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Franz-Joseph Haydn (1732-1809) - 11 Piano Sonatas - Alfred Brendel

Minha vida anda muito corrida, e com esse calor que fez nos últimos dias não tenho vontade de fazer nada, desculpem, nem respondo meus emails. Aliado à isso, estou com problemas de saúde na família, então, a vontade de responder se resume a nenhuma.

Essa série do Brendel tocando Haydn já está no rapidshare há algum tempo. São quatro cds, estou postando dois, e outra hora coloco os outros dois. Maiores informações sobre as obras estão no booklet digitalizado, que está em anexo.

Material de primeira linha, poderia classificá-lo facilmente como IM-PER-Dí-VEL.  Divirtam-se.

Franz-Joseph Haydn - 11 Piano Sonatas - Alfred Brendel

CD 1:

1. Keyboard Sonata in C minor, H. 16/20: 1. Moderato
2. Keyboard Sonata in C minor, H. 16/20: 2. Andante con moto
3. Keyboard Sonata in C minor, H. 16/20: 3. Finale. Allegro

4. Keyboard Sonata in E flat major, H. 16/49: 1. Allegro
5. Keyboard Sonata in E flat major, H. 16/49: 2. Adagio e cantabile
6. Keyboard Sonata in E flat major, H. 16/49: 3. Finale. Tempo di minuetto

CD 2:

1. Keyboard Sonata in E minor, H. 16/34: 1. Presto
2. Keyboard Sonata in E minor, H. 16/34: 2. Adagio
3. Keyboard Sonata in E minor, H. 16/34: 3. Vivace molto, innocentemente

4. Keyboard Sonata in B minor, H. 16/32: 1. Allegro moderato
5. Keyboard Sonata in B minor, H. 16/32: 2. Menuet. Tempo di menuet
6. Keyboard Sonata in B minor, H. 16/32: 3. Finale. Presto

7. Keyboard Sonata in D major, H. 16/42: 1. Andante con espressione
8. Keyboard Sonata in D major, H. 16/42: 2. Vivace assai

9. Fantasia (Capriccio) for piano in C major, H. 17/4

10. Adagio for keyboard in F major, H. 17/9

Alfred Brendel, piano

CD 1 BAIXE AQUI - DOWNLOAD HERE

CD 2 BAIXE AQUI - DOWNLOAD HERE

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Vários compositores: Obras para Violino(s) com David & Igor Oistrakh

A série The Originals, da DG, costuma ser tiro certo. Apesar da absoluta confusão do repertório, este CD é maravilhosamente bem interpretado pelos irmãos Oistrakh em diversas formações orquestrais. As obras são tão díspares entre si que dá vontade de ouvir tudo separadamente. Mas, enfim, eram outros tempos e ninguém morria por falta de coerência. Posto este CD por ele ter sido uma audição habitual na casa de meus pais (os outros).

Obras para Violino(s) com David & Igor Oistrakh

Antonio Vivaldi:
1. Concerto grosso for 2 violins, strings and continuo in A minor, Op.3/8 , RV 522 - 1. Allegro 3:58
2. Concerto grosso for 2 violins, strings and continuo in A minor, Op.3/8 , RV 522 - 2. Larghetto 4:24
3. Concerto grosso for 2 violins, strings and continuo in A minor, Op.3/8 , RV 522 - 3. Allegro 4:00

J. S. Bach:
4. Sonata in C, BWV 1037 Anh.III 187 - 1. Adagio 4:29
5. Sonata in C, BWV 1037 Anh.III 187 - 2. Allabreve 2:53
6. Sonata in C, BWV 1037 Anh.III 187 - 3. Alla breve 2:35
7. Sonata in C, BWV 1037 Anh.III 187 - 4. Presto 4:56

G.F. Handel:
8. Trio Sonata for 2 Flutes and Continuo in G minor, Op.2, No.6, HWV 391 - 1. Andante - Allegro 5:12
9. Trio Sonata for 2 Flutes and Continuo in G minor, Op.2, No.6, HWV 391 - 2. Arioso 3:36
10. Trio Sonata for 2 Flutes and Continuo in G minor, Op.2, No.6, HWV 391 - 3. Allegro 2:01

J. G. Benda:
11. Trio Sonata in E major for 2 violins and piano - 1. Moderato 6:37
12. Trio Sonata in E major for 2 violins and piano - 2. Largo 5:27
13. Trio Sonata in E major for 2 violins and piano - 3. Allegro 2:42

H. Wieniawski:
14. Etudes-Caprices for 2 violins, Op.18 - No.2 in E flat major 5:14
15. Etudes-Caprices for 2 violins, Op.18 - No.5 in E major 1:55
16. Etudes-Caprices for 2 violins, Op.18 - No.4 in A minor 1:31

P. de Sarasate:
17. Navarra for two violins, Op.33

David Oistrakh (Conductor, Violin),
Igor Oistrakh (Violin)
Franz Konwitschny (Conductor),
Gewandhaus Orchestra
Royal Philharmonic Orchestra e outros (ver no selo da Amazon acima)

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J. S. Bach (1685-1750): As Sonatas para Violino e Teclado

É complicado, mas tem gente que consegue. Este CD com as maravilhosas Sonatas para Violino e Teclado de papai recebe aqui uma abordagem fria e sem graça de John Holloway e acompanhantes. Eles são bons músicos, capricharam nas variações de instrumentos para fazer o contínuo (cravo, órgão, violoncelo), mas sem dúvida já publicamos registros muito mais vivos e interessantes destas grandes obras. Prova de que nem sempre as baratas caixas de álbuns duplos da Virgin dão certo. Esta é, na minha opinião, uma merda um embuste…

J. S. Bach (1685-1750): As Sonatas para Violino e Teclado

CD 1

1. Sonata in G major: I. Adagio / BWV 1021
2. Sonata in G major: II. Vivace / BWV 1021
3. Sonata in G major: III. Largo / BWV 1021
4. Sonata in G major: IV. Presto / BWV 1021

5. Sonata in E minor: I. (Prelude) - Adagio ma non tanto / BWV 1023
6. Sonata in E minor: II. Allemanda / BWV 1023
7. Sonata in E minor: III. Gigue / BWV 1023

8. Sonata No.1 in B minor: I. Adagio / BWV 1014
9. Sonata No.1 in B minor: II. Allegro / BWV 1014
10. Sonata No.1 in B minor: III. Andante / BWV 1014
11. Sonata No.1 in B minor: IV. Allegro / BWV 1014

12. Sonata No.2 in A major: I. Dolce / BWV 1015
13. Sonata No.2 in A major: II. Allegro assai / BWV 1015
14. Sonata No.2 in A major: III. Andante un poco / BWV 1015
15. Sonata No.2 in A major: IV. Presto / BWV 1015

16. Sonata No.3 in E major: I. Adagio / BWV 1016
17. Sonata No.3 in E major: II. Allegro / BWV 1016
18. Sonata No.3 in E major: III. Adagio ma non tanto / BWV 1016
19. Sonata No.3 in E major: IV. Allegro / BWV 1016

CD 2

1. Sonata No.4 in C minor: I. Largo / BWV 1017
2. Sonata No.4 in C minor: II. Allegro / BWV 1017
3. Sonata No.4 in C minor: III. Adagio / BWV 1017
4. Sonata No.4 in C minor: IV. Allegro / BWV 1017

5. Sonata No.5 in F minor: I. Lamento / BWV 1018
6. Sonata No.5 in F minor: II. Allegro / BWV 1018
7. Sonata No.5 in F minor: III. Adagio / BWV 1018
8. Sonata No.5 in F minor: IV. Vivace / BWV 1018

9. Sonata No.6 in G major: I. Allegro / BWV 1019
10. Sonata No.6 in G major: II. Largo / BWV 1019
11. Sonata No.6 in G major: III. Allegro [harpsichord solo] / BWV 1019
12. Sonata No.6 in G major: IV. Adagio / BWV 1019
13. Sonata No.6 in G major: V. Allegro / BWV 1019

14. Sonata No.6 in G major (appendix): I. Adagio / BWV 1019a
15. Sonata No.6 in G major (appendix): II. Cantabile, ma un poco adagio / BWV 1019a
16. Sonata No.6 in G major (appendix): III. [harpsichord solo] / BWV 1019a
17. Sonata No.6 in G major (appendix): IV. Violino solo e basso / BWV 1019a

John Holloway: violin
Davitt Moroney: harpsichord, chamber organ
Susan Sheppard: cello

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C.P.E. Bach (1714-1788) - Symphonies, Cello Concertos - Leonhardt - Bylsma


Meus problemas com a OI aparentemente se resolveram, mas agora vem a pior parte, a negociação. E por isso não estou botando muita fé em continuar online por muito tempo. Estou aguardando um telefonema deles. Vamos ver no que vai dar.

