Grupo Syntagma - Miracula

Em retribuição a Marcelo Stravinsky, que postou o primeiro CD do Syntagma há algumas semanas, aqui vai o segundo.

Favor ver faixas e comentários sobre elas neste link.

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BAIXE AQUI - PARTE 1
BAIXE AQUI - PARTE 2

(Lembre de juntar as partes usando o programa HJSplit)

CVL

Gramophone “AWARDS 2009″ - November 2009

FDPBach fez aniversário, mas quem ganha o presente são os nossos caríssimos e fiéis leitores.

Trago para os senhores a conceituada revista GRAMOPHONE, editada na Inglaterra, e que é a bíblia dos apreciadores da música clássica. Suas análises e críticas são feitas por quem realmente entende do assunto. Este número em especial traz os “Awards 2009″, uma espécie de Oscar da indústria fonográfica da música clássica. Algumas das gravações aqui listadas já foram postadas aqui no PQP, outras ainda são sonho de consumo.

Espero que apreciem. Se por acaso eu conseguir outros números, repassarei para os senhores. Enquanto isso, sugiro acessarem o site da revista, www.gramophone.net, onde poderão ter acesso à diversas críticas e ensaios sobre as mais variadas gravações.

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FDPBach

Pe. José Maurício Nunes Garcia (1767-1830) - Requiem 1816 - Americantiga


O Requiem em ré menor, uma das obras compostas em 1816 para os funerais da rainha D.Maria I (momento histórico de extrema importância pois leva à Aclamação de D. João VI em 1817), teve sua primeira edição numa versão para canto e órgão realizada em 1898 em Leipzig pelo compositor brasileiro Alberto Nepomuceno. Esta obra torna-se, então, a composição mais conhecida de Nunes Garcia durante o século XX. Mesmo assim, infelizmente esta obra contou com poucas gravações em sua versão original e sobretudo não havia, até o presente momento, nenhuma realizada nos conceitos da interpretação historicamente informada e com instrumentos de época. Este Requiem, que é parte componente de uma obra maior que consiste dos Responsórios de Defuntos e Missa de Requiem, sempre chamou a atenção por algumas correspondências musicais com a famosa obra análoga de W.A. Mozart, que teve sua estréia americana dirigida por Nunes Garcia em 1819. Contudo, muito mais do que algumas semelhanças com a obra de Mozart, o Requiem de Nunes Garcia é uma das obras de maior força expressiva compostas durante o Brasil Colônia. O estilo único e inconfundível do compositor pode ser observado em vários momentos da obra porém, sobretudo, no fim da Missa onde algumas linhas melódicas cheias de melancolia fazem lembrar a popular modinha luso-brasileira do inicio do século XIX que se tornara a marca registrada de um “brasileirismo” do nacionalismo do século XX. Para esta gravação foi utilizada a edição preparada para a editora Carus Verlag em 2000 pela musicóloga brasileira Cléofe Person de Mattos, a quem dedicamos uma homenagem póstuma através deste trabalho.

Compositor essencialmente de musica sacra, Nunes Garcia tem somente algumas obras seculares em seu Catálogo. A primeira de suas obras instrumentais, ainda que composta para ser executada numa cerimônia religiosa, é a Sinfonia Fúnebre provavelmene composta em 1790 como introdução ao serviço de exéquias em homenagem aos músicos falecidos da Irmandade de Santa Cecília da qual Nunes Garcia foi membro durante toda sua vida. Com uma orquestração muito leve, este movimento lento em Mi bemol maior expressa uma atmosfera de paz e tranquilidade que contrasta com a dramaticidade da música do Requiem escrito vinte e seis anos depois.

Como um exemplo de obra de um compositor contemporâneo a Nunes Garcia, esta gravação apresenta também a introdução, com recitative e ária, da cantata O Último Cântico de David, composta em 1817 por José Joaquim de Sousa Negrão (Bahia, Brasil-Início de século XIX).  Esta peca occasional, pouco conhecida e uma das raras em língua portuguesa deste repertório, foi descoberta e gentilmente cedida para este projeto pelo maestro Ernani Aguiar.

Finalmente, como um exemplo de uma obra teatral do próprio Nunes Garcia, trazemos o recitativo, ária e finale da cantata Ulissea, composta em 1809 e também cantada em português. Esta obra, ao invés de ser composta para um dos castrati da Real Capela, foi contudo destinada para o soprano feminino Joaquina “Lapinha” cantora mulata brasileira que fez muito sucesso em seu tempo tanto no Brasil quanto em Portugal.

Estas obras foram pela primeira vez em tempos modernos executadas e gravadas com instrumentos de época e, na ocasião muito especial deste projeto bi-nacional, formada por músicos norte-americanos e brasileiros, como nos casos da executante de clarinete do século XVIII Monica Lucas e do soprano Simone Foltran, especialmente trazidas a Austin, Texas, para este evento.
(texto extraído do encarte)

Pe. José Maurício Nunes Garcia (1767-1830, Rio de Janeiro, RJ)
01. Missa de Requiem (1816) - 1. Introitus
02. Missa de Requiem (1816) - 2. Kyrie
03. Missa de Requiem (1816) - 3. Graduale
04. Missa de Requiem (1816) - 4. Sequentia: Dies Iræ
05. Missa de Requiem (1816) - 5. Sequentia: Ingemisco
06. Missa de Requiem (1816) - 6. Sequentia: Inter Oves
07. Missa de Requiem (1816) - 7. Offertorio
08. Missa de Requiem (1816) - 8. Sanctus
09. Missa de Requiem (1816) - 9. Sanctus, Benedictus
10. Missa de Requiem (1816) - 10. Agnus Dei
11. Missa de Requiem (1816) - 11. Communio
12. Sinfonia Fúnebre (1790)

José Joaquim de Souza Negrão (Bahia, early 19th. Century)
13. Qual Manhã Serena e Clara from the cantata O Último Cântico de Davi (1817) 1. Recitative
14. Qual Manhã Serena e Clara from the cantata O Último Cântico de Davi (1817) 2. Aria

Pe. José Maurício Nunes Garcia (1767-1830, Rio de Janeiro, RJ)
15. Ninfas do Tejo Ameno from the cantata Ulissea, with choir (1809): 1. Recitativo
16. Ninfas do Tejo Ameno from the cantata Ulissea, with choir (1809): 2. Aria
17. Ninfas do Tejo Ameno from the cantata Ulissea, with choir (1809): 3. Coro final do drama

José Maurício Nunes Garcia - 2007
Americantiga Early Music Ensemble
Conductor: Ricardo Bernardes

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320 kbps - 116,7 MB - 49,6 min
powered by iTunes 9.0

Nossos agradecimentos por nos terem enviado este CD.


