François Couperin (1668-1733) et alii, Leçons de Ténèbres, René Jacobs & Concerto Vocale
abr.10, 2007 em
Couperin

Para o ouvinte de música clássica, François Couperin será nome de pouca-valia - algumas peças bonitas para cravo… - se exceptuarmos o brilhantismo, a genialidade destas leçons, destinadas a celebrar, de uma forma lírica, dramática, a Paixão.
Aqui reside a substancial diferença entre a celebração da paixão de Bach e a feita por Couperin: Bach faz uma música que exalta os eventos vividos na (e com) a Paixão, enquanto que Couperin sublima a música ao serviço da teatralidade da mesma.
(P.Q.P Bach cortará a goela, certamente, a Clara Schumann, devido ao despautério desta, but who cares, right?…)
Resta, ainda, fazer um pequeno excurso sobre a interpretação das leçons feitas pelo Concerto vocale, liderado pelo contra-tenor René Jacobs… Sim, eu sei que há Alfred Deller - um assomo de espiritualidade vocal!, Jordi Savall, Montserrat Figueras e Marie-Christine Kiher…
Talvez o presente cd não represente mais do que uma idiossincracia de Clara Schumann, legando o ambiente musical do séc.XVII.
Aqui reside a substancial diferença entre a celebração da paixão de Bach e a feita por Couperin: Bach faz uma música que exalta os eventos vividos na (e com) a Paixão, enquanto que Couperin sublima a música ao serviço da teatralidade da mesma.
(P.Q.P Bach cortará a goela, certamente, a Clara Schumann, devido ao despautério desta, but who cares, right?…)
Resta, ainda, fazer um pequeno excurso sobre a interpretação das leçons feitas pelo Concerto vocale, liderado pelo contra-tenor René Jacobs… Sim, eu sei que há Alfred Deller - um assomo de espiritualidade vocal!, Jordi Savall, Montserrat Figueras e Marie-Christine Kiher…
Talvez o presente cd não represente mais do que uma idiossincracia de Clara Schumann, legando o ambiente musical do séc.XVII.
François Couperin, Leçons de Ténèbres, Arles: Harmonia Mundi,1982.
François Couperin (1668-1733), Leçons de Ténèbres
1. Première Leçon
2. Deuxième Leçon
3. Troisième Leçon
Jeremiah Clarke (1673-1707)
4. Blest be those sweet regions
Henry Purcell (1659-1695)
5. A Divine Hymn
(Lord, what is man)
6. An Evening Hymn
(The night is come)
Clara Schumann
abril 10th, 2007 às 9:49
Não existe a menor possibilidade de teres a goela cortada. Em primeiro lugar porque meu pai amava Couperin, em segundo lugar porque também o faço e, em terceiro, porque René Jacobs é um de meus deuses.
Tenho um disco de vinil da ACCENT com Jacobs interpretando canções de Purcell. Se não é o melhor disco de meus 1200 vinis, está perto disso.
O homem é o máximo. Só deixa espaço para Deller ser o reativador do tão esquecido timbre dos contratenores.
Beijo, caríssima.
P.Q.P. Bach
abril 10th, 2007 às 20:28
PQP Bach, Ufa! ainda bem!
Tb adoro o Jacobs,mas tv há 1mto bom -contra-tenhor - novo: Philipe Jaroussky…conhece?
Beijos,
Clara Schumann
abril 11th, 2007 às 11:35
Super-hiper legal, esse seu blog, Peter Q.P.Bach!
Bem humorado, muito bom gosto, informativo e ainda por cima, tão íntimo! Seus comentários sobre a família Bach são, digamos, reveladores…
De resto, pense assim: melhor ser um PQP Bach que um PQP Ninguém, concorda?
Abraços na família toda,
Sainte-Colombe
(se todo mundo é um compositor famoso, por que eu também não?)
abril 15th, 2007 às 14:38
Como sempre, Jacobs está perfeito.E por falar em Sainte-Colombe,Marais,cade eles????Abraços ao Opa Bach