Ludwig van Beethoven (1770-1827) - Sinfonia nº 9, em D Menor, op.125
Em minha busca do Santo Graal das versões disponíveis e indisponíveis no mercado da Sinfonia nº 9 de Beethoven, trago uma séria concorrente para ocupar tal posto: eis então a já tão comentada em minha postagem anterior, versão da 9ª SInfonia de Beethoven na elogiada versão de Ferenc Fricsay à frente da FIlarmônica de Berlim. Repetindo as palavras do mano PQP, é música para se ouvir de joelhos, ainda mais com um timaço de solistas como esses, se destacando o então jovem Dietrich Fischer-Dieskau, um dos maiores barítonos do século XX, além de um Ferenc Fricsay inspiradíssimo.
Ah, já ia esquecendo de agradecer à gentileza da nossa colega Laís Vogel, que disponibilizou o link,
Ludwig van Beethoven - Sinfonia nº 9, em D Menor, op. 125
1 - Alegro ma non troppo, un poco maestoso
2 - Molto vivace
3 - Adagio molto e cantabile
4 - Presto - Presto Assai - “O Freunde, nicht diese Töne”
Irmgard Seefried - Soprano
Maureen Forrester - Contralto
Ernst Haefigler - Tenor
Dietrich Fischer-Dieskau - Barítono
Chor der St. Hedwigs-Katedrale
Berliner Philharmoniker
Ferenc Fricsay - Direktor
(LINK CORRIGIDO)
FDP Bach

dezembro 2nd, 2008 às 1:13
Essa nona nao é brincadeira!
dezembro 2nd, 2008 às 2:08
Agradeço, sinceramente, ao FDP e a Laís por essa gravação maravilhosa.
FDP, será que você consegue alguma gravação da Nona Sinfonia pelo Klemperer?
dezembro 2nd, 2008 às 7:53
Não sabia que Fricsay era capaz disso. Extraordinário!
Eu o conhecia das gravações de Bartók com Géza Anda. São o máximo. Desconhecia o resto, vou procurar mais coisas.
Agradeço ao FDP por ter nos mostrado essa gravação efetivamente notável.
Abraços.
dezembro 2nd, 2008 às 8:06
De fato, como dito pela Laís, essa gravação prima pela precisão e equilíbrio. Especialmente esse último. Porém, achei o “Molto Vivace”, “Molto Moderato”. Poderia ser um tantinho mais impetuoso.
dezembro 2nd, 2008 às 10:42
Nossa!
Que super seleção!
Irmgard Seefried! M. Forrester! E. Haefigler! D. Fisher-Diskau! …solistas incríveis em tudo o que fazem!
O Coro da Catedral de St. Hedwigs e Filarmônica de Berlim …é preciso comentar?
E todo esse time, comandado por Ferenc Fricsay. …mais alguma coisa?
É, Laís! Essa turma, toda junta e mais à Nona, não é de brincadeira mesmo!!
Parabéns, Laís!
Parabéns FDP!
Parabéns a todos nós!
Um grande abraço!
Edson
dezembro 2nd, 2008 às 12:48
PQP, se você se interessar, tenho do Fricsay a “Grande Missa em Dó menor” K427, de Mozart já postada aqui no Blog em outra interpretação!
dezembro 2nd, 2008 às 16:53
Eu não conhecia essa interpretação. Ouvi uma vez, apenas, e gostei muito, muito. Mas, não sei por que, a do Bohm ainda me soa mais, não sei, intensa. Será que é pela primeira audição?
dezembro 2nd, 2008 às 22:51
ué? o arquivo foi removido?
desde ontem não conseguia baixar e agora que vim para casa cheio de expectativa, vejo que o arquivo não está mais lá…será repostado?
abraço,
rodrigo
dezembro 2nd, 2008 às 23:41
Tentei baixar esse arquivo e fui alertado que o mesmo foi removido do servidor … snif
Será que alguém pode me dizer como posso baixar o mesmo ?