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Boa audição.

Avicenna

LINK REVALIDADO: Gustav Mahler (1860-1911) - Sinfonia nº 9 (CDs 15 e 16 de 16)


Aqui, na Amazon.

Atendendo aos desesperados apelos da Sociedade dos Amantes de Mahler e do fiel leitor-ouvinte Grande Sertão, faço finalmente a respostagem.

1907 foi um ano desastroso para Mahler. Em julho, seu filha “Putzi” morreu aos quatro anos. Em agosto, demitiu-se da direção da Ópera de Viena em conseqüência de longas e amargas conspirações contra ele, em grande parte de caráter anti-semita. Logo depois, sua mulher, Alma, sofreu um colapso nervoso e, num esforço para animá-la, Mahler resolveu que o casal seria examinado por médicos que descobriram uma doença cardíaca… em Mahler. Tal doença o mataria quatro anos depois.

Após um pausa de dois anos, Mahler começou a trabalhar em Das Lied von der Erde (A Canção da Terra) e a idéia de uma nona existia, mas parecia-lhe aterrorizante, pois Beethoven, Bruckner e Schubert morreram logo após suas nonas… E ela foi mesmo a última que conseguiu completar.

Na minha opinião, a nona está logo abaixo de A Canção da Terra e da Sinfonia Nº 3. É notavelmente moderna e ao final do primeiro movimento, há aquilo que Alban Berg chamou de “a morte em pessoa”. Entre as brumas e as preocupações com a morte, um Mahler constrói uma sinfonia em ruínas que parece cantar: “Era uma vez a tonalidade…”;

Gustav Mahler - Sinfonia nº 9

1 Symphony nº 9 in D - I. Andante Comodo
2 Symphony Nº 9,in D minor, II. In tempo eines gemächtlichen Ländlers. Etwas täppisch und sehr derb
3 Symphony No. 9, in D minor, III. Rondo-Burleske. Allegro assai. Sehr trotzig
4 Symphony No. 9, in D minor, IV. Adagio. Sehr langsam und noch zurückhaltend

Concertgebouw Orchestra Amsterdam
Leonard Bernstein

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PQP

Louis Marchand (1669-1732), Jacques Duphly (1715-1789), Armand-Louis Couperin (1727-1789), Claude-Bénigne Balbastre (1727-1799), Michel Corrette (1709-1795), Joseph Nicolas Pancrace Royer (1705-1755): A French Collection

Eu recomendo fortemente este grande CD de Skip Sempé. É complicado pedir coesão numa coletânea, a gente apenas pede que as músicas sejam boas e que combinem entre si, sem chocar, por exemplo, meus ouvidos que hoje foram apresentados a Lady Gaga e que por isso estão em estado de choque. O inesperado aqui é a notável qualidade das peças. Sempre uso de indulgência para com os franceses, mas na época barroca esta não é necessária. Caramba, os caras faziam grande música! Como todo bom recital, Sempé — o espetacular Sempé — finaliza o disco com uma obra capaz de fazer o mais sonolento dos ouvintes acordar e, ao final, saltar da cadeira como se tivesse uma mola na bunda para aplaudir em pé.

IM-PER-DÍ-VEL !!!!

Skip Sempé: A French Collection

1. Louis Marchand : Prélude 2:37
2. Jacques Duphly : La de Belombre (Vivement) 2:33
3. Jacques Duphly : Les Grâces (Tendrement) 5:05
4. Jacques Duphly : La Félix (Noblement) 3:06
5. Jacques Duphly : Rondeau (Tendre) 2:31
6. Louis Marchand : Chaconne 3:53
7. Armand-Louis Couperin : L’Intrépide, Rondeau (Marqué) 2:17
8. Jacques Duphly : La Forqueray, Rondeau 5:15
9. Claude-Bénigne Balbastre : La Lugéac, Giga (Allegro) 1:54
10. Jacques Duphly : Chaconne 6:26
11. Michel Corrette : Les Etoiles (Légèrement et Modérément) 2:24
12. Claude-Bénigne Balbastre : La Suzanne (Noblement et Animé / Gracieusement) 3:37
13. Joseph Nicolas Pancrace Royer : Allemande 3:37
14. Claude-Bénigne Balbastre : La d’Héricourt (Noblement, sans lenteur) 3:01
15. Claude-Bénigne Balbastre : La de Caze, Ouverture (Fièrement et Marqué) 3:26
16. Jacques Duphly : La Pothoüin, Rondeau (Modérément) 4:44
17. Joseph Nicolas Pancrace Royer : La Marche des Scythes (Fièrement) 5:37

Skip Sempé, cravo
(after 18th century French models by Bruce Kennedy [1985])

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PQP

Tasmin Little - The naked violin

Que eu me lembre, The naked violin foi o primeiro CD de música clássica lançado para ser baixado gratuitamente na internet - uma excelente experiência da violinista inglesa Tasmin Little.

Tudo que você quiser saber a respeito, está neste link aqui, mas só no link abaixo você poderá fazer o download do arquivo completo e organizado, incluindo os comentários de Little e a capa do CD.

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BAIXE AQUI

CVL

J. S. Bach (1685-1750) & F. F. Chopin (1810-1849): Os Prelúdios

Este disco duplo em versão vinil, abriu-me as portas para os Prelúdios de Bach e Chopin. Apesar de gostar muito desse álbum, demorei bastante a procurá-lo pela rede. Nesses últimos dias, lembrei dele por causa do aniversário de Chopin e comecei a “cascaviar” por aí. Encontrei o vinil em vários sites de vendas, mas nada de encontrar pra baixar, porém não desisti e continuei a busca, e pra minha surpresa, mas com uma capa bem diferente da versão em vinil, encontrei-o em cd, num desses famosos sites de vendas de novos e usados, e pra tudo ficar mais perfeito ainda, o vendedor morava na minha cidade. Dei o lance imeditamente, contactei o vendedor no mesmo instante e foi só ir buscar o disco, novíssimo e lacradinho. E para o deleite de todos, estou aqui compartilhando a minha mais nova aquisição.