Gosto muito dessas obras do maninho CPE, ainda mais interpretadas por especialistas do repertório, Leonhardt e Bylsma. E já fazia algum tempo que eu procurava uma boa gravação, principalmente dos concertos para violoncelo. Os clientes da amazon foram unânimes ao darem 5 estrelas para este cd. Outra gravação que pode facilmente ser classificada como IM-PER-DÍ-VEL!!!”

Emprestei do blog do aliomodo o seguinte texto, que ele tirou da conceituada revista Gramophone:

Preciso dizer mais alguma coisa? Ah sim, podem apreciar sem moderação.

C.P.E. Bach - Symphonies, Cello Concertos - Leonhardt - Bylsma

CD 1

1. Symphony No. 1 in D Wq 183 (H663): I. Allegro di molto
2. Symphony No. 1 in D Wq 183 (H663): II. Largo
3. Symphony No. 1 in D Wq 183 (H663): III. Presto
4. Symphony No. 2 in E flat Wq183 (H664): I. Allegro di molto
5. Symphony No. 2 in E flat Wq183 (H664): II. Larghetto
6. Symphony No. 2 in E flat Wq183 (H664): III. Allegretto
7. Symphony No. 3 in F Wq183 (H665): I. Allegro di molto
8. Symphony No. 3 in F Wq183 (H665): II. Larghetto
9. Symphony No. 3 in F Wq183 (H665): III. Presto
10. Symphony No. 4 in G Wq183 (H666): I. Allegro assai
11. Symphony No. 4 in G Wq183 (H666): II. Poco andante
12. Symphony No. 4 in G Wq183 (H666): III. Presto
13. Symphony No.5 in B minor Wq182 (H661): Allegretto
14. Symphony No.5 in B minor Wq182 (H661): Larghetto
15. Symphony No.5 in B minor Wq182 (H661): Presto

Cd 2

1. Cello Concerto in A major Wq.172 / H.439 (Cadenzas: Anner Bylsma): I. Allegro
2. Cello Concerto in A major Wq.172 / H.439 (Cadenzas: Anner Bylsma): II. Largo con sordini, mesto
3. Cello Concerto in A major Wq.172 / H.439 (Cadenzas: Anner Bylsma): III. Allegro assai
4. Cello Concerto in A minor, Wq.170 / H.439 (Cadenzas: Anner Bylsma): I. Allegro assai
5. Cello Concerto in A minor, Wq.170 / H.439 (Cadenzas: Anner Bylsma): II. Andante
6. Cello Concerto in A minor, Wq.170 / H.439 (Cadenzas: Anner Bylsma): III. Allegro assai
7. Cello Concerto in B flat major, Wq.171 / H.436 (cadenzas: Anner Bylsma): I. Allegretto
8. Cello Concerto in B flat major, Wq.171 / H.436 (cadenzas: Anner Bylsma): II. Adagio
9. Cello Concerto in B flat major, Wq.171 / H.436 (cadenzas: Anner Bylsma): III. Allegro assai

Anner Bylsma _ Cello
Orchestra Of The Age Of Enlightenment
Gustav Leonhardt - Conductor

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Franz Schubert - Symphony nº3 in D, D.200, Anton Bruckner - Symphonie nº3, in D Minor - Mariss Jansons - RCO

Venho pensando em fazer estas postagens já há algum tempo, desde que tive acesso a esse material,  porém sempre prorroguei.
Tratam-se de gravações de realizadas ao vivo, via broadcasting, ou seja, no momento em que elas estavam sendo executadas em algum palco no mundo, eram transmitidas de alguma forma, talvez internet, ou mesmo rádio. Uma boa alma, então, se dispôs a gravá-las, transformá-las em mp3, enviar para o rapidshare, e depois disponibilizá-las. É muita bondade, não acham? Encontrei estes arquivos fuçando nos milhares de blogs que tem a mesma proposta que o PQPBach, ou seja, a divulgação da boa música. Neste caso aqui, como não são CDs convertidos para mp3, creio que não tenham maiores problemas com as gravadoras.
Para iniciar, trago Schubert e Bruckner com suas terceiras sinfonias, nas competentes mãos de Mariss Jansons, frente à Concertgebow Orchestra, de Amsterdam, gravação esta realizada diretamente na fonte, ou seja, na própria sala desta excepcional orquestral holandesa.
Um aviso, os arquivos são únicos, sem divisão de movimentos. E sim, vocês irão ouvir tosses, rangeres de poltrona, pigarros, entre outros barulhos característicos.  Mas não se preocupem, pois eles só ocorrem entre os movimentos e no final da execução das obras.

Espero que apreciem. Tenho na lista de futuras postagens uns dez destes broadcastings

Franz Schubert - Symphony nº3

1 - Adagio maestoso - Allegro con brio
2 - Allegretto
3 - Menueto (vivace)
4 - Presto. Vivace.

Anton Bruckner - Symphony nº3 in D Minor

I. Gemassigt, misterioso
II. Adagio: Feierlich
III. Scherzo: Ziemlich schnell
IV. Finale: Allegro

Royal Concertgebow Orchestra
Mariss Jansons - Conductor

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J. S. Bach (1685-1750): Sonatas para Viola da Gamba e outras obras

Após postarmos a versão de Maisky e Argerich com violoncelo e piano modernos, nada melhor do que voltar às origens.

Esta é a quarta nova gravação das Sonatas para Viola da Gamba de Bach que chegou até nós este ano, prova, sem dúvida, da merecida popularidade destas peças atraentes e melodiosas. Se tivesse que escolher apenas um CD para representar a música instrumental de câmara de Bach, talvez não houvesse melhor conjunto de obras para escolher do que estas. Jaap ter Linden e Richard Egarr entram num campo bastante disputado, que inclui inclusive um grande número de violoncelistas modernos que foram incapazes de resistir a esta música fantástica. Porém, creio que a dupla deste CD surge como séria candidata ao pódium. (Gramophone, trecho de resenha livremente traduzida, datada de dezembro de 2000)

Bach: Sonatas para Viola da Gamba e outras obras

1. Sonata in G Major BWV 1027 - Adagio
2. Sonata in G Major BWV 1027 - Allegro ma non tanto
3. Sonata in G Major BWV 1027 - Andante
4. Sonata in G Major BWV 1027 - Allegro Moderato

5. Capriccio in B-flat Major BWV 992 - Arioso, Adagio
6. Capriccio in B-flat Major BWV 992 - Double
7. Capriccio in B-flat Major BWV 992 - Adagiosissimo
8. Capriccio in B-flat Major BWV 992 - Double
9. Capriccio in B-flat Major BWV 992 - Allegro Poco
10. Capriccio in B-flat Major BWV 992 - Fuga

11. Sonata in D Major BWV 1028 - Adagio
12. Sonata in D Major BWV 1028 - Allegro
13. Sonata in D Major BWV 1028 - Andante
14. Sonata in D Major BWV 1028 - Allegro

15. Capriccio in E Major BWV 993

16. Sonata in G Minor BWV 1029 - Vivace
17. Sonata in G Minor BWV 1029 - Adagio
18. Sonata in G Minor BWV 1029 - Allegro

Jaap ter Linden: Viola da gamba
Richard Egarr: harpsichord

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J. S. Bach (1685-1750): Fantasia and Fugue BWV 904, Aria Variata BWV 989, Suite BWV 823, Adagio BWV 968, etc.

Um belo, belíssimo CD de Angela Hewitt. Um Bach diferente, uma seleção interessantíssima e rara de diferentes períodos da vida de Bach. Um luxo a interpretação do avulso Adagio BWV 968. Verdadeiramente arrepiante. A elegância e clareza desta Hewitt — que eu desconhecia, mas que é sempre elogiadíssima — me deixou muito impressionado. É uma refinada pianista. A qualidade da gravação da Hyperion é a de sempre: impecável.

UM BAITA CD !!!