Grato
Zig
dezembro 3rd, 2008 às 1:06
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The uploader has removed this file from the server.
dezembro 3rd, 2008 às 7:20
Ué… na verdade, usei o mesmo link que a Laís tinha me passado.. sei lá o que houve.. vou subir para o rapidshare na minha conta.. aí saberei que não vou ter maiores problema.
dezembro 3rd, 2008 às 7:53
Discordo em parte da LAIS VOGEL quando a mesma fala que esta versão prima pelo equilíbrio. De fato, se tomarmos cada movimento individualmente há sim muito equilíbrio. O grande problema que eu vejo, e devo salientar que não entendo absolutamente nada de técnica musical, é quando as peças se juntam. FDP Bach disse uma coisa muito interessante sobre a melhor interpretação do concerto nº 2 de Brahms. Seu ouvido, ou seu cérebro, acostumara-se tanto com uma determinada passagem, na interpretação de KOVACEVICH, que ele acabou por não aceitar outra imagem dela. Conseqüentemente, como esse pianista foi o único a “acertar” essa passagem, naturalmente acertou todas as outras. Então, esta versão será seu modelo ideal. Isso acontece não porque KOVACEVICH é o melhor dos pianistas, ou quem mais entende de Brahms, mas simplesmente porque foi a única versão que FDP teve durante muitos anos. E, escutando tanto assim a mesma coisa, sentia cada momento da peça como sendo o melhor possível para ela. Quem desde o princípio acostumou-se a ouvir as sonatas de Beethoven com ARRAU ou BARENBOIM dificilmente assimilará com facilidade GULDA ou BACKHAUS. Assim, quem conheceu a nona pela primeira vez com FURTWANGLER, e se acostumou a ela, achará TOSCANINI estranho.
Quebrar esse tipo de amarra talvez seja um dos nossos maiores desafios, nós que somos amantes da música clássica. Habituei-me tanto com o Concerto para violino de Beethoven com PERVOMAISKY e ADRIAN BOULT que passei a amá-lo acima de qualquer outra composição. Custou-me anos para reconhecer que existem outras versões melhores.
A nona sinfonia é uma obra que eu dificilmente escuto, simplesmente porque acho que Beethoven tem obras boas demais, mais do que qualquer outro compositor. Ficar escutando essa obra, que todo mundo fala e ouve incansavelmente é, de certa forma, “perda de tempo” (com muitas aspas). A experiência que tive ouvindo a integral de suas sonatas com mais de quinze pianistas diferentes, a ponto de escolher a melhor versão para cada uma das 32 foi trinta e duas vezes mais gratificante. Para desespero de alguns amigos desse blog, POLLINI só ganhou com a HAMMEKLAVIER, mas isso é opinião pessoal, só interessa a mim. Beethoven é um universo a ser desvendado.
Meu Beethoven ideal precisa ter impacto. Nos allegro a força. Nos adágios precisa tocar meu coração. Dos três movimentos instrumentais dessa sinfonia, considero o primeiro o mais importante. Costumo me aborrecer com muitos regentes justamente nessa parte. Dificilmente alguém acerta o ponto. O ponto que eu gosto, claro. Esse movimento é meio misterioso, interrogativo, de uma carga emocional intensa e impactante. GARDINER o toca rápido demais, descaracterizando-o. FRICSAY, com força e expressão, mas lento. ERICH LEINSDORF e sua BOSTON SYMPHONY são outra história.
Essa versão de FRICSAY é sim uma das melhores, mas não me satisfaz inteiramente. Ele acerta nos movimentos pares (considere as quarta e quinta partes um movimento só). Mas “erra” também no terceiro. Talvez, se este fosse de BRAHMS ficasse ótimo assim. LEINSDORF é muito mais cantabile, as melodias estão mais realçadas.
Tiro meu chapéu também para o último movimento. FRICSAY escolheu um grupo de solistas muito bom, melhor inclusive que o de LEINSDORF, mas a massa coral deste o supera. FRICSAY atingiu o ponto expressivo da obra, igualando-se a LEINSDORF. É difícil dizer qual o melhor. Mesmo que um dia eu chegue a preferir FRICSAY para o quarto movimento, a diferença é muito pequena. Ambos me realizam plenamente. No conjunto da obra, no entanto, Incontestavelmente ERICH LEINSDORF e sua BOSTON SYMPHONY têm a melhor versão, muito mais beethoveniana
dezembro 3rd, 2008 às 20:35
A quem interessar possa: Já que o assunto é a Nona (Mamma mia)… coloco a disposição de quem desejar, as seguintes versões:André Cluytens,George Szell,Schuricht,Mackerras, Barenboim,Harnoncourt, Gardiner,Hogwood, Pletnev, Colin Davis,Toscanini,Böhm, Bernstein(2),Karajan(2),Herreweghe,Furtwängler,Klemperer, Solti
Se não for pedir demais…cada um poderia eleger a sua favorita e, em poucas palavras, justificar sua escolha?…
Karajan tem sido unanimidade para o pior(atentem para Nelson Rodrigues)…muito “pasteurizado”; “viva o tecnicismo, abaixo o sentimento”…”quando gravou Beethoven ele estava num péssimo dia”… etc…Fricsay está quase ao mesmo nível de Furtwängler, Berstein, Böhm e Klemperer (não necessariamente nessa ordem)…
Com os distintos cavalheiros e damas, a palavra…..
dezembro 4th, 2008 às 11:13
Será possível que ninguém aqui, nem mesmo tu, oh SAAVEDRA, conhece a imbatível versão de LEINSDORF???? Meu voto já tá dado.
