 The fatal hour comes on apace, song, Z. 421
09 As Amoret and Thirsis lay, song (from “The Old Bachelor”), Z. 607/11
10 Sweeter than roses (from “Pausanius”), song, Z. 585/1
11 I lov’d fair Celia, song, Z. 381
12 Young Thyrsis’ fate, ye hills and groves, deplore (On the death of Thomas Farmer), song for soprano, bass & continuo, Z. 473

René Jacobs, contratenor
Wieland Kuijken, viola da gamba
Konrad Junghanel, tiorba

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PQP

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