Bach: Fantasia and Fugue in A minor; Aria Variata; Sonata in D major; Suite in F minor

1. Fantasia & Fugue in a, BWV 904: Fantasia
2. Fantasia & Fugue in a, BWV 904: Fugue

3. Aria Variata ‘alla Maniera Italiana’, BWV 989: Aria
4. Aria Variata ‘alla Maniera Italiana’, BWV 989: Variation I
5. Aria Variata ‘alla Maniera Italiana’, BWV 989: Variation II
6. Aria Variata ‘alla Maniera Italiana’, BWV 989: Variation III
7. Aria Variata ‘alla Maniera Italiana’, BWV 989: Variation IV
8. Aria Variata ‘alla Maniera Italiana’, BWV 989: Variation V
9. Aria Variata ‘alla Maniera Italiana’, BWV 989: Variation VI
10. Aria Variata ‘alla Maniera Italiana’, BWV 989: Variation VII
11. Aria Variata ‘alla Maniera Italiana’, BWV 989: Variation VIII
12. Aria Variata ‘alla Maniera Italiana’, BWV 989: Variation IX
13. Aria Variata ‘alla Maniera Italiana’, BWV 989: Variation X

14. Sonata in D, BWV 963: I.
15. Sonata in D, BWV 963: II.
16. Sonata in D, BWV 963: III. Fugue
17. Sonata in D, BWV 963: IV. Adagio
18. Sonata in D, BWV 963: V. Thema all’ imitatio Gallina Cuccu

19. Partie in A, BWV 832: I. Allemande
20. Partie in A, BWV 832: II. Air pour les trompettes
21. Partie in A, BWV 832: III. Sarabande
22. Partie in A, BWV 832: IV. Bourrée
23. Partie in A, BWV 832: V. Gigue

24. Suite in f, BWV 823: I. Prelude
25. Suite in f, BWV 823: II. Sarabande en Rondeau
26. Suite in f, BWV 823: III. Gigue

27. Adagio in G, BWV 968

28. Fugue in C, BWV 953

29. Jesu, meine Zuversicht, BWV 728

30. Wer nur den lieben Gott lässt walten, BWV 691

31. Fantasia & Fugue in a, BWV 944: Fantasia
32. Fantasia & Fugue in a, BWV 944: Fugue

Angela Hewitt, piano

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Antonio Vivaldi (1678-1741) & J. S. Bach (1685-1750): Cello Sonatas

Bach escreveu originalmente estas sonatas para a viola da gamba e o cravo. Curiosamente, o cravo é tratado como um instrumento concertante ao invés de limitar-se ao obligato, não obstante a viola da gamba ocupar a posição de virtuosidade que tinha alcançado no final do período barroco alemão. É música de primeira linha, principalmente as BWV 1027 e 1029.

Nesta gravação feita em violoncelo e piano os engenheiros da DG tiveram o cuidado de não dar proeminência a qualquer instrumento sobre o outro, o que assegura a clareza de textura. Mas, sabemos, não obstante a categoria de Maisky e Argerich, não é uma interpretação que os puristas aprovariam. Já no Vivaldi a coisa foi mais tranquila. As sonoridades são mais próximas do original e, apesar de a música ser inferior a de Bach, flui muito bem. Adoro Vivaldi, mas qualquer coisa fica meio bobinha quando próximas a Bach, Beethoven, Brahms e Bartók.

Vivaldi & Bach: Cello Sonatas

J.S. Bach · Cello Sonata No.1 in G major BWV 1027
1. Sonata for viola da gamba & keyboard No. 1 in G major, BWV 1027: Adagio
2. Sonata for viola da gamba & keyboard No. 1 in G major, BWV 1027: Allegro ma non tanto
3. Sonata for viola da gamba & keyboard No. 1 in G major, BWV 1027: Andante
4. Sonata for viola da gamba & keyboard No. 1 in G major, BWV 1027: Allegro moderato
Mischa Maisky, violoncelo
Martha Argerich, piano

Antonio Vivaldi · Cello Concerto in A minor RV 418
5. Cello Concerto, for cello, strings & continuo in A minor, RV 418: Allegro
6. Cello Concerto, for cello, strings & continuo in A minor, RV 418: Largo
7. Cello Concerto, for cello, strings & continuo in A minor, RV 418: Allegro
Mischa Maisky, violoncelo
Orpheus Chamber Orchestra

J.S. Bach · Cello Sonata No.2 in D major BWV 1028
8. Sonata for viola da gamba & keyboard No. 2 in D major, BWV 1028: Adagio
9. Sonata for viola da gamba & keyboard No. 2 in D major, BWV 1028: Allegro
10. Sonata for viola da gamba & keyboard No. 2 in D major, BWV 1028: Andante
11. Sonata for viola da gamba & keyboard No. 2 in D major, BWV 1028: Allegro
Mischa Maisky, violoncelo
Martha Argerich, piano

Antonio Vivaldi · Cello Concerto in B minor RV 424
12. Cello Concerto, for cello, strings & continuo in B minor, RV 424: Allegro non molto
13. Cello Concerto, for cello, strings & continuo in B minor, RV 424: Largo
14. Cello Concerto, for cello, strings & continuo in B minor, RV 424: Allegro
Mischa Maisky, violoncelo
Orpheus Chamber Orchestra

J.S. Bach · Cello Sonata No.3 in G minor BWV 1029
15. Sonata for viola da gamba & keyboard No. 3 in G minor, BWV 1029: Vivace
16. Sonata for viola da gamba & keyboard No. 3 in G minor, BWV 1029: Adagio
17. Sonata for viola da gamba & keyboard No. 3 in G minor, BWV 1029: Allegro
Mischa Maisky, violoncelo
Martha Argerich, piano

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Kuhnau (1660-1722), Reincken (c.1633-1722), Scheidemann (c.1595-1663), J.S. Bach (1685-1750), Boehm (1661-1733), Handel (1685-1759), J.C.Bach (1735-1782), Frescobaldi (1583-1643), Turini (c.1589-1656), Caccini (1551-1618), D.Scarlatti (1685-1757): The Gustav Leonhardt Edition (CDs 19, 20 e 21 de 21)

COLEÇÃO IM-PER-DÍ-VEL !!!

Mais uma série finalizada. Agora, é voltar ao Bach 2000 e a tantas otras cositas.

CD 19:

Johann Kuhnau

Musicalische Vorstellung Einiger Biblischer Historien
Musical Depiction Of Certain Biblical Stories
Representation Musicale De Quelques Histoires Bibliques

01-04. Sonata No. 4: Der Todtkrancke Und Wieder Gesunde Hiskias
Hezekiah is Mortally ill And Restored To Health
Ezechias Moribond Et Recouvrant La Sante

05-12. Sonata No. 5: Der Heylanb Israelis, Gideon
Gideon, The Saviour Of Israel - Gedeon, Le Sauveur D’Israel
13-18. Sonata No. 6: Jacobs Tod Und Begraebniss
The Death And Burial Of Jacob - La Mort Et Les Funerailles De Jacob

Gustav Leonhardt, organ / harpsichord / narration

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CD 20:

Johann Adam Reincken
01. An Den Wasserfluessen Babylon

Heinrich Scheidemann
02. Praeambulum In D Minor

Johann Sebastian Bach
03. Prelude & Fugue In D Minor, BWV 539

Georg Boehm
04-07. Suite No. 6 In E Flat Major
08-11. Suite No. 8 In F Minor
12-14. Suite No. 9 In F Minor

George Frideric Handel
15-19. Suite No. 8 In F Minor

Johann Christian Bach
20-22. Sonata In D Major, Op. 5 No. 2

Gustav Leonhardt, organ / harpsichord

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CD 21:

Girolamo Frescobaldi
01. Toccata Settima
02. Toccata Undecima In C Major
03. Canzona Terza
04. Toccata In G Major
05. Fantasia Sesta Sopra Doi Soggetti
06-10. 5 Galliards

Francesco Turini
11. Sonata In A Minor

Giulio Caccini arr. Peter Philips
12. Amarilli Mia Bella

Biagio Marini
13. Balletto Secondo A Tre & A Quattro

Domenico Scarlatti
14. Sonata in A minor, Kk 3 (Presto)
15. Sonata in D minor, Kk 52 (Andante moderato)
16. Sonata in E major, Kk 215 (Andante)
17. Sonata in E major, Kk 216 (Allegro)

Leonhardt-Consort / Gustav Leonhardt, harpsichord

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.: interlúdio: Julian e John Leslie :.