A sequência lógica e meticulosamente pensada com que estes prelúdios são executados, dá um brilho diferente e mostra através desse gênero musical, a genialidade de dois compositores de estilos e épocas tão diferentes, mas que musicalmente se encaixam de forma espetacular obtendo uma incrível unidade harmônica. Não precisei nem escutar muitas vezes para me acostumar com a ideia, quase inevitável e natural, de uma peça “puxando” a outra, como se elas se completassem numa cadência perfeita.

O fato da gravação ser ao vivo e podermos ouvir tosses e outros ruídos desagradáveis, não tiram o brilhantismo do cd, pois a grande ideia do encontro e o virtuosismo dos dois renomados intérpretes brasileiros, compensam todos os pontos negativos que talvez possamos identificar na gravação desse histórico concerto ocorrido em 19 de setembro de 1981 na cidade de Nova York.

Usando o, já famoso, jargão do nosso maior colaborar e dono do blog, PQP Bach…
…este é um cd IM-PER-DÍ-VEL!

.oOo.

Bach & Chopin: Os Prelúdios

Disco 1
01 Bach: Nº 1 em Dó Maior / Chopin: Nº 1 em Dó Maior (4:14)
02 Chopin: Nº 20 em Dó Menor / Bach: Nº 2 em Dó Menor (3:08)
03 Bach: Nº 9 em Mi Maior / Chopin: Nº 9 em Mi Maior (3:17)
04 Chopin: Nº 8 em Fá Sustenido Menor / Bach: Nº 14 em Fá Sustenido Menor (2:45)
05 Bach: Nº 19 em Lá Maior / Chopin: Nº 7 em Lá Maior (2:13)
06 Chopin: Nº 2 em Lá Menor / Bach: Nº 20 em Lá Menor (2:59)
07 Bach: Nº 21 em Si Bemol Maior / Chopin: Nº 21 em Si Bemol Maior (3:28)
08 Chopin: Nº 4 em Mi Menor / Bach: Nº 10 em Mi Menor (4:50)
09 Bach: Nº 13 em Fá Sustenido Maior / Chopin: Nº 13 em Fá Sustenido Maior (6:04)
10 Chopin: Nº 22 em Sol Menor / Bach: Nº 16 em Sol Menor (3:11)
11 Bach: Nº 17 em Lá Bemol Maior / Chopin: Nº 17 em Lá Bemol Maior (4:36)
12 Bach: Nº 12 em Fá Menor / Chopin: Nº 18 em Fá Menor (3:17)

DISCO 1 - BAIXE AQUI / DOWNLOAD HERE

Disco 2
01 Bach: Nº 7 em Mi Bemol Maior / Chopin: Nº 19 em Mi Bemol Maior (6:44)
02 Chopin: Nº 14 em Mi Bemol Menor / Bach: Nº 8 em Mi Bemol Menor (5:24)
03 Bach: Nº 3 em Dó Sustenido Maior / Chopin: Nº 15 em Ré Bemol Maior (7:29)
04 Chopin: Nº 10 em Dó Sustenido Menor / Bach: Nº 4 em Dó Sustenido Menor (3:34)
05 Bach: Nº 5 em Ré Maior / Chopin: Nº 5 em Ré Maior (1:35)
06 Chopin: Nº 12 em Sol Sustenido Menor / Bach: Nº 18 em Sol Sustenido Menor (2:48)
07 Bach: Nº 15 em Sol Maior / Chopin: Nº 3 em Sol Maior (1:45)
08 Chopin: Nº 16 em Si Bemol Menor / Bach: Nº 22 em Si Bemol Menor (4:03)
09 Bach: Nº 23 em Si Maior / Chopin: Nº 10 em Si Maior (2:00)
10 Chopin: Nº 6 em Si Menor / Bach: Nº 24 em Si Menor (4:54)
11 Bach: Nº 11 em Fá Maior / Chopin: Nº 23 em Fá Maior (2:11)
12 Bach: Nº 6 em Ré Menor / Chopin: Nº 24 em Ré Menor (4:20)

DISCO 2 - BAIXE AQUI / DOWNLOAD HERE

Pianos
Bach: João Carlos Martins
Chopin: Arthur Moreira Lima

Marcelo Stravinsky

Antonio Vivaldi - Amor Sacro - Simone Kermes - Andrea Marcon - VBO

Para os pedichões de plantão, que insistem em lembrar-nos dos aniversariantes do mês, trago mais uma contribuição para o aniversário de 332 anos de Antonio Vivaldi.
Como anunciei na postagem anterior, este CD é mais uma colaboração entre a soprano Simone Kermes, aquela do Cuzzoni do PQP, e o Andrea Marcon à frente da Venice Baroque Orchestra.
Peço para os senhores ficarem de joelhos ao ouvirem esse cd e renderem graças à genialidade de Vivaldi, à voz privilegiada de Simone Kermes e ao talento do regente e da orquestra. Sim, eu sei, já trouxe estes motetos em outra gravação magnífica, mas nunca me cansarei de “In Furore”, ou dos efeitos da orquestra simulando uma tempestade em alto mar em “In Turbato Mare Irato”. São momentos únicos da história da música. É para se amedrontar mesmo com a fúria divina. Eis o comentário do editorialista da amazon:
This knockout CD of Vivaldi motets is a thrilling ride. They are scored for soprano and strings and show the wonderful variety of effects Vivaldi had at his disposal (faster, more dramatic arias use the metaphor of a ship in storm-tossed seas, searching for calm winds and safety): in other words, the same stuff he uses in his operas. But here, because these motets are religious in nature, it is the soul in flux that is wishing for God, or a saint, to guide it. Vivaldi will use the lower strings to give the feeling of menacing weather while the singer navigates through outlandishly difficult coloratura (fast runs, octave leaps, high stacatto effects); conversely, each motet also contains a slow, introspective aria which requires a long, soft vocal line. Conductor Andrea Marcon leads the superb Venice Baroque Orchestra in energetic performances, with sharp attacks and dramatic tempi choices. And the remarkable soprano Simone Kermes, with her diamond-brilliant tone and technical virtuosity, makes each of these pieces a little opera, filled with drama, pathos and simply gorgeous singing, whether high, low, loud, or soft. This is an exciting, greatly entertaining disc. –Robert Levine

Divirtam-se.

