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Para o ouvinte de música clássica, François Couperin será nome de pouca-valia - algumas peças bonitas para cravo… - se exceptuarmos o brilhantismo, a genialidade destas leçons, destinadas a celebrar, de uma forma lírica, dramática, a Paixão.
Aqui reside a substancial diferença entre a celebração da paixão de Bach e a feita por Couperin: Bach faz uma música que exalta os eventos vividos na (e com) a Paixão, enquanto que Couperin sublima a música ao serviço da teatralidade da mesma.
(P.Q.P Bach cortará a goela, certamente, a Clara Schumann, devido ao despautério desta, but who cares, right?…)
Resta, ainda, fazer um pequeno excurso sobre a interpretação das leçons feitas pelo Concerto vocale, liderado pelo contra-tenor René Jacobs… Sim, eu sei que há Alfred Deller - um assomo de espiritualidade vocal!, Jordi Savall, Montserrat Figueras e Marie-Christine Kiher…
Talvez o presente cd não represente mais do que uma idiossincracia de Clara Schumann, legando o ambiente musical do séc.XVII.

François Couperin, Leçons de Ténèbres, Arles: Harmonia Mundi,1982.

François Couperin (1668-1733), Leçons de Ténèbres
1. Première Leçon
2. Deuxième Leçon
3. Troisième Leçon

Jeremiah Clarke (1673-1707)
4. Blest be those sweet regions

Henry Purcell (1659-1695)
5. A Divine Hymn
(Lord, what is man)

6. An Evening Hymn
(The night is come)

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Clara Schumann