Não apenas por todas as razões musicais imagináveis, o jazz me fascina também pelas histórias, lendas, imaginário, esquinas. O componente humano desgarradamente exposto, a atmosfera dos clubs de jazz de meio século atrás; é possível ouvir ignorando o contexto, mas sem dúvida a experiência fica muito mais prazerosa e completa quando se descobrem pedacinhos dessa grande narrativa. Estes aspectos dão uma sensação de infinitude que a instituição Jazz me proporciona: não é apenas um universo, são diversos deles — e lembro de como me parecia impossível conhecer o jazz, abarcá-lo e dar sentido, quando fui provocado, há tantos anos, por um bop furioso numa (vejam só) rádio FM local. Desde então venho lentamente conhecendo-o melhor, como se cortejavam moças nos namoros antigos. Talvez esteja começando a enxergar a cerca da casa dela.

Digressão à parte, aproveitava eu o recesso de fim de ano para dar uma pesquisada sobre Wes Montgomery, que tanto admiro, quando dou de cara com uma gema completamente inesperada. Como se Toquinho tivesse feito um show acústico com Ozzy Osbourne ou Bruno largasse Marrone para fazer dupla com Madonna, descubro uma colaboração entre Wes e Cannonball Adderley!

Pequena pausa para assentar minha surpresa.

O jazz é tão generoso que me dá vários herois; fico em estado de fã com frequencia. Respeito longamente Montgomery pelo que produziu com sua guitarra, por tê-la colocado tão unica e apropriadamente no jazz, e para sempre. E Cannonball me conquistou com seu carisma inigualável — primeiro tocando, e depois ao ouvi-lo conversando com a plateia, certificando-me do grande bonachão que já transparecia ao sax. Sabia que fora Cannonball quem proporcionou uma carreira a Wes, indicando-o após um show para (o lendário produtor) Orrin Keepnews, da Riverside, mas não havia imaginado-os tocando juntos; Wes sempre havia preferido pequenas formações, e como band leader (razão que fê-lo recusar um posto na banda de Coltrane no começo dos ‘60). Apesar das colaborações — Milt Jackson, Jimmy Smith, Wynton Kelly Trio — sempre esteve um pouco à parte do mundo do bebop movido a sopro.


Donde descobrir Cannonball Adderley and the Poll-Winners, de 1960, me deixou feliz como criança que ganhou gibi novo.

Os “Poll-Winners” do título referem-se às votações para melhores músicos de jazz das revistas da época — Down Beat, Metronome, Playboy. Ray Brown vencia quase sempre; além da classe, tinha uma respeitada carreira de já quinze anos, desde a banda de Dizzy Gillespie. Cannonball havia arrematado o prêmio de melhor sax alto com Somethin’ Else, e Wes fora a revelação/promessa de 1959. Apesar disso, foi um encontro quase fortuito entre os três em San Francisco, na primavera de 1960, que motivou Cannonball a reuní-los para duas sessões de gravações, 21/05 e 05/06 daquele ano.

For in view of the emphasis to be placed on guitar and bass, Adderley had felt that instrument would most suitably round out the unusual musical coloration. Then Vic sat down at the piano to run through a new tune of his, The Chant - and all of us were immediately aware that a whole lot of hip people on the West Coast had apparently been asleep for the past couple of years. Certainly there had been no words of warning to lead any of us to expect what we were hearing : a genuinely soulful (in the very best sense of that hard-worked word), and immensely swinging, playing and composing talent. Orrin Keepnews/liner notes

O disco é brilhante, como se pode imaginar — mas vou poupar adjetivos, já que minha evidente comoção pode atrapalhar uma leitura mais técnica (que absolutamente não me interessa neste caso). Basta dizer o que lhe saltará aos ouvidos: os solos de vibrafone em “Lolita”, de sax em “Azule Serape” e “The Chant”, de guitarra em “Never Will I Marry” e “Au Privave”, e todos em “Yours is My Heart Alone”. Além disso, o trabalho gentil que Wes executa ao fundo, como base quieta ao lado do piano ou contrapondo o vibrafone, é um deleite (que se presta muito bem aos fones e à atenção, inclusive). Fico imaginando a química entre Cannonball e Wes no estúdio; ambos com histórias parecidas, de grandes esforços para chegar até ali, provindos de famílias de músicos. Evidentemente fui atrás de mais informações e, para minha felicidade completa, descobri que “The Poll-Winners” foi a segunda, e última, colaboração entre eles. A segunda!

(Fico pensando que ouvinte eu seria sem a internet.)

Encontrar a primeira foi até mais fácil, e em melhor qualidade. Foi em 1959, num álbum fronteado por um nome que não conhecia: Jon Hendricks. Logo depois fiquei sabendo que foi precursor do scat singing, recebeu a alcunha de “Poet Laureate of Jazz” e a Time chamou-o de “James Joyce of Jive” — porque foi também um pioneiro do vocalese (a substituição de um instrumento solo pela voz, mas com letras “verdadeiras”, não apenas as sílabas do scat). O time que Hendricks reuniu para seu primeiro disco solo era uma grande festa de família: Monk, Buddy e John Leslie “Wes” Montgomery, Nat e Julian “Cannonball” Adderley; além de Pony Poindexter (saxofonista com grande folha de serviços prestados, incluindo Bird e Lionel Hampton, e depois Eric Dolphy) e outros músicos.

Sem saber bem o que esperar, fui ao disco sem expectativas; a princípio não gosto de voz no jazz (embora sempre haja Louis, Ella, Billie, Sarah. Ainda bem!). A descrição de Hendricks no parágrafo acima dá bem o serviço: por cima de faixas velozes, muito animadas e abraçadas ao swing, Jon canta — seja à crooner mesmo, ou solando em scat. E como canta! E ainda escreve bem! Impossível não sorrir com as letras de “Feed Me” ou “Social Call”. E para além da performance de Hendricks, ouve-se muito bem Wes e Buddy; Cannonball, além de dobrar firmemente algumas linhas com Nat, tem seu momento na faixa-título, improvisada na hora da gravação. (Apesar de não ganhar crédito, à época; afinal já tinha contrato com a Riverside. Foi para as liner notes como “Blockbuster and his Brother”. Ou como escreveu o próprio Hendricks: “…And we got two more brothers who toil in other vineyards and who cannot be accurately mentioned, but they are “Blockbuster” and his brother and your ears will tell you who they are. They sure did warm up the studio with their alto and cornet. (You don’t know yet?)”)

Dois discos que vão além deles mesmos; são cacos das infindáveis histórias do jazz. Como poucos outros, estou ouvindo-os babando. (Querem o quê de um cachorro?)


Cannonball Adderley and the Poll-Winners /1960 (192)
download - 60MB [mediafire]

Cannonball Adderley, alto sax; Wes Montgomery, guitar; Victor Feldman, piano/vibes; Ray Brown, bass; Louis Hayes, drums. Produzido por Orrin Keepnews para a Riverside

01 The Chant (Feldman)
02 Lolita (Harris)
03 Azule Serape (Feldman)
04 Au Privave (Parker)
05 Yours Is My Heart Alone (Lehar)
06 Never Will I Marry (Loesser)
07 Au Privave [alt take]


John Hendricks - A Good Git-Together /1959 (V0)
download - 55MB [mediafire]

Jon Hendricks, vocals; Norwood “Pony” Poindexter, alto sax; Guildo Mahones, piano; Wes Montgomery, guitar; Monk Montgomery, electric bass; Buddy Montgomery, vibes; Ike Issac, bass; Walter Bolden, drums; Jimmy Wormsworth, drums; Cannonball Adderley (credited as “Blockbuster”), alto sax; Nat Adderley, cornet. Produzido por Richard Bock para a Pacific Jazz

01 Everything Started on the House of the Lord (Hendricks)
02 Music in the Air (Gryce)
03 Feed Me (Hendricks)
04 I’ll Die Happy (Hendricks)
05 Pretty Strange (Weston)
06 The Shouter (Mahones)
07 Minor Catastrophe (Hendricks)
08 Social Call (Gryce)
09 Out Of the Past (Golson)
10 A Good Git-Together (Hendricks)
11 I’m Gonna Shout (Everything Started on the House of the Lord) (Hendricks)

Boa audição!
Blue Dog

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Johannes Brahms (1833-1897): Danças Húngaras (Versão Orquestral)

Puxa, é como é bom poder postar novamente! Estava tão envolvido com o meu trabalho de final de curso que nem lembro mais minha última contribuição.

O que venho oferecer aos caros leitores, é algo que deveria ter sido feito há algum tempo atrás… Inspirado pela postagem do mano CVL - Danças Eslavas de Dvorák, trago-lhes essas pequenas bagatelas orquestrais. Acho até que demorei a postá-las, já que, normalmente, postamos aquilo que estamos ouvindo; e as Danças Húngaras, principalmente essas versões orquestrais, sempre estão presentes nas, já famosas, listas de músicas que costumo ouvir enquanto dirijo.