1. In furore, R.626 - 1. In furore iustissimae (Allegro)
2. In furore, R.626 - 2. Miserationum Pater (Recitativo)
3. In furore, R.626 - 3. Tunc meus fletus (Largo)
4. In furore, R.626 - 4. Alleluia (Allegro)
5. Nulla in Mundo Pax Sincera - Larghetto “Nulla in mundo pax sincera”
6. Nulla in Mundo Pax Sincera - Recitativo “Blando colore oculos mundus decepit”
7. Nulla in Mundo Pax Sincera - Allegro (Aria) “Spirat anguis inter flores”
8. Nulla in Mundo Pax Sincera - Allegro “Alleluia”
9. In turbato mare irato, RV 627 - Allegro (Aria) “In turbato mare irato”
10. In turbato mare irato, RV 627 - Recitativo “Splende serena, o lux amata”
11. In turbato mare irato, RV 627 - Largetto (Aria) “Resplende, bella divina stella”
12. In turbato mare irato, RV 627 - Allegro “Alleluia”
13. Sum in medio tempestatum, RV 632 - Allegro non molto (Aria) “Sum in medio tempestatum”
14. Sum in medio tempestatum, RV 632 - Recitativo “Quid ergo faciam, infelix anima”
15. Sum in medio tempestatum, RV 632 - Largo (Aria) “Semper maesta, sconsolata”
16. Sum in medio tempestatum, RV 632 - Allegro “Alleluia”

Simone Kermes - Soprano
Venice Baroque Orchestra
Andrea Marcon - Conductor

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FDPBach

Fryderyk Franciszek Chopin (1810-1849) - Piano Concerto n°2, op. 21, Preludes for piano, op. 28 - Pires - Previn, RPO


Pois é, de vez em quando a gente viaja na maionese. Talvez por estar no 0800 da minha operadora de celular, acabei fazendo uma tremenda confusão e postei o segundo concerto de Chopin com o link do Vivaldi. E quando fui tentar resolver a bobagem, acabei apagando a postagem. Não sei quantos perceberam o problema. De qualquer forma, aqui está o Concerto para Piano n°2, sempre com a diva Maria João Pires, mas desta vez com o André Previn à frente da Royal Philharmonic Orchestra e com o link correto.

1. Piano Concerto No. 2 in F minor, Op. 21, CT. 48: Maestoso
2. Piano Concerto No. 2 in F minor, Op. 21, CT. 48: Larghetto
3. Piano Concerto No. 2 in F minor, Op. 21, CT. 48: Allegro vivace
4. Preludes (24) for piano, Op. 28, CT. 166-189: No. 1 in C major, ‘Reunion’
5. Preludes (24) for piano, Op. 28, CT. 166-189: No. 2 in A minor, ‘Presentiment of Death’
6. Preludes (24) for piano, Op. 28, CT. 166-189: No. 3 in G major, ‘Thou art so like a flower’
7. Preludes (24) for piano, Op. 28, CT. 166-189: No. 4 in E minor, ‘Suffocation’
8. Preludes (24) for piano, Op. 28, CT. 166-189: No. 5 in D major, ‘Uncertainly’
9. Preludes (24) for piano, Op. 28, CT. 166-189: No. 6 in B minor, ‘Tolling Bells’
10. Preludes (24) for piano, Op. 28, CT. 166-189: No. 7 in A major, ‘The Polish Dance’
11. Preludes (24) for piano, Op. 28, CT. 166-189: No. 8 in F sharp minor, ‘Desparation’
12. Preludes (24) for piano, Op. 28, CT. 166-189: No. 9 in E major, ‘Vision’ Listen
13. Preludes (24) for piano, Op. 28, CT. 166-189: No. 10 in C sharp minor, ‘The Night Moth’
14. Preludes (24) for piano, Op. 28, CT. 166-189: No. 11 in B major, ‘Dragon Fly’
15. Preludes (24) for piano, Op. 28, CT. 166-189: No. 12 in G sharp minor, ‘Duel’
16. Preludes (24) for piano, Op. 28, CT. 166-189: No. 13 in F sharp major, ‘Loss’
17. Preludes (24) for piano, Op. 28, CT. 166-189: No. 14 in E flat minor, ‘Fear’
18. Preludes (24) for piano, Op. 28, CT. 166-189: No. 15 in D flat major, ‘Raindrop’
19. Preludes (24) for piano, Op. 28, CT. 166-189: No. 16 in B flat minor ‘Hades’
20. Preludes (24) for piano, Op. 28, CT. 166-189: No. 17 in A flat major, ‘A Scene on the Place de Notre Dame de Paris’

