“Esse negócio de vir inspiração não existe em mim - eu nasci inspirado, já. Ou eu… ou eu faço a coisa ou eu não… ou faço uma boa coisa, ou faço uma porcaria”.

Villa

Esse aforismo, dito de modo afobado, resume como era o processo criativo de Villa-Lobos: as ideias vinham à cabeça dele e iam direto pra pauta.

Eu queria escrever algo bem bacana pra preencher este post, mas justamente não me veio inspiração… Acabei achando o texto abaixo - de um dos visitantes do PQP Bach -, que vai ser publicado nos programas dos concertos do Virtuosi 2009, festival que pretendo assistir se eu estiver viajando pelo Nordeste mês que vem.

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Heitor Villa-Lobos (1887-1959)

Villa-Lobos partiu, há 50 anos, para o Éden da música brasileira – cumprindo a missão de esperar a chegada de Pixinguinha, Gonzagão e Tom Jobim – e depois disso integrou-se ao Éter, encontrando-se com Deus-Bach, Mozart-Filho e Beethoven-Santo. Na existência terrena, foi um compositor que fez uma orquestra soar como um trem, uma voz de mulher acalantar sem falar uma sílaba e um violão choroso complicar os dedos do violonista mais douto. Conseguiu casar uma bateria de escola de samba com violinos e trompetes, transformar um fino pianista polonês em caloroso amigo e ensinar um filósofo e ornitólogo francês a escrever o canto dos passarinhos. Villa-Lobos fez de besta falsos letrados europeus, ao narrar ficções melhores que as aventuras de Lawrence da Arábia, sonhou em botar toda uma nação pra cantar e viu nela a forma de um coração. Idealizou um índio melhor do que José de Alencar, conquistou os Estados Unidos sem precisar ter aprendido inglês e resumiu o folclore tão bem quanto Câmara Cascudo. Na verdade, nem crentes nem descrentes sabemos do Villa no outro plano, mas para os que o admiram, ele sempre parece estar jogando bilhar, de charuto, falando altivamente e retocando uma partitura entre uma tacada e outra, em meio a um monte de crianças.

Carlos Eduardo Amaral

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Este é o primeiro dos presentes que postaremos hoje em memória do Villa, pelos seus 50 anos de falecimento. Aproveitem as raridades. Hoje, só as inéditas.

E nos próximos três dias (18 a 20), faremos o reload dos outros 45 álbuns dele disponibilizados até aqui.

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Symphony #4
1. Allegro impetuoso
2. Andantino
3. Andante
4. Lento - Allegro

Cello concerto #2
5. Allegro non troppo
6. Molto andante cantabile
7. Scherzo: Vivace
8. Allegro energico

9. Amazonas

# Performer: Andres Diaz
# Orchestra: Simón Bolívar Symphony Orchestra of Venezuela
# Conductor: Enrique Arturo Diemecke

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CVL