As Danças Húngaras são um conjunto de 21 danças folclóricas bem animadas em geral, baseadas, sobretudo em temas húngaros. Somente as de números 11, 14 e 16 são composições totalmente originais. A de número 5 é baseada na czárda “Bartfai emlek” de Béla Kéler, que Brahms, equivocadamente, pensou tratar-se de uma música folclórica tradicional húngara.

Brahms as escreveu originalmente para dois pianos (versão já postada aqui), mais tarde arranjaria as 10 primeiras para piano solo e logo depois orquestraria somente as de número 1, 3 e 10. Outros compositores, incluindo Dvorák, orquestraram as outras danças. Johan Andreas Hallén a de número 2, Paul Juon a número 4, Martin Schmeling a sequência de 5 a 7, Hans Gál as de números 8 e 9, Albert Parlow a sequência de 11 a 16 e Dvorák orquestrou os números restantes. A mais famosa é a de número 5, em Fá Sustenido Menor (Sol Menor na versão orquestral).

Feliz 2010!

Boa Audição!

.oOo.

Brahms: Danças Húngaras (Versão Orquestral)

01. Hungarian Dance No.01 in G minor - Allegro molto (2:55)
02. Hungarian Dance No.02 in D minor - Allegro non assai - Vivace(2:38)
03. Hungarian Dance No.03 in F major - Allegretto (2:19)
04. Hungarian Dance No.04 in F sharp minor - Poco sostenuto - Vivace (4:09)
05. Hungarian Dance No.05 in G minor - Allegro - Viivace (2:18)
06. Hungarian Dance No.06 in D major - Vivace (3:06)
07. Hungarian Dance No.07 in F major - Allegretto - Vivo (1:38)
08. Hungarian Dance No.08 in A minor - Presto (2:49)
09. Hungarian Dance No.09 in E minor - Allegro ma non troppo (1:39)
10. Hungarian Dance No.10 in F major - Presto (1:38)
11. Hungarian Dance No.11 in D minor - Poco andante (2:28)
12. Hungarian Dance No.12 in D minor - Presto (2:18)
13. Hungarian Dance No.13 in D major - Andantino grazioso - Vivace (1:38)
14. Hungarian Dance No.14 in D minor - Un poco andante (1:35)
15. Hungarian Dance No.15 in B flat major - Allegretto grazioso (2:43)
16. Hungarian Dance No.16 in F major - Con moto (2:20)
17. Hungarian Dance No.17 in F sharp minor - Andantino - Vivace (2:48)
18. Hungarian Dance No.18 in D major - Molto vivace (1:27)
19. Hungarian Dance No.19 in B minor - Allegretto (1:59)
20. Hungarian Dance No.20 in E minor - Poco allegretto - Vivace (2:25)
21. Hungarian Dance No.21 in E minor - Vivace (1:17)

Orquestra Filarmônica de Viena
Claudio Abbado

BAIXE AQUI / DOWNLOAD HERE

Marcelo Stravinsky

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George Philipp Telemann (1681-1767) - Complete Overtures Vol. 3


Para completar a coleção, eis os dois CDs do terceiro e último volume das Overtures de Telemann, Os outros dois postei  há alguns meses atrás. Por motivos diversos, acabei deixando de lado este material, e hoje resolvi postá-lo.
Enfim, é período de Natal e Ano Novo, estive de férias por alguns dias, mas amanhá volto à rotina, sabendo que minha mesa estará cheia de serviço acumulado dos últimos 10 dias. Faz parte, eu sei, mas sempre é chato quando o serviço acumula.
Esse revival de Telemann que estamos observando no mercado fonográfico nos últimos anos tem razão de ser. Este excepcional compositor ficou meio que à sombra de papai durante algum tempo, séculos diria, mas agora tem tido o reconhecimento merecido. Nos blogs especializados encontramos muita coisa, quem tiver interesse em continuar a explorar sua obra sugiro procurá-los.
Mas vamos ao que interessa. Como diz o mano PQP, ufa, acabei mais uma coleção…

CD 1

01 - G.P.Telemann Overture in D major - TWV 55, D17 - 1. Ouverture
02 - G.P.Telemann - 2.  Les Janissaires
03 - G.P.Telemann - 3. Menuet 1, 2
04 - G.P.Telemann - 4. Espagniole
05 - G.P.Telemann - 5. Carillon
06 - G.P.Telemann - 6. a la Trompette
07 - G.P.Telemann - 7. Bouréss
Manu Mellaerts, Steven Devolder - Trumpets

08 - G.P.Telemann Overture in A Minor, TWV 55, A2- 1. Ouverture
09 - G.P.Telemann - 2. Les Flots (modere)
10 - G.P.Telemann - 3. Rejouissance
11 - G.P.Telemann - 4. Rondeau
12 - G.P.Telemann - 5. Fanfare (Tres vite)
13 - G.P.Telemann - 6. Menuet 1 & 2
14 - G.P.Telemann - 7. Polonoise

15 - G.P.Telemann - Overture in A minor, TWV55, a2 1. Ouverture
16 - G.P.Telemann - 2. Les Plaisirs
17 - G.P.Telemann - 3. Air a l’Italien (largo gratieusement)
18 - G.P.Telemann - 4.  Menuet 1 & 2
19 - G.P.Telemann - 5. Rejouissance (Viste)
20 - G.P.Telemann - 6. Passepied 1 & 2
21 - G.P.Telemann - 7. Polonaise
Ruth van Killigen - Recorder

22 - G.P.Telemann - Overture in E minor, “l´Omphale” 1. Ouverture
23 - G.P.Telemann - 2. Pastorelle (Modere)
24 - G.P.Telemann - 3. Bourée
25 - G.P.Telemann - 4. Passepied
26 - G.P.Telemann - 5. Les Jeux (Vite)
27 - G.P.Telemann - 6. Les Magiciens
28 - G.P.Telemann - 7. Menuet en Rondeau

CD 2

01 - G.P.Telemann - Overture in F major, TWV 55: F16 - 1. Ouverture
02 - G.P.Telemann - 2. Courante
03 - G.P.Telemann - 3. Bourrée
04 - G.P.Telemann - 4. Loure
05 - G.P.Telemann - 5. Menuet
06 - G.P.Telemann - 6. Forlane
07 - G.P.Telemann - 7. La Tempê
Ivo Hadermann, Alex Van Aeken - Horns
Luc Loubry - Basson

08 - G.P.Telemann Overture in G Minor, “la changeante” TWV 55:g2 - 1. Ouverture
09 - G.P.Telemann - 2. Loure
10 - G.P.Telemann - 3. Les Scaramouches (vitement-doux)
11 - G.P.Telemann - 4. Menuet 1 2 (doux)
12 - G.P.Telemann - 5. La Plaisanterie
13 - G.P.Telemann - 6. Hornpipe
14 - G.P.Telemann - 7. Avec douce(u)r
15 - G.P.Telemann - 8. Canarie

16 - G.P.Telemann Overture in G Major TWV55:G7 - 1. Ouverture
17 - G.P.Telemann - 2. Gavotte
18 - G.P.Telemann - 3. Menuet 1 & 2
19 - G.P.Telemann - 4. Chaconne
20 - G.P.Telemann - 5. Gig

Dirk Lippens - Violin
Elizabeth Schollaert, Bram Nolff - Oboes

21 - G.P.Telemann Overture in D Major “la Gaillard” TWV55: D13 - 1. Ouverture
22 - G.P.Telemann - 2. Sicilienne
23 - G.P.Telemann - 3. Angloise (Vivement)
24 - G.P.Telemann - 4. Musette
25 - G.P.Telemann - 5. Bateliere - Polonoise
26 - G.P.Telemann - 6. Menuet 1 & 2

Collegium Instrumentale Brugense
Conductor -Patrick Peire

CD 1 - BAIXE AQUI - DOWNLOAD HERE
CD 2 - BAIXE AQUI - DOWNLOAD HERE

FDPBach

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J. S. Bach (1685-1750) e Jean-Joseph Cassanéa de Mondonville (1711-1772): The Gustav Leonhardt Edition (CDs 7, 8 e 9 de 21)

Comentar alguma coisa? Mas para quê?

IM-PER-DÍ-VEL !!!