Maria João Pires - Piano
Royal Philharmonic Orchestra
André Previn - Conductor

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FDPBach

Antonio Vivaldi (1678-1741) - Amor Profano - Simone Kermes - Andrea Marcon

Se vivo fosse, Antonio VIvaldi teria completado 332 anos de idade no úlimo dia 4. Nós, colaboradores do PQP não poderíamos ficar fora das homenagens, apesar da crônica falta de tempo que nos persegue, além dos já tradicionais problemas de área técnica que tem atrapalhado bastante minha vida nos últimos meses. Além disso, eu particulamente não tenho nenhuma agenda em casa com as datas de nascimento dos compositores que admiro, mas não posso responder por nenhum dos outros colaboradores. Sempre fui péssimo com datas de aniversário. Fui lembrado dos 200 anos de Chopin graças a um artigo do Nelson Freire publicado no Estadão deste último final de semana, ou da semana passada, não lembro.  Nem imaginava, ou lembrava que Vivaldi fazia aniversário no dia 4 de março, data bem próxima de meu aniversário, por sinal. Talvez no ano que vem, eu venha a lembrar.
Adoro Vivaldi, e já deixei isso mais do que entendido nas diversas postagens que já fiz de cds com obras do padre.  Sempre estou correndo atrás de outras interpretações, pois elas oferecem outras possibilidades, que muitas vezes não enxergamos, ou melhor, ouvimos, com outros intérpretes. Devo confessar que meu intérprete favorito atualmente do padre ruivo é o Carmignola, um violinista que explora como poucos os múltiplos recursos de seu(s) Stradivarius. Já fui fá confesso, e ainda sou, das gravações de época dos conjuntos ingleses, como o English Baroque Soloists, dirigido pelo John Eliot Gardiner, ou os English Concerts do Trevor Pinnock, ou a Academy of Ancient Music, sob a direção do Christopher Hogwood. Basta pegarmos qualquer um destes intérpretes para sabermos que são sinônimos de qualidade. Também defendo com unhas e dentes o conjunto italiano “I Musici”, apesar de muitos considerarem suas interpretações já devidamente datadas. Outro conjunto italiano, “Il Giardino Armonico” é o novo queridinho dentre entre estes grupos chamados dé época, e sejamos honestos: o que eles fizeram com as Quatro Estações até então ninguém tinha feito.  A sua leitura é simplesmente brilhante.  O que quero dizer com isso é que o tempo passa, o tempo voa, e nem a poupança Bamerindus continua numa boa, MAS A MÚSICA DE VIVALDI CONTINUA A MESMA, resistindo à todos os modismos. Porque no final das contas, o que importa é a música. Músicos vêm e vão, mas a música de Vivaldi permanece eterna, seja em suas obras vocais, seja em seus concertos. Ainda dia destes, indo para o serviço, ao ligar o rádio,  fui surpreendido pelas “Quatro Estações”. E como é bom encararmos um engarrafamento ouvindo o “Outono”. Nossa cabeça se desliga do resto, do barulho dos caminhões, da poluição tanto sonora quanto visual. É um colírio para os ouvidos, eu diria.
Estes dois cds que postarei em seguida são duas pérolas, muito interessanates para se conhecer melhor a obra vocal de Vivaldi. A intérprete é a magnífica SImone Kermes, a mesma do cuzzoni da postagem anterior do PQP acompanhada por outra bela orquestra italiana especializada no barroco italiano, a “Venice Baroque Orchestra”;
Este primeiro cd traz algumas árias de óperas,e se chama ”Amor Profano”. O próximo CD, que deve vir amanhã ou domingo, é o “Amor Sacro”, com peças tiradas de oratórios e de outras obras sacras de Vivaldi.
Belo cd, com excelente intérprete e orquestra, aliados à uma música maravilhosa. O resultado só poderia ser um: IM-PER-DÍ-VEL !!!

Antonio Vivaldi (1678-1741) - Amor Profano - Simone Kermes - Andrea Marcon

01 Siam Navi All’onde Algenti (L_Olimpiade)
02 Sin Nel Placido Soggiorno (La Fede tradita e vendicata)
03 Ah, Fuggi Rapido (Orlando Furioso)
04 Non M’affligge Il Tormento Di Morte(Tito Manlio)
05 Quegl’occhi Luminosi (Semiramide)
06 Squarciami Pure Il Cuore (Il Tigrane)
07 Se In Campo Armato (Catone in Utica)
08 Sinfonia (Il Tamerlano) - Allegro
09 Sinfonia (Il Tamerlano) - Andante Molto
10 Sinfonia (Il Tamerlano) - Allegro
11 Agitata Da Due Venti (Girselda)
12 Dopo Si Rei Disastri (Tito Manlio)
13 Amato Ben, Tu Sei La Mia Speranza (La Verita in cimento)
14 Combatta Un Gentil Cor (Tito Manlio)
15 La Farfaletta Audace
16 Or Che Cinto Ho Il Crin D’alloro (Giustino)

Simone Kermes - Soprano
Venice Baroque Orchestra
Andrea Marcon - Conductor

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FDPBach

Mozart Camargo Guarnieri (1907-1993) - Concertos e Choro para violino e orquestra

Inexplicavalmente marginalizadas, as obras para violino e orquestra de Guarnieri são das poucas do gênero que realmente valem alguma coisa no repertório nacional. Graças ao Centro Cultural São Paulo e ao maestro Lutero Rodrigues, elas foram resgatadas e ganharam a primeira gravação mundial em DVD (no caso do Concerto n° 1, é a primeira gravação mundial, seja em áudio, seja em vídeo).

Se maestro Lutero estudou as obras como ninguém, mais ainda pode-se elogiar quanto ao jovem violinista Luiz Felipe, que mora atualmente na Alemanha. Realmente foi um projeto de grande envergadura, nunca feito antes no Brasil, nem mesmo com Villa-Lobos. Conheça os pormenores clicando aqui.

Seguem os comentários de Lutero Rodrigues, reproduzidos do respectivo site.

Concerto nº 1

Todos os seus temas são derivados do tema do 1º movimento, que inicia a obra. Este movimento é monotemático, pela mesma origem dos temas, mas tem um segundo tema bem definido, derivado do primeiro. Em seus comentários, Guarnieri deu, ao tema gerador, a origem “ameríndia”. O 2º movimento é monotemático. O 3º movimento tem a forma “sonata”, com dois temas: o primeiro, de caráter nordestino, e o segundo, vindo da música caipira do interior do Estado, em terças paralelas. Não há interrupção entre os movimentos da obra.

Chôro

A orquestra expõe o tema, na forma de entradas imitativas que se sucedem, até a entrada do solista. O movimento é monotemático como seu correspondente do Concerto nº 1, ou seja, o tema é desenvolvido pelo solista, como se fossem variações e, mais tarde, surge uma variação que atua como segundo tema. Depois dele, há uma verdadeira cadência para o instrumento solista, com acompanhamento orquestral, vindo em seguida a reexposição. O 2º movimento é monotemático e o 3º é bitemático, ambos de cores nordestinas. Como a obra anterior, não há interrupção entre seus movimentos.

Concerto nº 2

Como uma surpresa, a obra começa com uma grande e difícil cadência do Violino solo, em que já se ouvem alguns de seus futuros temas. Desta vez, o 1º movimento é realmente monotemático. O 2º movimento é também monotemático, mas há uma frase melódica (clarinete solo) que antecede o tema e sempre o acompanha. O 3º movimento é novamente bitemático; seu segundo tema tem caráter nordestino, enfatizado pela percussão que o acompanha. Há interrupção entre os movimentos da obra.