Saavedra Reply:
dezembro 4th, 2008 at 17:20
Confesso que daria tudo que sei sobre Beethoven pela metade do que não sei…mas, sou um garimpador de raridades e afirmo:já tenho a versão com Leinsdorf em minha alça de mira….assim que localizá-la, mando notícias…isso pode durar décadas … grato pelo voto
dezembro 4th, 2008 às 12:21
reconheço meu desconhecimento desta gravação do Leinsdorf, mas gostei de todas as gravações já ouvi dele.
dezembro 4th, 2008 às 16:23
Saavedra, qual a gravação do Klemperer vc tem? Poderia dizer os interprétes? A do Szell me interessou: sendo um dos meus regentes preferidos, gostaria de conhecer a Nona regida por ele.
Saavedra Reply:
dezembro 4th, 2008 at 17:14
Caro amigo Sander:A versão que possuo de Klemperer é a que se segue (mp-3):
Aase Nordmo Lövberg, soprano - Christa Ludwig, mezzo
Waldemar Kmentt, tenor - Hans Hotter, barítono
Philharmonia Orchestra & Philharmonia Chorus - Otto Klemperer, director
George Szell - Performed by Cleveland Orchestra
with Richard Lewis - tenor, Jane Hobson – mezzo-soprano, Donaldson Bell - baritone, Adele Addison - soprano
Teria imenso prazer em disponibilizá-las (o cd de Klemperer possui uma capa roxa - caixão de defunto de ótimo gosto)mas confesso-lhe, a música te faz refém já no primeiro acorde…O problema grave,mas contornável,é que sou analfabeto de pai e mãe em postagens pela net…se tiver paciência, posso tentar…
Sander Reply:
dezembro 4th, 2008 at 20:17
Caro Saavedra, obrigado por responder. Essa gravação do Klemperer eu tenho. Quis saber qual era, pois se não me engano ele fez outro registro com a Elizabeth S. a frente da mesma Philharmonia. Fiquei curioso para saber qual era.
A do Szell me interessa. Não tenha pressa, amigo. Não estou precisando imediatamente. Assim que vc puder, vc disponibiliza o link aqui, ou me manda o arquivo por mail.
Grato desde já.
dezembro 5th, 2008 às 22:01
Olá pessoal…quem deseja um Furtwängler, aqui vai o link:
http://avaxhome.ws/music/classical/Beethoven_Symphony_9_Furtwangler_BF.html
Beethoven: Symphony no 9 / Furtwängler, Bayreuth Festival
Classical | APE, CUE | 1 CD, Covers | 338 Mb | TT: 74:04 min
Date: Mar 25, 2008
Performers
Elisabeth Schwarzkopf (Soprano)
Otto Edelmann (Bass)
Hans Hopf (Tenor)
Elisabeth Höngen (Alto)
Conductor
Wilhelm
Ensembles
Bayreuth Festival Chorus
Bayreuth Festival Orchestra
setembro 15th, 2009 às 13:08
Os links para as sinfônias de Beethoven com Karajan sumiram. Seria possivel postar as 9 sinfonias com Nicholas Harnouncourt?
setembro 15th, 2009 às 18:49
Siegfried, as sinfonias com o Harnoncourt já foram postadas em outra ocasião por mim mesmo, porém tivemos problemas com o rapidshare, e acabamos perdendo aquela conta antiga. Infelizmente, no momento, não tenho como postar esta série, quem sabe mais para a frente.
setembro 15th, 2009 às 19:02
siegfried, ignore a mensagem acima. Os links das sinfonias de Beethoven com o Harnoncourt estão Ok. Basta procurar em Beethoven nas categorias ai ao lado, e ir direto à página 5.
dezembro 28th, 2009 às 19:59
eu acho que essa nona é brincadeira hein. mas como brinca…