Caros leitores, este post tem uma dupla função: uma resposta provocatória a PQP, dado que se trata de música do seu pai executada por músicos franceses e, antes de mais,  é um presente para FDP, dado que nutre uma grande admiração por Jean-Pierre Rampal.

Devo dizer -iconoclastamente - que nunca fui grande entusiasta da flauta, como instrumento soberano, acrescentando o facto de ser flauta dentro da estética barroca,mas, curiosamnete, acho que Rampal é mesmo a motivação (a suprema!) para a minha reconversão ao referido instrumento.Embora os trios de CPEBach e Telemann me pareçam de um barroco normativo, monótono (convém dizer que fiquei muito impressionada com o Concerto para dois cravos e orquestra que FDP Bach, em boa hora,postou), quando se ouve a Trio Sonata em Sol maior, nomeadamente oAdagio, do grande JS Bach, fica-se a lacrimejar. Divino, sublime e majestoso são atributos que me ocorrem, neste preciso momento. Mas será diminuta, a minha caracterização, para um compositor que transcende, largamente, o comum legado que, enquanto mortal, nos deixou… 

C.P.E. Bach(1714-1788), G.Telemann(1681-1767) e J.S.Bach (1685-1750), Trio Sonatas, Jean-Pierre Rampal, Maxence Larrieu e Motoko Nabeshima, Denon: 1985.

C.P.E Bach (1714-1788)

1-3 - Trio Sonata en re menor,Wq 145

G.P.Telemann(1681-1767)

4-7- Trio Sonata en mi menor

 C.P.EBach (1714-1788)

8-10 - Trio Sonata em mi maior, W q 162

J.S.Bach (1685-1750)11-14 - Trio Sonata em sol maior, BWV 1039

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