***

DVD Camargo Guarnieri - Três concertos e uma missão

Concerto n° 1
I. Heroico
II. Com grande calma
III. Muito alegre e ritmado

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Choro para violino e orquestra
I. Andante
II. Calmo
III. Allegro ritmado

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Concerto n° 2
I. Lento
II. Triste
III. Allegro giocoso

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Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo
Lutero Rodrigues - regente
Luiz Filipe - solista

CVL

Fryderyk Franciszek Chopin (1810-1849) - 200 Anos - Piano Concerto n°1, 04. Fantaisie in F minor, op. 49, 05. Fantaisie-Impromptu in C sharp minor, op. 66, 06. Berceuse in D flat major, op. 57 - Maria João Pires


Ah, esses concertos para piano de Chopin.. como já os ouvi! como já me comoveram nas mais diversas situações de minha vida… E ao contrário de muita gente, meu favorito é o primeiro, com sua melodia marcante e com seu romantismo exacerbado. Desde a primeira versão a que tive acesso, claro que com o bom velhinho Arthur Rubinstein, Kristian Zimerman, Martha Argerich, enfim, todos as versões que tive a oportunidade de ouvir tem suas qualidades. Inclusive esta que ora vos trago, com a portuguesa Maria João Pires. Aparentemente mais lenta que outras gravações, na verdade vejo, ou entendo, esta leitura como sendo uma releitura, uma busca nas entrelinhas, uma busca de algo que nunca foi divulgado ou revelado. Mais emotiva, mais delicada, seu dedilhado não é tão forte e decidido quanto a versão de Argerich, por exemplo, ou incisiva quanto a do então adolescente Eugeny Kissin.
Enfim, abstrações à parte, só sei que adoro este concerto, e esta gravação da Maria João Pires foi uma das que mais me comoveu, principalmente pelo Romance do segundo movimento. Tocante, emocionante, não consigo imaginar um homem tocando esse movimento com tamanha paixão e sensibilidade, com todo o respeito que tenho por Zimerman, Rubinstein, Horowitz, etc. Pensei em outras versões, inclusive a do então jovem Kristian Zimerman (procurem aí ao lado a gravação mais recente dele, é uma das minhas postagens que mais tiveram downloads, mais de 1000 até dia desses), ou a do próprio Rubinstein, mas optei pela da portuguesa mesmo. Espero que os senhores gostem. Se não gostarem, bem, que posso fazer?
Claro que considero esse CD IM-PER-DÍ-VEL !!!

Abaixo a continuação da biografia de Chopin tirada do site http://www.chopin.pl/biography_chopin.en.html

In the autumn of 1831 Chopin arrived in Paris where he met many fellow countrymen. Following the national defeat, thousands of exiles, including participants of the armed struggle, politicians, representatives of Polish culture, such as the writer Julian Ursyn Niemcewicz, Romantic poets A. Mickiewicz and Juliusz Slowacki, and the Warsaw friends of Chopin, the poets Stefan Witwicki and Bohdan Zaleski, sought refuge from the Russian occupation in a country and city which they found most friendly. Chopin made close contacts with the so-called Great Emigration, befriended its leader Prince Adam Czartoryski, and became a member of the Polish Literary Society, which he supported financially. He also attended emigré meetings, played at charity concerts held for poor emigrés, and organised similar events. In Paris, his reputation as an artist grew rapidly. Letters of recommendation which the composer brought from Vienna allowed him immediately to join the local musical milieu, which welcomed him cordially. Chopin became the friend of Liszt, Mendelssohn, Ferdinand Hiller, Berlioz and Auguste Franchomme. Later on, in 1835, in Leipzig, he also met Schumann who held his works in great esteem and wrote enthusiastic articles about the Polish composer. Upon hearing the performance of the unknown arrival from Warsaw, the great pianist Friedrich Kalkbrenner, called the king of the piano, organised a concert for Chopin which took place on the 26th of February 1832 in the Salle Pleyel. The ensuing success was enormous, and he quickly became a famous musician, renowned throughout Paris. This rise to fame aroused the interest of publishers and by the summer of 1832, Chopin had signed a contract with the leading Parisian publishing firm of Schlesinger. At the same time, his compositions were published in Leipzig by Probst, and then Breitkopf, and in London by Wessel.
The most important source of Chopin’s income in Paris was, however, from giving lessons. He became a popular teacher among the Polish and French aristocracy and Parisian salons were his favourite place for performances. As a pianist, Chopin was ranked among the greatest artists of his epoch, such as Kalkbrenner, Liszt, Thalberg and Herz, but, in contrast to them, he disliked public performances and appeared rarely and rather unwillingly. In a friendly, intimate group of listeners he disclosed supreme artistry and the full scale of his pianistic and expressive talents.

Fryderyk Franciszek Chopin - Piano Concerto n°1, 04. Fantaisie in F minor, op. 49, 05. Fantaisie-Impromptu in C sharp minor, op. 66, 06. Berceuse in D flat major, op. 57

01. Piano Concerto n°1 1. Allegro maestoso. Risoluto
02. 2. Romance. Larghetto
03. 3. Rondo. Vivace
04. Fantaisie in F minor, op. 49
05. Fantaisie-Impromptu in C sharp minor, op. 66
06. Berceuse in D flat major, op. 57

Maria João Pires - Piano

Chamber Orchestra of Europe

Emmanuel Krivine - Conductor

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FDPBach

G. F. Handel (1685-1759): La Diva - Árias para Cuzzoni

Então, você chega ao PQP Bach e lê: árias para Cuzzoni, de Händel. Não, não pode ser! Esses caras estão de brincadeira! Não, nada de brincadeiras — você adorará as árias para Cuzzoni.

Na verdade, talvez eu devesse escrever: Árias compostas por George Friderich Händel para Francesca Cuzzoni. Francesca foi uma superdiva que juntou-se em 1718 ao London’s Royal Academy of Music. Cuzzoni era tão boa cantora que Händel escrevia coisas cada vez maiores e mais difíceis a fim de analisar suas possibilidades. Mas não pensem que Händel gostava de Cuzzoni. Como toda diva, ela era insuportável a ponto de Händel ter ameaçado lançá-la pela janela, se não cooperasse. A fama de Cuzzoni é atestada pelo grande volume de histórias que sobre ela que chegaram a nós. Ela tinha um ciúme doentio de uma diva rival, Faustina Bordoni, e dizem que costumava desmaiar se ouvisse tal nome. Como era de esperar, Cuzzoni despertou paixões em seu tempo. Ainda hoje… Bem, deixa pra lá.