CD 7: Johann Sebastian Bach

Violin Sonata No. 4 In C Minor, BWV 1017
01. I Siciliano: Largo
02. II Allegro
03. III Adagio
04. IV Allegro

Violin Sonata No. 5 In F Minor, BWV 1018
05. I Largo
06. II Allegro
07. III Adagio
08. IV Vivace

Violin Sonata No. 6 In G Major, BWV 1019
09. I Allegro
10. II Largo
11. III Allegro
12. IV Adagio
13. V Allegro

Lars Fryden, violin
Gustav Leonhardt, harpsichord

BAIXE AQUI - DOWNLOAD HERE

CD 8: Johann Sebastian Bach

01. Prelude in F major. BWV 927
02. Quodlibet, BWV 524
03. Prelude in E Major, BWV 937
04. Prelude In G Minor, BWV 929
05. Erbauliche Gedanken Eines Tobackrauchers, BWV 515a
06. Prelude In D Minor, BWV 940
07. Canon A 2 Perpetuus, BWV 1075
08. Canon Super Fa Mi A 7 Post Tempus Musicum, BWV 1078
09. Prelude In D Major, BWV 925
10. Gib Dich Zufrieden Und Sei Stille, BWV 511
11. Canon A 4 Perpetuus, BWV 1073
12. Canone Doppio Sopr’il Soggetto, BWV 1077
13. O Herzensangst, O Bangigkeit und Zagen!, BWV 400
14. Nicht So Traurig, Nicht So Sehr, BWV 384
15. Dir, Dir Jehova, Will Ich Singen. BWV 452
16. Prelude In C Major, BWV 939
17. Fugue In C Major, BWV 952
18. Was Betruebst Du Dich, Mein Herze, BWV 423
19. Vergiss Mein Nicht, Mein Allerliebster Gott, BWV 505
20-22. Wer Nur Den Lieben Gott Laest Walten, BWV 691, 434 & 690
23-28. Capriccio Sopra La Lontananza Del Suo Fratello Dilettissimo, BWV 992
29-30. Prelude & Fugue: In A Minor, BWV 895
31-33. Suite In F Minor, BWV 823
34-35. Prelude & Fughetta In D Minor, BWV 899

Agnes Giebel, soprano - Marie Luise Gilles, alto
Bert van t’Hoff, tenor - Peter Christoph Runge, bass
Anner Bylsma, cello
Leonhardt-Consort / Gustav Leonhardt, harpsichord / organ

BAIXE AQUI - DOWNLOAD HERE

CD 9: Jean-Joseph Cassanéa de Mondonville

Pieces De Clavesin En Sonates

Sonata No. 1 in G Minor
01. I Overture
02. II Aria
03. III Giga

Sonata No. 2 in F Major
04. I Allegro
05. II Aria
06. III Giga

Sonata No. 3 in B flat Major
07. I Allegro
08. II Aria
09. III Allegro

Sonata No. 4 in C Major
10. I Allegro
11. II Aria
12. III Giga

Sonata No. 5 in G Major
13. I Allegro
14. II Aria
15. III Allegro

Sonata No.6 in A Major
16. I Concerto
17. II Larghetto
18. III Giga

Lars Fryden, violin
Gustav Leonhardt, harpsichord

BAIXE AQUI - DOWNLOAD HERE

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Apesar de raramente respondidos, os comentários dos leitores e ouvintes são apreciadíssimos. São nosso combustível.
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PQP

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Dmitri Shostakovich (1906-1975): Os 24 Prelúdios e Fugas Op. 87 (com Tatiana Nikolayeva)

O Basarov pediu, o Ângelo respondeu e eu, PQP, posto a célebre, histórica versão de Tatiana Nikolayeva para os 24 Prelúdios e Fugas de Shostakovich.

Texto de Anderson Paiva (fragmento).
Aqui, a versão completa, prelúdio a prelúdio, fuga a fuga.

Em 1950, comemorava-se o bicentenário da morte de Johann Sebastian Bach, em Leipzig. O festival foi o palco da Competição Internacional Bach de Piano, que requeria a execução de qualquer um dos 48 Prelúdios e Fugas do Cravo Bem-Temperado. Entre os jurados, estava Dmitri Shostakovich.

A vencedora do concurso foi Tatiana Nikolayeva, que tocou não apenas um dos prelúdios e fugas do Cravo Bem-Temperado, conforme requeria a competição, mas executou todos os 48 Prelúdios e Fugas. Ela ganhou a medalha de ouro.

Dmitri Shostakovich, que entregou o prêmio à vencedora de 26 anos (na condição de presidente do júri), ficou impressionado com a interpretação da jovem pianista.

A última atração do evento foi o Concerto em Ré Menor para Três (cravos) Pianos, de J. S. Bach, tendo Maria Youdina, Pavel Serebriakov e Tatiana Nikolayeva como solistas. Incrivelmente, após Youdina machucar o dedo, Shostakovich, sem nenhuma preparação, e de última hora, tomou o seu lugar ao piano.

O mestre russo havia sido convidado para participar do festival de Leipzig em uma época que sua música silenciara na União Soviética, após o Decreto de Zhdanov (1948). Mas em meio ao silêncio, ele prosseguia compondo. E após retornar de Leipzig, contagiado pelo espírito de Bach – num primeiro momento, pretendia escrever apenas exercícios de técnica polifônica –, resolveu compor os seus próprios Prelúdios e Fugas. A partir daí, nasceria uma das maiores obras para piano do século XX: os 24 Prelúdios e Fugas Op. 87.

O trabalho é um verdadeiro monumento à arte de J. S. Bach. Shostakovich admirava-o grandemente, e a música do mestre de Leipzig é um dos pilares de sua obra. Aos 44 anos, e a exemplo de compositores como Mozart, Beethoven e Brahms, que em sua fase outonal voltaram-se para o passado em uma justa reverência ao mestre barroco, aqui Shostakovich aprofunda-se no estudo do contraponto e faz música polifônica da mais alta qualidade.

Por que vinte e quatro? São 24 os Prelúdios e Fugas do CBT I, e são 24 os Prelúdios e Fugas do CBT II, de J. S. Bach – que integram os 48 prelúdios e fugas do Cravo Bem-Temperado. Vinte e quatro são os Prelúdios de Chopin, e são vinte e quatro os Caprichos de Paganini. O número 24 não é por acaso – ele corresponde aos vinte e quatro tons da música ocidental: doze maiores e doze menores.

Na Idade Mádia e em todo o Renascentismo, não havia música tonal. A música era modal. Predominavam os modos antigos (modos gregos), que eram sete. A partir do sistema tonal, que se consolidou no barroco, passaram a existir somente dois modos: o modo maior e o modo menor. Antes, haviam os complicados sistemas de afinação (temperamento), a fim de fazer os “ajustes das comas”. A coma é a nona parte de um tom inteiro, e é considerado o menor intervalo perceptível ao ouvido humano. Os físicos e músicos divergiam sobre o semitom diatônico e o semitom cromático. Para os músicos, o semitom cromático (de dó para dó sustenido) possuía 5 comas, e o diatônico (de dó sustenido para ré) possuía 4. Os físicos afirmavam o contrário. Durante muito tempo persistiu esse dilema, e os diferentes sistemas de afinação. O cravo precisava ser afinado (temperado) constantemente, de acordo com o modo da música que se estava a tocar. Até que surgiu a idéia de afinar o cravo em doze semitons iguais, com um sistema de afinação fixa, de modo que o intervalo entre cada semitom ficasse ajustado em 4 comas e meia (diferença imperceptível ao ouvido humano), quando o teórico Andreas Werckmeister publicou um documento com essa teoria, em 1691. Desse modo, qualquer peça poderia ser transposta para qualquer tonalidade sem precisar fazer constantes “reajustes” de afinação.

Essa idéia foi recebida com polêmica, mas Johann Sebastian Bach foi um dos primeiros a reconhecer a importância da inovação. Em 1722, publicou sua coleção de 24 Prelúdios e Fugas, para cada uma das doze tonalidades maiores e menores, e a chamou “Cravo Bem-Temperado, ou Prelúdios e Fugas em todos os Tons e Semitons”, provando que era possível tocar e transpor uma música para qualquer tonalidade, com o sistema temperado, sem precisar alterar a afinação. Em 1744, vinte e dois anos depois, publicaria o segundo volume (agora chamado Cravo Bem-Temperado, Livro II). Portanto, cada um dos volumes do CBT foram escritos em épocas distintas de sua vida, e é notável o fato de que a primeira parte foi escrita no mesmo ano em que Jean-Philippe Rameau publicou o seu Tratado de Harmonia (1722), com o mesmo objetivo. Ambos trabalhos foram decisivos para a consolidação do sistema tonal, que revolucionou a Harmonia e as técnicas de composição. O Cravo Bem-Temperado é considerado a “bíblia do pianista”, e permaneceu reconhecido mesmo após a morte de Bach, quando todas as suas outras obras foram esquecidas, de modo que o sistema tonal que prevaleceu até a época de Schöenberg, e que ainda é uma vital referência em nossos dias, é o legado de Johann Sebastian Bach.

