O Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga de Juiz de Fora, MG, chega ao seu 21° ano. Ao longo destas duas décadas, o evento marcou a agenda musical brasileira com uma celebração da arte durante 15 dias, sempre em julho. Nesta trajetória, promoveu cerca de 800 concertos, sempre gratuitos, unindo centenas de milhares de espectadores e milhares de artistas.

Desta festa da música têm participado as mais importantes orquestras brasileiras, além de músicos e grupos destacados no exterior na interpretação historicamente correta do acervo colonial e antigo.

Com o vasto acervo produzido de CDs, livros e DVD, trazendo à luz exemplos das composições dos séculos XVII e XVIII – algumas em primeira execução contemporânea – o evento provocou profunda mudança no cenário da cultura nacional e tem dado a um público diversificado e crescente acesso a um tipo de produção que poderia ficar restrita a iniciados. Este ano, mais uma vez, a Orquestra Barroca do Festival faz o registro, com instrumentos de época, do barroco europeu e de nossa música antiga.

Em paralelo ao esforço de popularização e formação de público, o Festival investiu na pesquisa acadêmica com a realização do Encontro de Musicologia Histórica.

O encontro é o maior evento brasileiro do gênero em número de edições bienais, número de trabalhos apresentados e impressos e duração temporal. Este ano, o Pró-Música lança os Anais do 8° encontro e prepara um novo passo com a reformatação do projeto para 2011.

Nesta 21ª edição, é retomada a parceria com o Consulado Francês – Culturesfrance, com a participação de professores. Também a Faculdade de Música da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) participa do quadro de cursos com três professores.

Premiado com as mais significativas distinções da cultura brasileira, o Festival é reconhecido como bem imaterial pela cidade de Juiz de Fora (MG), onde se realiza numa promoção do Centro Cultural Pró-Música. (http://www.promusica.org.br)

A presente postagem é um registro histórico do 3º Festival e do primeiro CD publicado pelo Festival, em 1992.

José Joaquim Emerico Lobo de Mesquita (Vila do Príncipe, 1746- Rio de Janeiro, 1805)
Orquestra e Coral do III Festival, regente Sérgio Dias
Coro preparado por Júlio Moretzsohn
01. Missa Em Mi Bemol Maior 1. Kyrie - Largo
02. Missa Em Mi Bemol Maior 2. Kyrie - Allegro
03. Missa Em Mi Bemol Maior 3. Kyrie - Andante Moderato
04. Missa Em Mi Bemol Maior 4. Kyrie - Largo
05. Missa Em Mi Bemol Maior 5. Gloria - Allegro Molto
06. Missa Em Mi Bemol Maior 6. Laudamos - Andante
07. Missa Em Mi Bemol Maior 7. Gratias - Largo
08. Missa Em Mi Bemol Maior 8. Domine Deus - Allegro
09. Missa Em Mi Bemol Maior 9. Qui Tollis - Largo
10. Missa Em Mi Bemol Maior 10. Suscipe - Andante
11. Missa Em Mi Bemol Maior 11. Qui Sedes - Largo
12. Missa Em Mi Bemol Maior 12. Qui Sedes - Andante
13. Missa Em Mi Bemol Maior 13. Quoniam - Andante
14. Missa Em Mi Bemol Maior 14. Cum Sancto Spiritu - Largo
15. Missa Em Mi Bemol Maior 15. Cum Sancto Spiritu - Allegro

Orquestra e Coral Pro-Música de Juiz de Fora, regente Nélson Nilo Hack
16. Credo 1. Credo
17. Credo 2. Et Incarnatus
18. Credo 3. Passus
19. Credo 4. Et Resurrexit
20. Credo 5. Confiteor
21. Credo 6. Sanctus
22. Credo 7. Hosana Benedictus, Hosana
23. Credo 8. Agnus Dei

III Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga - 1992

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Boa audição.

Avicenna