Simone Kermes tem bela voz e seu Cuzzoni é magnífico.

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Georg Friedrich Händel - La Diva - Árias para Cuzzoni
1) Scipione: Scoglio d’immota fronte [5:05]
2) Giulio Cesare: V’adoro pupille [4:39]
3) Giulio Cesare: Piangerò [7:02]
4) Giulio Cesare: Se pietà di me non senti [9:47]
5) Alessandro: No, più soffrir non voglio [4:01]
6) Rodelinda: Ombre, piante (1st Version) [2:24]
7) Rodelinda: Ahi perché, giusto ciel (1st Version) [6:55]
8. Siroe: Or mi perdo di speranza [4:10]
9) Siroe: Mi lagnerò tacendo [6:46]
10) Siroe: Torrente cresciuto [4:19]
11) Tolomeo: Fonti amiche [5:00]
12) Flavio: Amante stravagante [3:36]
13) Riccardo primo: Morte vieni [2:45]
14) Admeto: Io ti bacio [3:15]

Simone Kermes
Lautten Compagney
Wolfgang Katschner

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PQP

Fryderyk Franciszek Chopin - 200 Anos: Valsas Completas (UPLOAD REFEITO COM A QUALIDADE DE 320 KBPS)

As Valsas de Chopin são, em geral, pequenas peças no tradicional compasso ternário, porém diferente das valsas vienenses, não foram feitas para ser dançadas e sim, como peças de concerto.

Chopin compôs sua série de valsas durante todo o período de sua vida, mas apenas 8 foram publicadas ainda em vida pelo compositor polonês, recebendo assim um número de Opus. Outras 5 foram publicadas uma década após a morte do compositor como Opus Póstuma, também recebendo uma numeração. Mais tarde 7 seriam publicadas sem nenhuma numeração de Opus, porém dessas, uma é considerada duvidosa e uma outra não é considerada uma valsa, totalizando 19 (levando-se em conta a valsa duvidosa). Há ainda 2 valsas de propriedades particulares (possivelmente extraviadas), 6 destruídas, 3 perdidas e 5 citadas em provas documentais, porém não consideradas existentes. É provável que o número de 14 valsas seja mais familiar aos leitores: vide postagem das Valsas por Rubinstein.

A interpretação fica a cargo do renomado pianista vietnamita, Dang Thai Son, que ficou famoso como único asiático a vencer o Concurso Frederic Chopin, realizado em Varsóvia em 1980, concorrendo com o também famoso Ivo Pogorelich. Um fato interessante desse concurso, ocorreu quando da eliminação prematura de Pogorelich ainda na terceira fase. Martha Argerich, que era jurada do concurso, abandonou o juri em protesto a eliminação, na sua opinião, injusta, de Pogorelich.

Uma ótima audição!

.oOo.

Chopin: Valsas Completas

01. “Grande Valse Brillante” in E flat major OP. 18
02. “Valse Brillante” in A flat major OP. 34-1
03. “Valse Brillante” in A minor OP. 34-2
04. “Valse Brillante” in F major OP. 34-3
05. “Grande Valse” in A flat major OP. 42
06. “Petit chien” or “Minute” in D flat major OP. 64-1
07. In C sharp minor OP. 64-2
08. In A flat major OP. 64-3
09. “L’Adieu” In A flat major OP. 69-1
10. In B minor OP. 69-2
11. In G flat major OP. 70-1
12. In F minor OP. 70-2
13. In D flat major OP. 70-3
14. In A flat major OP. POSTH
15. In E major OP. POSTH
16. In E minor OP. POSTH
17. In A minor OP. POSTH
18. In E flat major OP. POSTH
19. In E flat major OP. POSTH

Dang Thai Son, Piano

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Marcelo Stravinsky

F. J. Haydn (1732-1809): Sinfonias Nº 26, 52, 53 e de 82 a 92

(Post copiado do blog de Milton Ribeiro).

A série de livros de “Manual do Blefador” (Ediouro) dá dicas a pessoas que não querem passar vergonha entre entendidos. Há vários desses livrinhos: sobre música, vinhos, literatura, arte moderna, filosofia, teatro, etc. Eles são ótimos, engraçadíssimos, como demonstra este verbete sobre Haydn:

Haydn.

O pai da sinfonia. Ao contrário do normal, ninguém soube quem foi sua mãe. Haydn decidiu que as sinfonias deviam ter princípio, meio e fim, primeiros movimentos nas sonatas, nas missas e nos trios. Beethoven, em seu estilo grosseiro, desconsiderou e estragou esse belo modelo convencional.

O sentimento geral é de que Haydn podia ser tão bom quanto Mozart se não tivesse sido tão incuravelmente feliz durante a vida. Esse espírito de contentamento insinuou-se por toda sua música e diluiu-se. As últimas sinfonias foram compostas em Londres para ganhar dinheiro vivo, e a sombra do contrato que pairava sobre ele acrescentou-lhe aquela pitadinha de desgraça que tanto lhe faltara antes. Talvez somente um homem verdadeiramente sem coração poderia ter composto algo tão assombrosamente feliz quanto o final da Sinfonia Nº 88.

Existem muitas e muitas sinfonias que praticamente não são tocadas e que você pode considerar suas favoritas, mas o excelente comentário sobre Haydn é afirmar que o melhor de suas músicas foram as missas — e não haverá necessidade de falar sobre isso.

Peter Gammond — Manual do Blefador: Música

Sobre estes 5 extraordinários CDs, o texto da Musicweb International:

Look at the catalogue of Haydn’s compositions under the headings of the forms in which he composed most frequently, such as the symphony and string quartet, and the temptation is to think that a formula is involved. Not so, of course, since beneath the sometimes bland titles featuring numbers and keys there lurks the most wonderful music.