A combinação entre o Prelúdio e a Fuga (considerada, mais do que uma forma musical, uma técnica de composição) é um casamento perfeito entre duas “formas” distintas, duas forças, dois opostos. A fuga é provavelmente a técnica de composição mais complexa da música ocidental. Ápice da música polifônica, e com regras que submetem o tratamento dos elementos musicais a padrões extremamente rígidos, reúne arte e ciência.

O Prelúdio é uma “forma” musical de caráter extremamente livre, como a Fantasia e o Noturno, e também de caráter improvisatório, como a Toccata e o Impromptu. Remonta à era da Renascença, desde as composições para alaúde, passando a ser utilizado como introdução das suítes francesas no século XVII. O “prato de entrada”, com a função de Abertura, como as antigas Sinfonias barrocas, e de curta duração, com passagens de difícil execução, sempre fazendo improvisar o virtuose (como a Toccata), com o objetivo de chamar a atenção da platéia, antes da execução da “peça principal”. Johann Pachelbel foi um dos primeiros a combinar Prelúdios e Fugas, e a partir de J. S. Bach, o Prelúdio adquiriu grande importância, sendo utilizado depois mesmo individualmente, por compositores como Beethoven, Chopin, Debussy, Rachmaninoff, Hindemith, Ginastera, etc.

A Fuga é utilizada desde o período medieval, e é uma técnica de composição polifônica que segue o princípio de imitação, como o Canon, porém muito mais complexa do que esse. Toda fuga começa com uma voz sem acompanhamento expondo o tema, que é o sujeito. A seguir, entra a segunda voz repetindo o sujeito na dominante (uma quinta acima ou uma quarta abaixo da tônica), enquanto a primeira voz prossegue, agora dando início a um segundo tema contrastante, que é o contra-sujeito. Os temas devem ser independentes, (como melodias distintas que se combinam), e a distinção entre as vozes, clara. Mas devem “afinar” entre si – e esse é o ponto de desafio que alia a estética da arte à engenharia da ciência. Os temas se contrapõem na direção da música polifônica, que é considerada “horizontal”, ao contrário da música homofônica, em que as partes são dependentes e simultâneas, considerada “vertical”. O contraponto é muito complexo, restrito a muitas regras de consonância e direcionamento de vozes, e, da sua complexidade, a fuga é a expressão máxima. Após todas as vozes exporem o sujeito (a fuga pode ser a duas, três, quatro ou a cinco vozes, etc.) e o contra-sujeito, segue-se um complexo desenvolvimento de temas e
motivos que culminam no ponto alto e de tensão da fuga: o stretto. É onde as vozes se aproximam, cada vez mais – e as vezes ocorrem entradas paralelas –, produzindo a impressão de que uma voz está perseguindo a outra, daí o nome fuga.

Palestrina e outros compositores utilizaram a fuga no Renascentismo. Teve o seu ápice no Barroco, sendo usada por compositores como Sweelinck, Froberger, Corelli, Pachelbel, Buxtehude e Händel. Mas foi através de Bach, com o Cravo Bem-Temperado e A Arte da Fuga, que essa magistral arte e ciência do contraponto atingiu o seu ponto culminante. Depois ela cairia em parcial esquecimento, mas sendo aproveitada por compositores como Haydn, Mozart e Beethoven, no Classicismo; Mendelssohn, Brahms, Schumman, Rmski-Korsakov, Saint-Saëns, Berlioz, Richard Strauss, Rachmaninoff e Glazunov, no Romantismo; e, no século XX, por Max Reger, Kaikhosru Sorabji, Bártok, Weinberger, Barber, Stravinsky, Hindemith, Charles Ives e Dmitri Shostakovich.

Ah! Quão belos e magistrais são os 24 Prelúdios e Fugas Op. 87 de Shostakovich! Elaborados, profundos, sinceros, é arte que desabrocha, ora sutil, ora retumbante, do mais íntimo e abissal silêncio. É música que, uma vez expandida, repreendida e calada, retorna a si, ao íntimo do compositor, e tácita e reflexiva, espera a sua hora, para irromper como um monumento, colosso perpétuo para as gerações futuras que ouvirão, ao seu tempo, os pensamentos calados e as palavras não ditas. Shostakovich, de mão dadas a Bach, como um furacão transcende o momento, atravessa o tempo, e chega como brisa aos nossos ouvidos. Quando ela foi executada pelo pianista soviético Svyatoslav Richter, um crítico que estava presente disse: “Pedras preciosas derramaram-se dos dedos de Richter, refletindo todas as cores do arco-íris”. Essa obra, Shostakovich iniciou após retornar do festival de Leipzig, trabalhando rapidamente, levando apenas três dias em média para escrever cada peça. O trabalho completo foi escrito entre 10 de outubro de 1950 e 25 de fevereiro de 1951. Após concluir a obra, Shostakovich dedicou-a a Tatiana Nikolayeva, a pianista que o inspirou, e que brilhou vencendo a competição do festival do bicentenário de Bach em Leipzig, executando os prelúdios e fugas do Cravo Bem-Temperado. Assim que ele completou o ciclo, ele a chamou ao seu apartamento em Moscou para lhe mostrar o seu trabalho. Shostakovich tocou a obra na União dos Compositores Soviéticos, em maio de 1951, e Nikolayeva estreou-a em Leningrado, à 23 de dezembro de 1952.

Mas os 24 Prelúdios e Fugas não foram bem recebidos pelos críticos soviéticos, a princípio, especialmente na União dos Compositores. Desagradaram-lhes a dissonância de algumas fugas, e eles também a reprovaram por a considerarem “ocidental” e “arcaica”. E essa obra, hoje acessível, permanece ainda, por muitos, desconhecida.

Tatiana Petrovna Nikolayeva, pianista russa, como Shostakovich, e também compositora, foi uma das maiores pianistas soviéticas do século XX. Nasceu em 1924 e começou a aprender piano aos três anos de idade. Depois entrou para o Conservatório de Moscou e estudou com Alexander Goldenweiser e Yevgeny Golubev. Após vencer a Competição Internacional Bach de Piano de Leipzig, acumulou um imenso repertório, abrangendo Beethoven, Bártok e diversos compositores. Foi uma das grandes intérpretes de Bach. Enquanto muitos pianistas escolhiam tocar em instrumentos de época, Nikolayeva preferia tocar Bach no moderno piano Steinway, sempre com grande sucesso. Suas composições incluem um concerto para piano em si maior, executado e gravado em 1951 e publicado em 1958, um trio para piano, flauta e viola, gravado pela BIS Records, prelúdios para piano e um quarteto de cordas. A partir de 1950, ela passaria a ser uma das grandes amizades de Dmitri Shostakovich.

Após Nikolayeva gravar os 24 Prelúdios e Fugas Op. 87, surgiram outras grandes gravações. Vladimir Ashkenazy, pela Decca, Keith Jarret, pela ECM, Konstantin Scherbakov, pela Naxos, e Boris Petrushansky, pela Dynamic, estão entre os poucos discos que disputam no mercado. Keith Jarret, mais conhecido como músico de jazz, afirmou o seu nome na música clássica pela ECM, com o seu toque de impecável técnica. Vladimir, Scherbakov e Petrushansky fizeram gravações notáveis, cada um com a sua interpretação única. E o próprio Shostakovich também gravou os seus 24 Prelúdios e Fugas, pela EMI. Dessas gravações, a que possuo, até o momento, é somente a de Sherbakov, a qual considero uma pérola musical.

Mas é Tatiana Nikolayeva a maior intérprete dessa obra cheia de nuanças, e quem desvenda com toque de perfeição o universo musical de Shostakovich. Ela gravou a obra por três vezes: duas pela BGM-Melodya, em 1962 e 1987, e a terceira pela Hyperion, em 1990. Todas as gravações supracitadas (exceto a primeira de Nikolayeva pela Melodya) encontram-se na internet.