It is a tribute to Sigiswald Kuijken and his two orchestras that Haydn’s range and personality come across so strongly in this attractive 5CD set. Take the first disc, for example. The orchestra is the smaller of the two ensembles, La Petite Bande, the music the earliest among the collection. There are two emotionally charged Sturm und Drang (Storm and Stress) symphonies, Nos. 26 and 52, and one - No. 53 - which has an atmosphere of celebration.

These characteristics are the starting point for Kuijken’s interpretations, and he is supported by the dedicated playing of his players (as he is too when the other orchestra (the Orchestra of the Age of Enlightenment) is involved). The music of these three symphonies from the 1770s is strongly projected and carefully prepared, with tempi and phrasing which consistently allow for details to be heard while the line of musical continuity is maintained. If there is a caveat, applying to these three symphonies rather than the later ones, it is that the quality of the string sound may not appeal to all tastes. The string body is relatively small (why can’t we be told how many players there are?) and the sound is neither comfortable nor particularly pleasing. There is nothing unintentional about this, it is merely a reflection of the sound of these musicians’ gut strings.

In the later Symphonies played by this ensemble (Nos. 88-92) the string body seems more substantial, or at least the recorded perspective is more sensitive to string sound, and the issue recedes in importance. Indeed, these are highly successful interpretations of works which are frequently neglected, coming as they do in between the celebrated sets written for Paris and London. Kuijken’s performances are ever alert, keenly shaped and phrased, with no lack of excitement. Symphony No. 91, hardly the best known among Haydn’s works, emerges as a real masterpiece, with a substantial first movement involving a highly effective relationship between Largo introduction and sonata form Allegro. The set is worth acquiring for the performance of this symphony alone!

However, there are also two discs dedicated to the great Paris Symphonies that Haydn composed for Count D’Ogny in the mid-1780s. These were designed for a large and talented ensemble, and the atmospheric, clear and balanced sound achieved by the recording engineers allows for plenty of impact whenever it is required.

Kuijken directs spirited performances of the Paris Symphonies. The opening movement of Symphony No. 83 (The Hen) is particularly successful. The music is crisply articulated at the same time as being sensitively phrased. The orchestral playing is really first class, with a pleasing string tone which still achieves bite when the rhythms demand it. Could there be a better example of what Haydn meant by ‘Allegro spiritoso’?

If the performance of this symphony has special qualities, the other Paris symphonies are not far behind either. Each of them communicates its own special personality. For instance, in Kuijken’s hands the somewhat neglected Symphony No. 84 in E flat has a thoughtful, almost introspective air in the outer movements, whereas the minuet is lively and strongly accented.

Keyboard continuos in the Paris performances are present but very discrete and unobtrusive; perhaps this is something of a surprise, though it is not a problem. The string band numbers some 25 players, and generates sufficient body of sound to provide a suitable warmth of expression whenever Haydn calls for it. Likewise woodwinds, brass and timpani acquit themselves with distinction, helped by the clarity of the recorded sound.

Caveats are few indeed. One is the tempo chosen for the Allegretto movement of Symphony No. 85 (La Reine), which is surely too slow and would be more safely described as an Andante, which Haydn presumably did not want.

At its attractive price this collection has a clear appeal. Above all it is a valuable addition to the Haydn discography because the performances consistently do justice to the master’s inventiveness and succeed in confirming his greatness.

IM-PER-DÍ-VEL !!!!

Haydn: Sinfonias Nº 26, 52, 53 e de 82 a 92

CD 1
Symphony No. 26 in D minor (’Lamentatione’), H. 1/26
1. I. Allegro con spirito
2. II. Adagio
3. III. Menuet & trio
Symphony No. 52 in C minor, H. 1/52
4. I. Allegro con brio
5. II. Andante
6. III. Menuetto (Allegro) & trio
7. IV. Finale: Presto
Symphony No. 53 in D major (’L'Impériale’/'Festino’), H. 1/53
8. I. Largo maestoso - Vivace
9. II. Andante
10. III. Menuetto & trio
11. IV. Finale: Capriccio - Moderato

CD 2
Symphony No. 82 in C major (’The Bear’), H. 1/82
1. I. Vivace assai
2. II. Allegretto
3. III. Menuet - Trio
4. IV. Finale: Vivace
Symphony No. 83 in G minor (’The Hen’), H. 1/83
5. I. Allegro spiritoso
6. II. Andante
7. III. Menuet: Allegretto - Trio
8. IV. Finale: Vivace
Symphony No. 84 in E flat major (’In Nomine Domini’), H. 1/84
9. I. Largo - Allegro
10. II. Andante
11. III. Menuet: Allegretto - Trio
12. IV. Finale: Vivace

CD 3
Symphony No. 85 in B flat major (’La Reine’), H. 1/85
1. I. Adagio - Vivace
2. II. Romance: Allegretto
3. III. Menuetto: Allegretto - Trio
4. IV. Finale: Presto
Symphony No. 86 in D major, H. 1/86
5. I. Adagio - Allegro spiritoso
6. II. Capriccio: Largo
7. III. Menuet: Allegretto - Trio
8. IV. Finale: Allegro con spirito
Symphony No. 87 in A major, H. 1/87
9. I. Vivace
10. II. Adagio
11. III. Menuet - Trio
12. IV. Finale: Vivace

CD 4
Symphony No. 88 in G major (’Letter V’), H. 1/88
1. I. Adagio - Allegro
2. II. Largo
3. III. Allegretto
4. IV. Allegro con spirito
Symphony No. 89 in F major (’Letter W’), H. 1/89
5. I. Vivace
6. II. Andante con moto
7. III. Menuet
8. IV. Vivace assai
Symphony No. 92 in G major (’Oxford’/'Letter Q’), H. 1/92
9. I. Adagio - Allegro spiritoso
10. II. Adagio
11. III. Allegretto
12. IV. Presto

CD 5
Symphony No. 90 in C major (’Letter R’), H. 1/90
1. I. Adagio - Allegro assai
2. II. Andante
3. III. Menuet
4. IV. Allegro assai
Symphony No. 91 in E flat major (’Letter T’), H. 1/91
5. I. Largo - Allegro assai
6. II. Andante
7. III. Menuet
8. IV. Vivace

Sigiswald Kuijken
Orchestra of the Age of Enlightenment
La Petite Bande

Total playing time: 348:38
Recorded 1988-91 | Released 2002

Recording:
1988-91, Haarlem, The Netherlands | London

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