Essa obra completa dura mais de duas horas. Os pianistas costumam executá-la em duas apresentações, tocando metade do ciclo em cada uma.

A ordem dos prelúdios e fugas não é aleatória, nem escolhida por um critério extra-musical qualquer. Partindo de dó maior, percorre um ciclo de progressões harmônicas. Os prelúdios e fugas de Bach, no paralelo maior/menor, seguem a ordem da escala cromática ascendente (dó maior, dó menor, dó sustenido maior, dó sustenido menor, etc.). Mas Shostakovich, a exemplo dos 24 Prelúdios de Chopin, com a relação do par maior/menor, segue o ciclo das quintas (dó maior, lá menor, sol maior, mi menor, ré maior, si menor, etc.). E se a obra é construída em torno das 24 tonalidades, quer dizer que a música é tonal. Sim, Shostakovich faz música tonal em plena era do atonalismo, mas com incursões atonais, abuso de dissonâncias e domínio da técnica com diferentes assimilações que sustentam o seu estilo singular e “poliestilista”. Nos Prelúdios e Fugas de Shostakovich há citações de Bach. Mas a substância dessa obra é a expressão musical única e interior do próprio compositor, Shostakovich, que com grande capacidade eclética e assimilativa, e sendo, ao mesmo tempo, profundamente original, percorre os mais diversos climas e variações de humor, com modulações ora bruscas e desconcertantes, ora tênues e elegantes. Serena, como na fuga n.º. 1 ou na fuga n.º. 13, brincalhona, como na fuga n.º. 3 ou no prelúdio n.º 21, a música de Shostakovich permeia os mais distintos aspectos da expressão musical. Estranhas são as fugas n.º 8 e n.º 19, misteriosas; cômica é a fuga n.º 11, ousada é a fuga n.º 6, luminosa é a fuga n.º 7. Os prelúdios de Shostakovich às vezes combinam-se perfeitamente com as fugas, e eles se atraem; e às vezes se contrastam. As fugas magnificamente elaboradas são emolduradas pelos belos prelúdios que, no entanto, não devem ser considerados obras menores. Cada peça, além de ser parte essencial de um todo, é também uma pequena obra-prima à parte, de modo que o conjunto de 24 Prelúdios e Fugas Op. 87 formam, na verdade, uma coleção de 48 obras agrupadas em torno de um trabalho monumental e único.

Shostakovich: 24 Preludes and Fugues, Op. 87

Prelude No. 1 in C major: Moderato 02:50
Fugue No. 1 in C major: Moderato 04:02
Prelude No. 2 in A minor: Allegro 00:52
Fugue No. 2 in A minor: Allegretto 01:33
Prelude No. 3 in G major: Moderato non troppo 01:51
Fugue No. 3 in G major: Allegro molto 01:56
Prelude No. 4 in E minor: Andante 01:57
Fugue No. 4 in E minor: Adagio 05:35
Prelude No. 5 in D major: Allegretto 01:44
Fugue No. 5 in D major: Allegretto 02:01
Prelude No. 6 in B minor: Allegretto 01:42
Fugue No. 6 in B minor: Allegro poco moderato 04:00
Prelude No. 7 in A major: Allegro poco moderato 01:24
Fugue No. 7 in A major: Allegretto 02:47
Prelude No. 8 in F sharp minor: Allegretto 01:18
Fugue No. 8 in F sharp minor: Andante 07:10
Prelude No. 9 in E major: Moderato non troppo 02:36
Fugue No. 9 in E major: Allegro 01:36
Prelude No. 10 in C sharp minor: Allegro 01:52
Fugue No. 10 in C sharp minor: Moderato 05:43
Prelude No. 11 in B major: Allegro 01:22
Fugue No. 11 in B major: Allegro 02:10
Prelude No. 12 in G sharp minor: Andante 03:13
Fugue No. 12 in G sharp minor: Allegro 03:28
Prelude No. 13 in F sharp major: Moderato con moto 01:56
Fugue No. 13 in F sharp major: Adagio 04:55
Prelude No. 14 in E flat minor: Adagio 03:33
Fugue No. 14 in E flat minor: Allegro non troppo 02:17
Prelude No. 15 in D flat major: Moderato non troppo 03:03
Fugue No. 15 in D flat major: Allegretto 01:54
Prelude No. 16 in B flat minor: Allegro molto 02:37
Fugue No. 16 in B flat major: Andante 06:46
Prelude No. 17 in A flat major: Allegretto 01:57
Fugue No. 17 in A flat major: Allegretto 03:51
Prelude No. 18 in F minor: Moderato 02:21
Fugue No. 18 in F minor: Moderato con moto 02:54
Prelude No. 19 in E flat major: Allegretto 02:13
Fugue No. 19 in E flat major: Moderato con moto 02:34
Prelude No. 20 in C minor: Adagio 03:47
Fugue No. 20 in C minor: Moderato 05:08
Prelude No. 21 in B flat major: Allegro 01:16
Fugue No. 21 in B flat major: Allegro non troppo 02:59
Prelude No. 22 in G minor: Moderato non troppo 02:08
Fugue No. 22 in G minor: Moderato 03:15
Prelude No. 23 in F major: Adagio 02:52
Fugue No. 23 in F major: Moderato con moto 03:14
Prelude No. 24 in D minor: Andante 03:44
Fugue No. 24 in D minor: Moderato 07:23

Tatiana Nikolayeva, piano

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PQP

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Antonin Dvorák (1841-1904) - Piano Trios - Beaux Arts Trio

Existem alguns grupos de câmara que são realmente espetaculares, não importando o repertório que toquem. O Beaux Arts Trio é um destes conjuntos, definitivamente. Com mais de 50 anos de estrada e algumas formações depois, a experiência de ouvi-los é ainda a mesma da primeira vez. Nunca deixamos de nos surpreender com sua coesão e com a total integração entre seus músicos.

Aliados a este excepcional conjunto, temos a música do compositor tcheco Antonin Dvorák. Esta overdose de Dvorák a que estou submetendo os senhores já estava delineada em minha cabeça há algum tempo, e resolvi encará-la. O mano PQP comentou que estes trios e o Harnoncourt ele até encararia. Será que estou finalmente conseguindo fazer com que ele mude de opinião a respeito deste extraordinário compositor? Como não se emocionar com o adagio do concerto para cello, ou então com o fantástico trio “Dumky”, ou então com a beleza da melodia do adagio molto do op. 21, logo no primeiro trio?

Divirtam-se e podem apreciar sem moderação. E preparem-se que vem por aí os Quartetos de Corda.

CD 1

01. Piano Trio in B flat, Op. 21, I. Allegro molto
02. Piano Trio in B flat, Op. 21, II. Adagio molto e mesto
03. Piano Trio in B flat, Op. 21, III. Allegretto scherzando
04. Piano Trio in B flat, Op. 21, IV. Finale (Allegro vivace)
05. Piano Trio in G minor, Op. 26, I. Allegro moderato
06. Piano Trio in G minor, Op. 26, II. Largo
07. Piano Trio in G minor, Op. 26, III. Scherzo (Presto - Poco meno mosso)
08. Piano Trio in G minor, Op. 26, IV. Finale (Allegro non tanto)

CD 2
01 - 01. Piano Trio in F minor, Op. 65, I. Allegro ma non troppo - etc
02 - 02. Piano Trio in F minor, Op. 65, II. Allegro grazioso - Meno mosso
03 - 03. Piano Trio in F minor, Op. 65, III. Poco adagio
04 - 04. Piano Trio in F minor, Op. 65, IV. Finale (Allegro con brio - etc.)
05 - 05. Piano Trio in E minor, Op. 90 ‘Dumky’, I. Lento maestoso -
06 - 06. Piano Trio in E minor, Op. 90 ‘Dumky’, II. Poco adagio - etc
07 - 07. Piano Trio in E minor, Op. 90 ‘Dumky’, III. Andante - etc
08 - 08. Piano Trio in E minor, Op. 90 ‘Dumky’, IV. Andante moderato - etc
09 - 09. Piano Trio in E minor, Op. 90 ‘Dumky’, V. Allegro
10 - 10. Piano Trio in E minor, Op. 90 ‘Dumky’, VI. Lento maestoso - etc

Beaux Arts Trio:
Menahen Pressler - Piano
Isidore Cohen - Violin
Bernard Greenhouse - Cello

CD1 BAIXE AQUI - DOWNLOAD HERE

CD2 BAIXE AQUI - DOWNLOAD HERE

FDP Bach

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